sábado, 7 de fevereiro de 2026

Bem mais que um jogo



Ele sabe como lidar com as cartas

Tem o time exato do momento de blefar

Pena que esqueceu que a vida é mais que uma aposta

Quem blefa com sentimentos sempre tem o fim a lamentar



Como se não bastasse abranger as táticas do jogo

Tornou-se mestre ao coagir as pessoas em seu redor

Após um tempo, com trejeitos e respostas convincentes

Enganava o outro convencendo a si mesmo que o sensato seria o pior



Aprendeu ser professor em tudo que é mundano, mas

Foi incapaz de realizar em si a magia do amor

“Que se dane, não é meu mesmo”

Essa era sua resposta a quem lhe dera vida e valor



Não basta ser um expert para o mundo

Sempre será dependente frente as forças do amor e afeição

Por mais martele, o triunfo da lógica sobre os sentimentos não se completam

A amizade com o mundo será sempre o ponto onde a vida perde a razão



Transformar emoções em táticas, comportamentos em logicas

Aprendeu a performar sentimentos para sobreviver

Realmente soube como agir para obter os resultados, porém

Desconectou-se da essência da vida em seu amanhecer



Manoel Claudio Vieira – 07/02/2026 – 01:52h





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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Métrica da alma

 


Enquanto a vida acontece e o mundo vai passando

Tantas são as vezes onde o tempo parece parar

A concentração na busca por momentos de clareza nos leva

Um estado de espirito onde a nitidez se funde a maneira de amar

 


As vezes me pergunto como medir o sucesso de uma vida

Certamente jamais sera pela ausência de sofrimento quando estamos em ação

Nos primeiros anos de vida, o sacrifício do prazer por algo mais perene judia, porem

Quantifica esse sofrimento justificando uma narrativa de um bem maior, autorrealização

 


Um dia nos disseram que a vida ocorre em ondas

Que seu objetivo central é atingir potencial pleno nesta vida

Porém, se tudo que aprendemos gira em torno do convívio

O que dizer de quem teve essas etapas suprimidas?

 


Independente de outros, sou o que sou por méritos próprios

O fio da navalha onde um dia fui colocado, superei

Nem sempre obtive o sucesso esperado, mas dei o melhor de mim

Pelas minhas ações: vim, vi, conquistei

 


Em sua vida, tenha um posicionamento

Mesmo nas agruras, comprometa-se com a verdade

Reconheça o inimigo, o terreno de batalha, o sacrifício proposto, porém

A vitoria maior sera sempre a conquista de si com terna lealdade.

 


Manoel Cláudio Vieira - 06/02/2026

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Quando o rio encontra o mar

 


Parecida com um rio, 

A vida corre dentro de uma sucessão de margens. 

Em algumas, nossos sentimentos fluem mais rápido; 

Em outras, tudo passa muito devagar.



Assim como um jogo, a vida tem um destino certo. 

Caudalosos ou não, os rios têm seu final ao encontrar as águas do mar. 

Assim como os sentimentos, o tempo não tem volta. 

Por maiores que sejam os subterfúgios e as tentativas, ninguém consegue suborná-lo.



Tudo o que um dia fizemos será levado pela corrente. 

É verdade: muitos foram os frutos deixados em nossa vida diária. 

Tudo o que descobrimos e desvendamos tem seu valor, 

Embora o tempo passe para todos, a experiência de viver seja solitária.



Saiba lidar com o tempo — seus sentimentos são únicos. 

Espero que reconheça as margens como balizas, jamais fronteiras. 

Elas não nos ofertam soluções ou conforto de forma imediata; 

Jamais se entregue: viva sua história como herói de si mesmo, e não mero passageiro.



É grande a tensão da experiência humana: 

O instinto de sobrevivência e a consciência da finitude são o maior dos embates. 

Enquanto um grita "viva!", o outro sussurra "uma hora isso vai acabar". 

A resignação é passiva e triste; a aceitação é libertadora: você muda o foco e, no tempo, dá um xeque-mate.




Reconheça em sua jornada o valor da escassez. 

Pense: se fôssemos eternos, brigar pela vida perderia o sentido. 

A finitude pode nos dar o preço do momento, o "aqui e agora". 

A aceitação é o que dá vontade de viver cada instante sem se sentir perdido.



Manoel Claudio Vieira — 05/02/26 — 03:45h

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A magia do amor



Por instantes, ele hesitou; sentiu uma pequena parte de si chegando ao fim.

Percebia que aquele amor, sem muitos interesses, fluíra para um romance florescente.

Os sentimentos, outrora fluidos e incontroláveis, sossegaram.

Deixaram de ser novidade, pois aquela mulher era muito diferente.



O que sentia deixou de ser um sentimento estático.

Dia a dia ganhava movimento, ora estimulante, ora assustador.

Nos momentos a sós, via-se cada vez mais envolvido.

Era óbvio que a curiosidade inicial se transformara em amor.



Teria de pensar muito bem nos próximos passos.

Histórias de isolamento não faltam, mesmo com pessoas ao redor.

Sempre encontramos uma razão quando dialogamos com o silêncio.

Reassumir o controle é a saída quando perdemos a toada do amor maior.



São muitas as histórias que demandam coragem.

Elas tocam exatamente nos pontos onde mais nos fizeram mal.

Amantes do corpo provocam dores no amor, mas

a separação das almas causa sempre uma cicatriz emocional.



Se antes o medo guiava, hoje ele declina.

Há toda uma dualidade entre a segurança e o risco de assumir.

Enquanto o primeiro se comporta de forma passiva,

o segundo insta a viver no controle, assumindo as rédeas do porvir.



Nesta vida, doa o que doer, seja sempre você.

Tenha um coração sereno, pleno de princípios; seja prudente, abrace seu irmão.

Histórias de amor são a tônica da sociedade presente.

Embora obsoleto, sempre direi: “vem viver comigo, peço tua mão.”



Manoel Cláudio Vieira

01/02/2026 – 00h48

sábado, 31 de janeiro de 2026

O rei nu


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Não importa a época, tempo não conta

Todo homem vive momentos de solidão e embaraço

Necessária a busca por um porto seguro, refúgio supremo

Reflexo do cansaço e perda de fé entre os presentes em nossos contatos


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Vivemos em busca de um acontecimento como realização suprema

Mesmo aqueles que chegaram lá por vezes demonstram estar à deriva

Como princípio, toda história tem início num tom contido, confessional

Desaguando no conforto de um mar- a consciência coletiva 


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O que dizer quando não concordamos com o que se passa

Quando o que ocorre com nosso vizinho não nos faz bem

Mesmo que nessa viagem percamos um ou outro amigo

Esses são os momentos onde realmente sabemos quem é quem


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São tantos os momentos de exposição a riscos, danos e ameaças

A principal seria a perda da própria identidade

De uma forma geral, é a exposição pública do rei nu, destronado

E o reconhecimento brutal de sua vulnerabilidade


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Muitos confundem poder com riqueza, amor com dedicação

Em sua essência, amor lida bem com o estado afetivo

E a beleza da flor, o encanto de semear sabendo o que vai colher

Dedicação é o ato de regar para que nada seja perdido


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Diferente de quase tudo que se possa esperar

A paz muitas vezes não é encontrada num lugar físico

Isolamento como refúgio, entrega como balsamo e o principal:

O amor espelhado de si refletindo no ombro do outro 


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Manoel Claudio Vieira – 31/01/26 – 03:51h





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