Há muito isso já não faz mais sentido.
O tempo passou, novas tecnologias surgiram,
mas, ao invés do progresso, houve um regresso.
O que parecia ser bom, na realidade, foi um retrocesso.
Acomodado, o homem estagnou.
Deixou de pensar para simplesmente seguir.
Afinal, quem prometia cumpria suas necessidades.
Seu futuro foi negociado e sua história foi, aos poucos, consumida.
Sua vida deixou de ser uma jornada de autoconhecimento.
Acreditou na história de que as velhas estruturas precisavam morrer.
Percepção, memória, raciocínio passaram a ser coisa do outro.
Crê que, por causa disso, simplesmente deixou de
A experiência de progresso, aos poucos, foi subvertida.
A ideia da dependência de estruturas externas atrofiou seu ser.
A promessa de melhoria trazida pela modernidade falhou.
A passividade intelectual e a acomodação coletiva o impediram de crescer
Época marcada pela inversão de valores.
Apesar de todo movimento, houve enorme falta de reflexão.
Capacidades inatas foram terceirizadas em favor de conveniências externas.
O que parecia ser libertador foi o cativeiro de sua evolução.
E assim caminha o néscio...
Fluidez e velocidade sacrificam profundidade, pensamentos e valores em contrapartida.
Aquele que passivamente aceita as soluções geradas por estruturas externas
diluiu sua autoridade, regredindo à condição de espectador da própria vida.
Manoel Cláudio Vieira - 04/08/26 - 00:51h
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