sábado, 6 de junho de 2026

Além do cartão_postal



Olho para algumas pessoas e, com certa resiliência, as vejo como um cartão-postal.

Nelas encontro uma vida invejável, com uma harmonia definida.

São seres plurais, cuja presença embeleza o ambiente;

Transmitem a sensação de nostalgia e de uma paz hoje perdida

 

 

Com o tempo, aos poucos, mostram um lado bem mais profundo;

Impossível observá-las apenas pela aparência.

O que antes víamos como meros espectadores muda,

Deixando-nos como um cenário vivo junto à sua presença.

 

 

O que a princípio tínhamos como mais uma ilusão

Faz da contemplação outrora estática um fato real.

Aos poucos desabrocha o nascimento da intimidade;

Os pontos em comum tornam a vida agradável e pessoal.

 

 

Encontre a paz na beleza do outro;

Sei que é difícil encurtar distâncias num mundo tão desigual.

Deixe-se curar pela luz que eles emitem;

Afinal, essa é a arte de viver sem se deixar abater pelo lado pessoal.



Algo importante: não busque perfeição nas pessoas.

Como num cartão que se degrada, você perceberá nelas barreiras;

O tempo age como um fator terapêutico que, por vezes, dói;

Também carregam dores, complexidades e contradições como nuvens passageiras.



Assim como as nuvens, que vêm e vão,

Mistérios uma hora passam, contradições são resolvidas e a dor flutua.

Mesmo que o horizonte não se mostre azul,

Tanto nele como em você, o humor muda, a crise passa e a vida continua.



Manoel Cláudio Vieira - 06/06/26




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