Quando as palavras não conseguem descrever,
quando as imagens não conseguem representar,
o vazio cobre os horizontes, o dia amanhece sombrio.
Tudo na vida perde valor, e o sentido, aos poucos, se desfaz.
É o limite da linguagem.
O amanhecer deixou de ser um símbolo de esperança.
O começo de um dia já não fala mais em renovação.
A erosão é gradual, e o amor passou a ser lembrança.
Do interior da mente à percepção visual,
o mundo externo é capaz de destruir um coração.
Ao atingir a própria existência,
o silêncio passa a fazer parte da vida em comunhão.
Esta é a sociedade na qual vivemos
Quando pensamos diferente somos segregados
A massa não pensa e por isso repete as mesmas coisas
Não percebem que a massa não passa de uma romaria de mutilados
Observe o mundo, não se deixe levar pelas aparências.
Coloque-se à parte e, de longe, perceba como a sociedade pune a autenticidade.
Pelo mesmismo, as pessoas entram em parafuso pela repetição
e, como consequência, o coletivo absorve a individualidade.
É assim que te querem, é desse jeito que serás aceito.
Como diz o ditado: “O medo de perder tira a vontade de ganhar.”
Não se deixe levar pela rotina; esse pertencimento é tóxico.
Preserve sua própria essência, pois a massa não consegue pensar.
Manoel Claudio Vieira - 13/05/26 - 03:38h
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