domingo, 5 de abril de 2026

Tesouros guardados nas gavetas do coração



Juventude, época em que idealizamos um amor, alguém especial.

Com essa pessoa, possivelmente, traçar uma vida.

Não sei se, pela incapacidade de nos expressarmos, ocorreram desencontros.

Não encontramos a pessoa escolhida.



Usa-se a escrita como válvula de escape.

É normal o medo de se expor e ser rejeitado.

Mais ainda quando somos portadores de algum mal.

É comum amar, mas não ser amado.



Amor, um nobre e complexo sentimento,

no ser humano, sempre foi fonte de novas percepções.

Inúmeras são as vezes em que ele existiu, mas não ganhou forma.

Foram como cartas de amor não postadas, guardadas nas gavetas do coração.




Sempre será incerto iniciar um relacionamento,

em especial quando o par desconhece a causa de sua aflição.

A sensação de singularidade, o isolamento em que te colocam, é absurda.

A ideia de um destino comum passa longe de uma vindoura união.



Somos parte de uma conjunção de criaturas de um tempo distante,

ultrapassadas, de uma forma geral, forjadas para serem reflexivas.

Em contraste com o atual, que opta pelo consumo rápido e logo descarta,

somos como esculturas vivas: arte lapidada com filosofia, amor e aceitação — nada intempestivo.



De um amor profundo, mas não resolvido,

restam emoções momentâneas dominando pensamentos vividos.

O amor maduro é aquele que cresce com o tempo e encontra equilíbrio;

sua expressão é a obra-prima de um sentimento outrora visto como perdido.



Manoel Claudio Vieira – 05/04/26 – 02:44h


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