Embora continuemos humanos,
embora procuremos transmitir vida e consciência,
quanto mais o tempo passa, mais eu me pergunto:
como permanecer em um mundo que nos empurra para a indiferença?
Vivemos permeados pela dor e pela solidão.
Os males da alma mostram-se silenciosos.
Muitos carecem de relações verdadeiras,
buscando no outro uma cura como mero fermento biológico.
A existência é um processo de cultivo, propósito e amadurecimento.
Difícil é viver em um mundo cada vez mais carente dessas relações.
O desgaste produzido pela sociedade humana é tremendo,
E o fruto a se colher por tamanha falta de reflexão.
Valorize sua infância; reveja os primeiros aprendizados.
A criança dentro de si carrega a essência daquilo que lhe é mais puro.
Mesmo na dor, encontre um sentido para a parafernália em que vivemos.
Cresça como homem, porém, em certas ocasiões, comporte-se como um nascituro
Não pense a vida como algo superficial.
Creia na transformação e na dignidade como fontes de esperança.
Tenha dela uma visão idealista, mas não ingênua.
Continue acreditando na dignidade como algo real, e não como mera lembrança.
A vida é intercalada por uma série de escolhas.
Não é porque você pensa diferente que deve ser visto como errado.
Tudo em sua história ocorre em um processo orgânico, ético e coletivo.
Relaxe: a dádiva do néscio é seguir a massa e todo o seu legado.
Manoel Cláudio Vieira – 24/05/26 – 04:50h
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