Precisamos dar um tempo
Nem tudo que se vê de fato é
Conseguimos muito bem enganar quem nos vê
Porém, o pior acontece quando nós mesmos da vida perdemos o pé
O hoje parece infinito quando o dia não passa
Contamos minutos esperando algo acontecer
Fazendo o possível para preservar os bons momentos
Às vezes, não encontramos forças para viver
Após algum tempo percebe-se com clareza o contraste outrora vivido
A maturidade vem em ondas e por vezes demora a acontecer
Quem vive numa bolha não percebe que entre independência e necessidade
há uma enorme distância e é ela que dá o tino à existência que nos faz viver
Voltar aos eventos de quem um dia nos foi importante
Quando o que sentimos é verdadeiro, a autossuficiência se dilui
A tentativa de prolongar a presença do outro é clara:
As máscaras outrora usadas são a evidência do espaço vazio
Em síntese, este é um ensaio sobre a vida e suas nuances
Fingir que estamos bem só escancara o buraco da ausência
Não se nega a dor e sua aceitação torna o mundo melhor
O amor verdadeiro é o que dá vida à existência
A força que move uma vida não está em fingir
São muitos os eventos que nos atingem, não há como negar
O amor, os sonhos e a coragem de encarar o que temos pela frente
São o manifesto da vulnerabilidade que transforma a ópera da vida num ato de amar
Manoel Claudio Vieira - 03/09/26 - 00:09h
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