Muito mais que uma inclinação humana,
todo homem nutre em sua vida uma série de ideais.
As jornadas, outrora semelhantes, após um tempo cedem.
Na busca pelo conforto, perde-se a liberdade criativa; amoldamo-nos aos demais.
Tantas são as lembranças guardadas na memoria
Amargo o fel ao perceber que a vida tomou ciclo repetitivo
Confinados em pequenos espaços perdemos a capacidade de interagir como humanos
A pior das perdas é se desconectar da vida e de si como ser criativo
Amor e dor, vida e morte, guerra e paz;
A distância entre opostos é, agora, mero sonho de um porvir.
Embora a rebeldia e os sonhos da juventude persistam,
A repetição de padrões nos impede de evoluir.
É chegado o momento da transição:
Da inocência idealista para a consciência pragmática.
Momento em que se percebe que os sonhos eram apenas sonhos;
A realidade se faz presente, de maneira cruel e sintomática.
Este é o ápice da desilusão necessária,
Que vai do processo de amadurecimento à perda da ingenuidade.
A inocência tem cores e valores absolutos, mas
O tempo e a aplicação de filtros nos adaptam às leis de uma sociedade.
Pois é, meu amigo... esta é a fase marcada pela integração.
As marcas deixadas ficarão em você como experiência;
Não luta mais contra a realidade, nem tenta escapar para os sonhos.
O caminho está em você: você conhece suas limitações e vive, plenamente sua essência.
Manoel Cláudio Vieira - 06/07/26 00:19
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