terça-feira, 9 de junho de 2026

A morte silenciosa do homem interno



Não sei se tudo isso é real.

Já não consigo discernir o que é concreto ou uma construção.

Não sei se foi a realidade que mudou conceitos perenes,

Ou se fui eu que perdi o pé dos valores desta nova geração.



O normal de uma vida é amadurecer com o tempo,

Aprender a viver frente às regras de uma sociedade.

Ou fui eu que colapsei na busca de um lugar no mundo,

Ou o homem dentro de mim morreu face a essa nova verdade?



Pensar diferente pode ser perigoso,

Algo próximo ao dilema entre a realidade e a dissociação.

Se o afastamento é um ajuste, um mecanismo de defesa frente ao novo,

Justifica-se, então, o isolamento social e a perda das relações?



O que um dia aprendemos, o que nos tornamos:

Antes de amadurecer, buscávamos autorização para existir.

Viver como se nada importasse revela um desejo de anulação;

Quem se amolda à massa passa pelo mundo sem nada sentir



Quando nada mais realmente importa,

O alívio encontrado foi possível pelo vazio em seu coração.

A hostilidade que sente por si mesmo foi transferida;

A anulação do eu aconteceu por um processo contínuo de desintegração.



Por aí navega o fluxo da insignificância;

Acontece quando alguém deixa de considerar-se relevante.

Não se anule para cessar o sofrimento de ser alguém:

Seja sempre você, e não parte do fluxo indiferente da existência.



Manoel Claudio Vieira - 09/06/26 - 02:19h




.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esteja a vontade para escrever seu comentário