quinta-feira, 4 de junho de 2026

Entre a cura e a ferida


 

 Na noite, tudo quanto for permitido, tudo se abre

 O silencio das madrugadas encurta as distancias terrenas

 As batidas de um coração ficam melhor de ser ouvidas

 Como confidentes, as estrelas confirmam o quanto viver vale a pena

 

 

Todos unidos num colóquio por vezes sobre-humano.

Uma interação onde as distâncias se tornam pequenas.

As dúvidas são abordadas e, quando vistas por outros, se desfazem.

Lua, estrelas e o sol da manhã são partícipes, destrinchando dilemas.

 


Dores e alegrias são compartilhadas.

Quem ama engrandece a alma ao lapidar o coração parceiro.

O que outrora era uma dor privada se transforma

numa espécie de hino para uma cura coletiva de um amor matreiro.

 

 

Muito se floreia, mas ele pode ter também uma dupla face

Por vezes se mostra astuto,imprevisível adquirindo formas imaturas

Quando não idealizado como puro, age como força que fere

Paradoxalmente é o mesmo que possibilita a cura

 


Sem julgamentos, é e sempre será uma causa complexa.

Não é apenas a ferida nem apenas o remédio.

Possui forças contraditórias capazes de gerar tanto dor quanto crescimento.

Mas ainda é uma das melhores formas de abrandar o tédio.

 

  

Valorize sua vida pelo que tem em mãos.

Nossa historia é uma experiência transformadora justamente por ser imperfeita.

Que sua grandeza não esteja simplesmente em eliminar a dor,

mas em participar do processo de purga daquilo que um dia foi defeito.




Manoel Claudio Vieira - 04/06/26 - 02:23h

 



.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esteja a vontade para escrever seu comentário