Pelo tempo vivido, ganhou conhecimento,
Provou o poder, porém perdeu o pé da realidade.
O saber sem vivência o tornou um analfabeto;
Somente se mantém pela criação de fachadas.
É mestre em teorias, permeia pelas estruturas,
Vive numa torre de ilusões e ideais abstratos.
Ri do colapso enquanto a vida desmorona;
Somos apenas peças disformes num tabuleiro de maus tratos.
Enquanto a massa padece, o trem da vida segue,
Desgovernado, seu maquinista vê a realidade com a lente que lhe convém.
Inculto, é o prisioneiro da própria ignorância,
Disfarçada em sabedoria, ignora a verdade vivendo num mundo aquém.
É triste o distanciamento entre esses mundos
A desumanização social é sua marca mais patente.
Tratados como escória por quem deveria guiar, porém oprime,
despeja regras e teorias, mas é incapaz de demonstrar empatia no presente
Como diria Newton em sua Primeira Lei:
"Um corpo em movimento tende a permanecer em movimento na mesma direção e velocidade, a menos que uma força externa atue sobre ele"
Cambaleando, o trem segue, mas até o momento...
onde a briga entre as cabeças pensantes marque o início dessa tempestade
Muito fácil falar do que não se vive
mais fácil ainda do que não se sente,
Espero que isso tudo volte para seu lugar
Assim como na vida, certos parentes são como os dentes
Manoel Claudio Vieira 26/07/26 - 05:27
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