Um mundo gerado pela ambição,
Impérios de mentira que pairam no ar.
Castelos de areia desfazendo-se ao chão,
E os seres humanos buscando o direito de em paz habitar.
O amor não necessita de acontecimentos extraordinários.
A maneira como alguém nos encanta já diz muito de seu ser.
Ver a luz em cada um de seus gestos são diretrizes de profundidade absoluta.
O alívio acontece quando encontramos quem transforme a dor presente em vontade de viver.
Sinto a luz em quem labora com a paciência de um mestre.
Mais que palavras que nos ensinam, seu coração demonstra o quanto amou.
Seus gestos transformam a percepção que se tem da realidade oculta.
Quem os conhece carrega para sempre aquilo que um dia experimentou.
Eles nos ensinam a pensar e a enxergar com profundidade.
Afirmam que, além da gaiola, encontraremos a liberdade à frente.
Há o pássaro que voou, mas continua preso; e aquele
Que partiu, construiu a armadilha dentro de si e a habita no presente.
Conhecemos melhor aquilo que um dia perdemos.
Através deles temos noção clara do quanto conseguimos amar.
A questão é: o que permanece de algo ou alguém que nunca tivemos?
Voltamos ao pássaro que saiu da gaiola, mas continua prisioneiro no mesmo lugar.
Quando alguém representa durante anos um personagem,
questiona-se onde termina a representação e começa sua pessoa.
Se as qualidades de um filho determinam quem é seu pai...
Se faz uso de máscaras, por que esconde de si mesmo a própria pessoa?
Manoel Claudio Vieira - 06/09/26 - 01:23h
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