quarta-feira, 8 de abril de 2026

Quando o fogo se apaga



A verdade sempre é mais fácil de se discorrer.

O tom das cores das roupas retrata a condição ora vivida.

No espelho da vida, a história nem sempre reflete a real condição.

Um sorriso no rosto, muitas vezes, é a máscara de uma existência entorpecida.



Certas pessoas fazem da vida um jogo.

Não busque uma lógica para demonstrações de afeto gratuitas, emoções baratas.

Por trás de cada atitude benevolente, há um sentimento arranjado.

Viver pode ser perigoso quando se abre excessivamente a pessoas insensatas.



Muitas são as vezes em que nos compadecemos pelo próximo.

A situação que nos é apresentada toca fundo o nosso ser.

Procuramos melhorar as coisas, doando um pouco de si.

Ledo engano: como cartas num jogo, a situação foi preparada para você se render.



Sem mácula nem culpas, são como sacerdotes guardando o fogo sagrado.

Sua aura de pureza justificaria um sacrifício pela mística na história oferecida.

Porém, por um breve descuido, deixaram a chama do templo se apagar:

a consciência chamejou, os olhos se abriram, os tolos se foram e o circo está de partida.



Embora as manhãs cinzentas pareçam desamparadas e perdidas,

a nau dos idiotas singra os mares tortuosos, mantendo uma tênue direção.

Quando não conseguir enxergar o que vem à frente, caminhe pelo instinto.

Siga em paz — o caminho será mais uma jornada de vida e está em suas mãos.



Manoel Cláudio Vieira – 08/04/26 – 02:41h





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