Não é um abraço que repara o silêncio
Palavras simples falam muito mais ao coração
São tantas as vezes em que queremos voltar atrás
Porém, fomos ensinados a não demonstrar nossas emoções
Um dia nos disseram que chorar era coisa de maricas
Só não nos disseram que engolir calado teria consequências maiores
Se um dia admitimos que as lágrimas eram sinais de fraqueza,
Natural seria encarar o silêncio como a maior das penitências.
Nem sempre conseguimos expressar o que sentimos
Resta, como último suspiro, salvar o que sobrou
Quando fragilizados, faltam palavras que deem sentido ao que sentimos
O amor sem comunicação é resultado das cinzas que o fogo deixou
“Desculpe”, “me perdoe”, “eu te amo”
Palavras difíceis de se pronunciar
Orgulho, medo e vulnerabilidade são bloqueios mundanos
Que, por vezes, fazem a vida e tudo nela desandar
Devagar, pausadamente, busque em si as raízes dessa repressão
Silêncio e orgulho jamais serão mecanismos de defesa
O primeiro não passa de uma forma lenta de destruição
O segundo, em forma de soberba, é o que sepulta sua própria natureza
Lembre-se: o amor sobrevive dentro das pessoas
A seu modo, demonstre-o, não importa o tempo ou a ocasião
Quem cala o transforma em saudades
Quem o explana é mestre em dar asas à sua missão
Manoel Cláudio Vieira 27/05/26 – 01:25h
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