Olho para algumas pessoas e, com certa resiliência, as vejo como um cartão-postal.
Nelas encontro uma vida invejável, com uma harmonia definida.
São seres plurais, cuja presença embeleza o ambiente;
Transmitem a sensação de nostalgia e de uma paz hoje perdida
Com o tempo, aos poucos, mostram um lado bem mais profundo;
Impossível observá-las apenas pela aparência.
O que antes víamos como meros espectadores muda,
Deixando-nos como um cenário vivo junto à sua presença.
O que a princípio tínhamos como mais uma ilusão
Faz da contemplação outrora estática um fato real.
Aos poucos desabrocha o nascimento da intimidade;
Os pontos em comum tornam a vida agradável e pessoal.
Encontre a paz na beleza do outro;
Sei que é difícil encurtar distâncias num mundo tão desigual.
Deixe-se curar pela luz que eles emitem;
Afinal, essa é a arte de viver sem se deixar abater pelo lado pessoal.
Algo importante: não busque perfeição nas pessoas.
Como num cartão que se degrada, você perceberá nelas barreiras;
O tempo age como um fator terapêutico que, por vezes, dói;
Também carregam dores, complexidades e contradições como nuvens passageiras.
Assim como as nuvens, que vêm e vão,
Mistérios uma hora passam, contradições são resolvidas e a dor flutua.
Mesmo que o horizonte não se mostre azul,
Tanto nele como em você, o humor muda, a crise passa e a vida continua.
Manoel Cláudio Vieira - 06/06/26
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