domingo, 23 de setembro de 2012

Menina


Vermelhos como rosa
Macios como pétalas duma flor
Quentes como a brisa
Embalada por versos dum trovador


Meu gênio exasperado
Tímido fica a teus pés
Sinto medo que possa
Acontecer... mulher.


Sei que isso é natural
Cousas simples dum coração
Meu ser anda arredio
Conjurado a paredes, sem razão.


As mudanças de postura
Difíceis são de lidar
Quanto mais complexas
Maior o medo de ganhar


As surpresas germinam aos poucos
Silenciosas como a natureza a labutar
Veste nova às plantas
Vem ao mundo purificar


O eminência duma aurora
Tal feno em brasa marcando céus sem cessar
Tornamo-nos seres divinos
Quando principiamos trocar


Pastoreio pelos campos
Ovelhas dos sonhos em noites de ninar
Fantasias retumbantes duma vida
Junto a mim, vem acompar


Sentindo segurança, transpassam
Fluxos vividos de calor ao coração
Concebendo vida nestas horas
Achegam meu canto à razão


Teu olhar renova
Afaga minha fronte com tuas mãozinhas
Sou tua ovelha, menina,
Se minha pastorinha


Para sempre quero te cantar
Ouvindo eco nos lábios teus
Torna tudo mais divino
Destilado por teu coração, Amadeus.


Vem comigo pastorear ?
Brindemos a vida, rosa em flor
A essência duma historia
Jamais termina - restaura nosso amor


Manoel Claudio Vieira – 27/11/2003 – 11:40h
http://www.angelfire.com/oz/foradassombras/
HP médica-neurologia


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Mandacaru


Guerreiro do Sertão
Homem da cara rachada
Corpo – aluvião
Vida mascarada


Bravo, forte
Desafia a natureza
Ama como o sabre
Na agonia vê beleza.


Cruza fronteiras
Abarca insanidades
Apanha por fora
Desconhece vaidade


Cabeça de miúdo
Curva de rio
Enfado do graúdo
Coração varonil


Do grande é trampolim
Do pequeno, degrau
Da Sereia, miragem
Do hipócrita, quatro-paus.  


Crescido do nada
Canga da verdade
Coração não desaprende
O gosto da saudade


Ama alucinado
Sente falta de seu chão
Redunda melindroso
Agreste é o pão


Beija mão no Pai-nosso
Busca a mãe sob o manto
Severa é a vida
Amargo seu pranto


Renasce dia a dia
Faz da vida, memória.
Desafia a morte
A Deus entregou a história      


 Manoel Claudio Vieira - 16/03/2005 - 11:10h

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Juizo


Corpo candente
Fronte de vida
Alma peregrina
Vem abençoar


Benesses do amor
Sorriso de criança
Corpo em dança
Acalente nossa dor 


Sol ardente
Alma singela
Seara da entrega
Jardim a cuidar


Em verso, este canto
Escrito em oração 
Corpo ... guerreiro
Amor em comunhão


Cinge nossos dias
Dá-nos do liquor de teu pranto
Faça-nos forte, rijos
Abriga-nos sob teu manto


Banhe com teus lábios
Seca meu rosto com sangue do dador 
Teu filho, nosso abrigo
Irmão maior, irmão do amor


Manoel Cláudio Vieira  -  09/10/2004 – 12:46

sábado, 22 de setembro de 2012

Assim é a vida


Longânime é à noite
Reflexiva é morada da madurez.
Seguida de dias incultos onde
Praticamente tudo beira a insensatez


Ópio do poeta
Discernir o infame do puro
Abdicar da história ao adoçar a alma
Como o beijo suave, a história serena e o amor nascituro.


Muitos enganam um tempo
Outros a vida inteira.
Poucos são os que sabem coexistir
Sem levar uma história sem eira nem beira


Tolos também nascem sensatos
No caminho se perdem e sua historia vai do nada a coisa alguma beirando a ausência
Sem perceber, manipulam a si mesmos.
Vivendo em seu cotidiano a própria demência


Sem freios, invadem sinal.
Faltam-lhes o amor, carinho e humildade.
Escória de um protótipo indolente
Vivem aparências e não sua própria idade


Manoel Cláudio Vieira –22/09/2012 – 05:41h
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os dois lados do lençol


Viver duas ou mais vezes uma situação nos faz aprender muito a respeito das inúmeras facetas existentes na vida. Verdade muitas vezes é preferível calar a voltar a um momento de dor, porem quando se aprende, em geral pela tribulação que esses períodos podem ser evitados com uma simples medida e que a vivencia nele nada trás de útil, se posso impedir esses instantes com certeza posso também arranjar uma existência melhor.

Verdade não ha como calar a dor, mas se posso transformar um infortúnio num momento de reflexão e com ele saltar da condição de paciente a de sacerdote de mim mesmo, posso sim trabalhar meu ser unindo o útil ao agradável transformando a vida (minha vida) e não sendo manipulado pelas inúmeras situações nela presentes.

Gostaria de contar com o depoimento e a experiência de pessoas que passaram desta condição a outra, mas o que seria de mim se com o tempo me isolasse indo da condição de observador a de guardião? Com certeza, nada; verdade a vida se vive uma única vez, porém quando se tem em mente que o aprendizado jamais termina, posso sim viver duas vezes o mesmo momento, mas nunca a mesma situação.


Manoel Claudio Vieira - 14/09/2012 06:02h
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