quarta-feira, 17 de junho de 2026

Entre o Amor e a Consciência



Dizem que a vida é uma estrada

E que nela construímos nosso caminho

Como uma via de duas mãos, revela sua dupla face

Aprendemos e ensinamos, mas nem sempre esta é a verdadeira questão



Dependendo de como você dirige, ela leva a novos horizontes

Em seu percurso ha placas de advertência, mas é você o condutor

Os excessos podem levar a consequências desastrosas, mas...

Quem decide é você: aprender pelo amor ou pela dor.



Uma vida desregrada sem leis nem limites

PODE tornar a vida de quem vive um tormento

Não atribua a ela os seus desajustes,

Se é você quem segue os preceitos de um mundo que prega a libertinagem como livramento.



O ocultista pregava "Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei."

Cristo, o autocontrole e a sobriedade

Aceite viver uma vida em sua condição humana como animal consciente

Ou assuma os riscos de perder sua alma em prol de uma pseudo liberdade



Creia: o inferno que produzimos não é um lugar de tormento;

é uma condição social pela hipocrisia criada

enquanto houver um resquício de vida, continuara existindo

Viva sua historia dentro de suas condições sem medo de nada



Em um mundo sem fronteiras, guerras ou disputas religiosas,

Prefira viver reconhecendo que esse inferno existe.

A ideia do sofrimento humano como criação da própria humanidade é comum,

Mas meu foco está na resistência individual dentro de uma realidade que por décadas persiste.




Manoel Cláudio Vieira - 17/06/26 - 02:29h




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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Com carinho e com afeto



Amar e ser amado,

Por uma vida inteira ser correspondido.

As histórias de amor se completam

Quando os dias são plenamente vividos


Enquanto o homem se constrói,

Continuamente busca, em si, sua melhor versão.

Somos artistas desenvolvendo talentos aprendidos na vida;

Como estrelas, damos asas à vida em comunhão


Pela vida, ao criar, construindo vamos vivendo.

Mesmo que nos preguem peças, mantenha a cabeça erguida;

Olhe para frente, jamais desista de seus sonhos.

Como você, não há ninguém em sua vida.


São tantas as coisas de um amor!

Por vezes, a mente sofre muito para as explicar.

Use o coração para o que a mente não consegue;

Bem melhor que ela, o amor sabe como multiplicar


Num mundo onde o ódio é semeado mais do que o amor,

Valorize seu tempo e sua jornada.

O amor é uma das maiores respostas às limitações;

Transcende a lógica e a razão de uma vida atabalhoada


Da experiência pessoal à reflexão filosófica;

Entre o eu que vive e a busca de um sentido profundo,

Entre esses dois mundos, no amor há um processo de construção contínuo.

Mais que um sentimento, ele resiste à transitoriedade de nosso mundo



Manoel Cláudio Vieira - 15/06/2026 - 02:52h




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quinta-feira, 11 de junho de 2026

A pastora do consultório



Era a mais nobre das pastoras,

Seu olhar cintilava afeição verdadeira;

Nas terras onde os dramas eram história,

Trazia nos lábios uma mensagem faceira.


Figura magistral, irradiando afeição,

Não era, mas tinha por missão levar luz às pessoas.

Fama ou sucesso pouco importavam;

O que realmente chamava atenção era o amor que sentia pelas outras pessoas.


Tinha uma forma especial de se expressar;

Sua fala ia além do instante vivido.

A beleza do improviso transbordava amor,

Muito além do universo e do desconhecido.


Por tolos era abominada, vista com desdém;

Gentalha infiltrada, desprezando o saber e a cura.

Deturpando seus significados, enalteciam a própria incapacidade;

A realidade que entregavam era a mais bela escória, porém impura.


Três coisas nesta vida são determinantes:

O amor como verdade, a arte e seus limites, e a aceitação dos próprios sentimentos.

Embora seja difícil aceitar a corrupção corrompendo a verdade,

Ela continua presente, mas já não ocupa nossos pensamentos.


Embora não a aceitemos, a vida continua;

Talvez um dia esse processo seja plenamente compreendido.

Quem sabe a verdade interceda, reconciliando a história,

E o fim seja a conclusão desse sinistro desconhecido.




Manoel Cláudio Vieira – 11/06/26 – 04:04h





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quarta-feira, 10 de junho de 2026

O segundo olhar



Não foi pelos anos que se passaram,

nem tanto pela solidão vivida,

mas pela falta de identificação com o que se passava;

nem mesmo as mais doces recordações me foram permitidas



Era uma declaração de amor a sua amada

No papel ele transcreveu o que sentia

O amor pelo qual ele se declarava

Era a inspiração maior que encontrara em sua vida



Na declaração a identificação foi total

Ela era a "realização do que sonhei na vida"

Enquanto ele encontrava o reflexo de si na amada

Essa declaração permaneceu arquivada à descendência esquecida



Lamento nao ter encontrado antes algo tão pessoal

A dor maior  foi o passar do tempo sem nada saber

Viver sem reconhecer-se plenamente num mundo tao vazio

Nem mesmo foi possível ter na lembrança algo físico de um bem-querer



São tantas e tão desconcertantes as sensações vividas

Quiçá a maior delas tenha sido viver distante daquilo que poderia ter sentido.

Sofre-se muito pelo que aconteceu, mas, indubitavelmente

sofre-se ainda mais pelo que poderia ter acontecido e jamais aconteceu.



Uma mesma ideia, um único fato, mas um segundo olhar

Pelo espelho dos olhos, a visão de uma historia pelo avesso

O lamento dela foi por um amor perdido

O dele, ter passado grande parte da vida como um desconhecido




Manoel Cláudio Vieira 10/06/26 - 05:31h




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O valor que não se compra



Sou de um tempo em que a vida era melhor vivenciada

Nele os olhos percorriam com orgulho nossas ações

o tédio nao era um peso, mas um estado criativo

e analisávamos, sob vários ângulos, todas as respostas de uma questão



Sem muita pressa, o tempo transcorria naturalmente.

Havia um espaço maior para a contemplação;

assim como a análise de uma obra de arte demanda tempo,

os segredos da mente eram lapidados pelas ferramentas do coração



Os valores humanos eram medidos de outras formas:

viver muito era quase sinônimo de viver bem.

Pouco se falava em precificar o homem, pois nele víamos valor;

promessas de um mundo melhor eram as garantias para o além



A vida transcorria como um processo quase artesanal,

jamais comparada a uma rotina de acúmulo de dados.

A formação de caráter era moldada pelas circunstâncias;

viver era um processo profundo, onde, continuamente, éramos remodelados



Não sou um crítico voraz dos dias atuais, porém,

faço um adendo ao atual e destrutivo processo de mercantilização:

deixamos de ter um valor intrínseco para ter o de mercado;

fato este que destrói, vigorosamente, as nossas relações



Busque em si resgatar o tempo em que o tédio era criativo;

em teu ser, entalhe veias por onde possa correr a sua inspiração.

Assim como um dia fomos lapidados pelas experiências humanas,

viver é uma arte, e você é o artífice maior de sua mente e coração.



Manoel Claudio Vieira - 10/06/26 -  00:08h


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