sexta-feira, 3 de julho de 2026

A engenharia do afeto



Não oferece garantias, mas exige pertencimento.

Em toda história de vida, há sempre um tempo e um lugar.

O amor pode ser verdadeiro e eterno, mas

Não, necessariamente, sustentável frente às ondas por onde o barco navega no mar.



O amor é o motor que tudo move;

O maior de seus problemas são as engrenagens.

Sem a permanente manutenção, começam os atritos;

Compreender o tempo e o lugar: virtudes a explorar nessa longa viagem



Muitos são os que criam regras;

Um segundo grupo, as adapta ao momento.

Há sempre um limite a ser levado em conta:

A flexibilidade depende do bom senso.



Encare a vida como um show, mas

Partes dela mais se assemelham a uma peça de teatro;

Independente da área em que cada um domina,

O resultado pode fazer do presente um enfado



Não se entregue a monotonia 

Sempre que possível, inove

Se não tiver resultado, uma parada estratégica

Humanize você aos olhos do outro que os males aos poucos se disolvem



Amor e convivência residem em planos diferentes;

Podem ser autênticos, porém dependem de fatores adicionais.

Se é para ser uma encenação, que ao menos tenha um bom roteiro:

Tanto a vida quanto o amor exigem bem mais que compromissos cerimoniais.



Manoel Claudio Vieira - 03/07/26 - 01:24h





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quinta-feira, 2 de julho de 2026

O sagrado e o profano



Escalar grandes montanhas, navegar por mares desconhecidos.

As ondas nos cobriram e, mesmo próximo às margens, perdemos o pé.

Ao descer aos vales profundos e sentir algo além de sede,

carregamos na pele algumas dúvidas, mas sem jamais perder a fé.



Deparamos-nos com novidades e culturas diferentes.

Criamos muralhas para proteção, porém, aos poucos, tudo é cancelado.

De tudo o que se viu, nada é melhor que o poder do toque humano:

ele cura as feridas pelas quais um dia fomos provados.



Do meio do nada ao isolamento existencial,

a falta de propósito impede a vida de acontecer.

O medo de perder tira a vontade de ganhar;

vive-se apenas o suficiente para sobreviver.



Estranho observar a direção que o mundo toma:

o ganho de consciência nos afasta do poder.

Sorrateiramente, a consciência coletiva se aproxima cobrando;

ela tudo promete, mas é a sua alma que ela vai oferecer.



Continuamente cruzamos grandes distâncias e espaços abertos.

É fato que essa repetição reforça a obsessão de seguir adiante.

Curioso não indagarmos o porquê de ir tão longe para preencher esse vazio,

quando o foco da jornada está além de nosso alcance.



Vamos lá... acalme-se e admita sua própria incompletude.

Mesmo que falássemos a língua dos anjos, ainda assim nossa existência seria incompleta.

Se o sagrado e o profano organizam o mundo a partir de crenças,

dois sólidos não ocupam o mesmo espaço, porém coexistem.



Manoel Cláudio Vieira - 02/07/26 - 00:32h




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terça-feira, 30 de junho de 2026

O ponto de encontro



Um tempo feito de silêncio,

Noites frias a decifrar a jornada das estrelas.

A presunção do impossível, explodindo em fonte de inspiração:

Meu refúgio não me leva a lugar algum, mas me faz sonhar com a tua beleza


Jamais será um silêncio vazio;

Quiçá um tempo feito dele, matéria-prima dos amantes,

Parados no tempo, focados na imensidão do éter,

Na tentativa de encontrar sentido ao seguir adiante


De uma observação solitária e introspectiva da vida,

Sorva o prazer de vivê-la, compartilhada e existencial.

Embora distante, ela nunca esteve tão próxima;

A grandiosidade do cosmos não é a barreira final.


Esse amor supera o tempo e o espaço,

O paradoxo do silêncio feito de tempo como matéria-prima.

Diante do eterno, a finitude de uma história perde sentido.

Grão-mestre... bendita seja tua jornada pela vida.


Guardião do saber,fonte de luz,

Toca meus lábios, pois são impuros.

Como ponte entre o homem e o eterno, ressuscita-me.

Sou teu menino clamando por paz no ventre dos nascituros.


Entre as noites frias, o silêncio e a história,

Entre a jornada das estrelas, o éter e o eterno pelo qual clama;

Para sua gloria o homem necessita de dois mundos:

Sem o físico ele não pisa; sem o espiritual, ele não ama




Manoel Cláudio Vieira - 30/-6/26 -03:49h



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domingo, 28 de junho de 2026

Âncoras do tempo



O tempo pode passar, não importa quantos anos passem pela frente

Os valores que um dia vivemos jamais se perderão

Descrever o que significa o amor, a paz e a tranquilidade

Todos sentimentos juntos, numa única sintonia e em perfeita união


Certas coisas têm vida eterna.

O amor é aquela que no coração faz morada;

Como uma das mais nobres essências humanas,

A certeza que se tem é que já nasceram enraizadas.


Quanto mais tenra a idade, mais fortes são os laços.

Nessa época, os vínculos que nos unem são puros e intensos.

O amor, em nós, cresce e frutifica, sem transbordar;

É mais que troca de olhares, doces lembranças e ternos momentos.


Certas amizades são como um porto seguro:

Onde o cais e o navio encontram solidez.

Por mais que o mar esteja bravio,

Onda nenhuma bloqueia o calor da nossa madurez.


O coração dos românticos não guarda posição,

Quase sempre unifica os braços à cintura.

O calor dos olhares é como lufadas de ar fresco matinal;

As madeixas, em uníssono, flocos de ternura.


Amor e amizade são âncoras;

Mesmo na vulnerabilidade das águas, encontramos resistência.

Num mundo de mudanças, são pontos fixos;

Com pés no chão, busque em sua história sua essência.



Manoel Claudio Vieira - 28/06/26 - 03:32h



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terça-feira, 23 de junho de 2026

A soberania do EU

 


Se nada mais nesse mundo fosse real,

Mesmo assim, os sonhos não deixariam de existir.

Se tudo aquilo pelo que um dia lutamos não fosse mais possível,

A vida não deixaria de ser uma história e um porvir.


Dentro de um cenário de desconstrução,

A labuta é diária e não pode ser adiada.

Mesmo com a realidade que pode se desfazer a qualquer momento,

Os sonhos e a criatura interior recusam-se a crer que a vida seja anulada


O trabalho é a âncora que nos dá sustentação,

Das maiores lutas, é a principal forma de enfrentamento.

Nos conflitos entre o exterior e o cerne de cada um,

Reside a força que nos afasta dos problemas, nos dando livramento.


Deixe de ser o observador do momento,

Passe a viver como o protagonista da solução.

O 'eu' se fortalece porque se reconhece como causa,

Jamais como efeito das circunstâncias em ação


O mundo nos impele a uma consequente busca interior,

Sem ponto de partida ou conclusão.

Jamais encontraremos uma versão final de nós mesmos;

Falhas e hesitações fazem parte do processo de evolução


Não se aflija frente à vida; seja soberano de seu próprio destino.

Mantenha firme e forte a muralha que separa seu jardim da torpeza.

Trate seu 'eu' como propriedade pessoal e intransferível, a ser defendida.

A proteção, o afeto e o esforço diário construíram essa fortaleza



Manoel Cláudio Vieira - 23/06/26 - 02:24




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