A vida é como uma estrada sinuosa
No início, inocência e descoberta - um tempo de perguntas e aprendizado.
Em alguns pontos, paradas ao longo do caminho,
Sem, no entanto, refletir as condições; o quanto andamos achando tudo um enfado.
Esse foi um tempo gasto sem pensar,
Sem medir as consequências - o amanhã era visto com ansiedade, magia, superpoder...
Jamais uma ameaça ou um tempo difícil.
Afinal, dormir até mais tarde já era, por si só, um sinal de poder.
O tempo foi passando, as estações acontecendo.
O que antes era desperdiçado, nesta etapa ganhou valor.
A ocasião de encontros e descobertas aprofundou-se;
O tempo perdido agora é economizado, dosando, com calma, o amor e a dor.
Novamente, o tempo mostrou quem ele é.
Quem aprendeu na infância e adolescência, convive bem.
Hoje vive-se com paciência, não mais correndo contra o relógio;
Caminhando com prudência, sem necessitar provar nada a ninguém.
O tempo de construção, em parte, se foi.
Aceitar as perdas com dignidade faz parte do aprendizado.
Resta agora saborear as memórias, o nascer e o pôr do sol...
Afinal, toda existência, um dia, fez parte de um plano mais ousado.
Dê graças aos céus pelo que você tem.
Na infância, o choro é passageiro; hoje, é o vinho que resta na taça.
Enquanto crianças, pensamos no que seríamos; hoje, no que se foi.
Mas, enquanto houver vida, bendiga o guerreiro que move tua carcaça.
Manoel Claudio Vieira 28/02/26 – 03:13h
.