domingo, 1 de novembro de 2026

Ecos da alma



Ter uma boa consciência moral,

Sentir culpa ou remorso por ter feito algo errado:

Essa é a maioria de uma sociedade consciente,

Que sente o peso e o pesar das culpas do passado.



Ninguém escapa ileso de um ato destrutivo e proposital;

Ele carrega as faces de um incômodo eterno, gerado pela perversidade.

Algo mais que psicológico — às vezes divino — que segue vida afora.

Colocar-se acima corta o laço que nos une à humanidade.



Como eco da alma, a consciência pesa;

Ela é o sinal que indica a conexão humana ao sagrado.

É a faísca que reacende a chama humana por vezes extinta,

E o lembrete de que as chamas do inferno jamais farão parte do passado.



A consciência não é um produto da cultura ou da socialização;

ela é o sinal do sagrado no homem na vida presente.

O tormento interno que carrega não representa uma fraqueza, mas sim

o sinal de que sua alma não morreu completamente.



Por maior as tentativas sociais de normalizar mentiras 

As trevas mais profundas mesmo assim podem ser resgatadas do profano

A faísca que reacende é a mesma que atua no amor empático

O remorso é o ponto de virada onde ele deixa de ser coisa e volta ser humano



Não busque um inferno de fogo eterno e enxofre;

o maior dos sofrimentos é o de não mais poder amar.

O mal traz consigo uma eternidade de tormento:

enquanto não houver arrependimento sincero, é impossível descansar.




Manoel Claudio Vieira - 01/11/26 01:36h





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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Manual da maturidade.



Já nos despedimos algumas vezes

Trocamos abraços bem antes de ir embora

Alguns sentimentos não escolhemos

Quem um dia foi abrigo, jamais irá embora


Por mais que digamos adeus

O coração insiste em ficar

Ele espera um vislumbre, uma palavra amiga

Um sinal qualquer que nos faça voltar


Uns fingem seguir, outros, esquecer

Não foi o que fizemos que inquietam o bem-querer

O que um dia marcou e foi deixado para trás, não esquecemos

São como códigos, lembranças e promessas que teimam na mente em permanecer


Não pense tão somente em términos ou conclusões

Busque explorar a dualidade entre o racional e a sua resistência

De bom grado, aceite as intercorrências do destino; porém,

não negue nem reprima o que de mais belo marcou sua essência


Talvez meus versos funcionem como um manual de maturidade e aceitação

Neles, procurei sintetizar a tensão entre razão e sensibilidade com muito tino

Diante das reviravoltas da vida, uma proposta de equilíbrio

A força não está em endurecer o coração, mas em aceitar as ranhuras do destino



Manoel Claudio Vieira 29/10/26 05:05




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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

A verdade interior



Mistério oculto e insondável,

Pela razão, a essência de Deus jamais será compreendida;

Pelo amor, ela pode ser revelada

Na jornada espiritual da alma humana nesta vida.



Enorme é a limitação encontrada pela razão.

A capacidade do amor nos revela o divino,

Escancara a beleza de uma vida serena

Que pelo caminho da alma é percorrida.



Pela lógica e pelas leis terrenas,

Torna-se visível o contraste entre capacidade e sentimentos.

A razão falha porque limita o que encontramos além dos olhos;

O amor é a chave, dando suporte ao livramento.



Não importa o tempo nem a época de sua história,

O homem em sua jornada sempre terá algo a desvendar.

Os que não conseguir solucionar, paciência;

Certamente encontrará a melhor maneira de os contornar.



A essência do conflito humano é atemporal;

Temos discernimento para tomar o caminho certo.

Em qualquer época, a sociedade impõe barreiras,

Não há o que lamentar se a colheita for um deserto.



Tenha consciência de suas escolhas.

Ao abdicar de um mundo material, purificou-se e alcançou o divino amor.

Mesmo quando o discernimento nos leva a caminhos áridos,

Não lamente: a escolha foi fiel à sua verdade interior.



Manoel Cláudio Vieira 28/10/26 - 03:18h



ps: Essa poesia escrevi pensando no amigo do meu avo que acabou canonizado em 1990 na Italia - Frei Claudio - nome real: Ricardo Granzotto.





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domingo, 25 de outubro de 2026

As marés de uma vida



Grande é a metamorfose do amor

Majestoso é o amadurecimento romântico

Da transição de uma paixão arrebatadora

Para um amor enraizado, maduro e constante



Como as águas de um oceano

O amor tem também um fluxo dinâmico e elementar

As ondas que vem e vão são como a paixão

Oscilam entre euforia e ansiá de viver sem se amar



Como onda que permeia as costas

Ela também quebra nos recifes e logo se desfaz

A intensidade avassaladora da paixão encontrou um fim

Chocou contra o amado destruindo o desejo outrora voraz



E assim o apetite é freado 

Aniquilado pelo tempo e aspereza da realidade

Sua energia foi gasta contra as rochas

Na praia aconteceu o verdadeiro choque da verdade



Do principio do prazer ao principio da realidade

A paixão é o impulso cego e a praia é a verdade

A trajetória das desilusões não se extingue, 

A lucidez é o maior dos bens - use-a a vontade. 



Não brinque com as coisas do amor.

Sempre encontraremos recifes em nossa vida;

tenha as praias como momentos de calma e meditação.

O despertar emocional marca uma nova etapa em nossa vida.



Manoel Cláudio Vieira 25/10/26 - 02:57h

sábado, 24 de outubro de 2026

Um farol nas tempestades.


Não importa a fase de sua vidas

Nossa infância foi difícil, mas iluminada 

Hoje,apesar da distancia, sinto você presente

O compromisso da permanência em nossas almas um dia fez morada



Pelo poder da amizade, firmamos laços afetivos.

E quando o compartilhamos, tornou-se a nossa luz.

Trouxe um alívio às memórias passadas e também às presentes.

O apoio mútuo sempre será a chama a propagar essa luz."



Essa amizade atravessa fronteiras,

ilumina momentos difíceis, abrindo caminhos em meio a tormentos.

O compromisso afetivo de outrora permanece vivo;

o passar dos anos e a distância jamais serão impedimentos.



Da cura de um passado longínquo ao presente

A amizade é o guia e o combustível que mantém essa chama

A capacidade do afeto ao ressignificar memorias e aliviar o fardo 

E isso que ilumina as noites frias transformadas em dramas



Não conheço remédio melhor

Não apaga o que se foi porém alivia o presente

As tempestades foram resultado de infortúnios,porém

Nossa amizade é a força viva curando feridas em nosso presente



A palavra surge como um alívio imediato.

Ela é o amparo que oferece o cuidado necessário nos momentos de aflição.

Mais leve, o presente está aí para ser vivido em suas nuances.

Livre, leve e solta, liberte-se — a vida é uma dádiva, não um momento de sofreguidão.



Manoel Cláudio Vieira 24/10/26 - 02:47



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