Jamais um dia questionamos ser tão difícil
Manter a palavra no meio de uma multidão.
A solidão, outrora distante, era vista como superficial;
A sensação de autossuficiência era o fruto da imaturidade de um coração.
O homem sempre teve a vida marcada por etapas;
O aprendizado que ganha vem aos poucos.
Quando não se aprende no tempo certo,
O erro tem diligência maior na vida do douto.
Quando falávamos em amor, nele não havia profundidade;
Era mais prazer que uma relação verdadeira.
O tempo foi passando, o adolescente amadureceu, tomou pé…
Ganhou o tamanho da paz, largando aos poucos a vida seresteira.
E assim acontece: o tempo passa e, mesmo acompanhados, muitos continuam sós.
Não é mais uma solidão física, e sim emocional.
Porém, as relações presentes já não suportam esse tipo de ajuste;
A superficialidade das relações não se sustenta de um modo plural.
Embora as conexões aconteçam no dia a dia,
o prazer de falar e ouvir se torna algo imperioso.
Percebe-se, contudo, a falta de uma intimidade mais longânime e verdadeira, pois
a profundidade afetiva e o olho no olho tornam tudo bem mais dadivoso.
É fato que a companhia não elimina completamente essa solidão.
A profundidade emocional tornou-se rara num mundo superficial.
Sera mesmo vantagem viver muito sem qualidade de vida?
É difícil quando as relações de troca se tornam cada vez mais raras num sistema tão desigual.
Manoel Cláudio Vieira – 16/05/26 – 01:37h
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