Ter uma boa consciência moral,
Sentir culpa ou remorso por ter feito algo errado:
Essa é a maioria de uma sociedade consciente,
Que sente o peso e o pesar das culpas do passado.
Ninguém escapa ileso de um ato destrutivo e proposital;
Ele carrega as faces de um incômodo eterno, gerado pela perversidade.
Algo mais que psicológico — às vezes divino — que segue vida afora.
Colocar-se acima corta o laço que nos une à humanidade.
Como eco da alma, a consciência pesa;
Ela é o sinal que indica a conexão humana ao sagrado.
É a faísca que reacende a chama humana por vezes extinta,
E o lembrete de que as chamas do inferno jamais farão parte do passado.
A consciência não é um produto da cultura ou da socialização;
ela é o sinal do sagrado no homem na vida presente.
O tormento interno que carrega não representa uma fraqueza, mas sim
o sinal de que sua alma não morreu completamente.
Por maior as tentativas sociais de normalizar mentiras
As trevas mais profundas mesmo assim podem ser resgatadas do profano
A faísca que reacende é a mesma que atua no amor empático
O remorso é o ponto de virada onde ele deixa de ser coisa e volta ser humano
Não busque um inferno de fogo eterno e enxofre;
o maior dos sofrimentos é o de não mais poder amar.
O mal traz consigo uma eternidade de tormento:
enquanto não houver arrependimento sincero, é impossível descansar.
Manoel Claudio Vieira - 01/11/26 01:36h
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