Procurei nas estrelas uma mensagem;
encontrei muita coisa, mas não o que eu queria.
Talvez estivesse pouco inspirado…
Quem sabe hoje não era o meu dia.
Muita coisa que conheço, é melhor não ser contada;
não vale a pena o esforço por algo tão vazio.
O que um dia sugeriu encanto era só beleza roubada:
palavras bonitas na boca de quem não tem brio.
De libertador, o conhecimento passa a ser um peso.
Facetas obscuras trariam mais dor que benefícios se reveladas.
Não vale a pena investir numa busca sem nenhum retorno;
o que um dia pareceu real, na verdade, era tudo emprestado.
A vida se torna árdua para quem exercita o olhar profundo;
é ter a visão que atravessa o espelho, denunciando as engrenagens.
A preservação do silêncio é escolhida diante da mediocridade alheia:
decepção específica de quem prometia, mas era pura falsidade.
Muito dessa historia não é só sobre perda de valores
Quando percebemos que a beleza roubada não era só falha do outro
Um dia acreditamos nessa mentira e com o tempo o gosto piorou
Quando o olhar sai das estrelas e foca no humano e a grande temeridade
É o momento do 'pé no chão', onde o brio é a fronteira final.
A integridade se mede pelo quanto a verdade é, de fato, o princípio.
Tornou-se comum — e não mais vergonhoso — trair valores ou ter caráter duvidoso.
Posso ser néscio, mas permaneço íntegro e não um estropício
Manoel Cláudio Vieira – 08/05/2026 – 04:36h
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