terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Verdades e mentiras

Verdade o tempo nos ensina lidar com situações e/ou pessoas que antes seria impraticável conviver, mas como se pode avaliar a ira que se sente quanto encontramos essas ‘entidades’ em nosso cotidiano? Difícil conclusão.


Além de prejudicial, relembrar o que se foi é reviver a dor sentida em toda profundidade e não trás beneficio algum àquele que foi vitima de perjúrio. Antes disso, é a arma preferida do adulador que ao se deparar com sua vitima de pronto o instiga retirando-lhe o chão. Nesses instantes o ódio remanescente vem à tona com toda carga emocional de outrora e quem pensa que o passado pode ser sepultado esta muito enganado.


Os demônios são hábeis em aguçar duvidas, cunhar encrencas, falar mal das pessoas pelas costas, dar interpretação dúbia àquilo que arrazoam, mas o que realmente eles escondem é o registro daqueles que mantém maniatados, pois em certas ocasiões estes lhes rendem bem mais que presença e sim oportunidade de mostrar ser o que por si jamais seriam como um mandachuva de exercito de brancaleone.


Manoel Claudio– 07/10/10 – 19:10h

Nunca é tarde

Nunca digo: é tarde
Caminho na confiança de chegar
Recomponho dia a dia minhas forças
Busco sempre na certeza de um dia te encontrar

Nem tristeza ou solidão
Farão minh'alma se calar
Nada me impedira de dizer
Que a vida é feita de sonhos e contigo desejo voar

Mantenho o otimismo
O equilíbrio esta em paz com meu ser
Pelejo na certeza de alcançar
Você, amada, meu bem querer.

Sonhos são feitos para quem dorme
Neles, todos tem seu momento.
O amor é para quem ama
E nele entrega seus sentimentos

A vida passa num piscar de olhos
Intensamente vem e vão momentos
Tempos vividos de gloria, certezas, lembranças
Mas a vida flui mais rápida que o tempo.

Cerre os olhos...
Sem perder os pés, salte desse chão.
Esqueça a noite lá fora e durma serena.
Perto de ti esta meu coração.

Manoel 31/10/2010 - 17:18h.
http://www.angelfire.com/oz/foradassombras/
HP medica-neurologia

Párias

Nunca disse...é fácil
Jamais confiei em aparências
Um dia acreditei na pronuncia de um coração ferido
N'outro lamentei as conseqüências.


Não direi o que fazer
Nem necessito externar que fizeste
Não fui eu quem chorou, mentiu e em si morreu
Feito um pária convertido ao mundo da messe


Deploro tua vã filosofia
Podes cessar de simular feito criancinha
Enxergo através das tuas mascaras, canalha.
No final sempre acabaras sozinha


Liberdade não se compra
Nem se vende o certo pelo errado
Confiar em semelhanças, crendices,
Tolice dos enjeitados


Disputa com os cães um osso
No monturo do porvir és a excrescência.
Cigana das mil faces,
Quanto tempo mais podes sobreviver com alguma sapiência?


Basta olhar ao teu redor
Teu lamento é à flor do ocaso
Enquanto persistires negar
Estarás sempre com mil, dois mil anos de atraso.


Manoel – 09/11/10 - 00:51h

Existe sim uma razão

Existe uma razão para ser feliz
Basta acompanhar o tempo,
Viver a vida simplesmente
Modismo é a chaga que conduz ao sofrimento




A vida corre solta
Se consentir com o sistema jamais encontrara seu coração
Os jogos de amor são magníficos, porém.
Belas formas são tudo num mundo sem razão




Os bailes começam frios
Os corações orquestrando a mente e declinando as suas razões
A vida... a vida aos poucos perde seu sentido
Ora um circo, ora um parque de diversões.




A historia mostra o quão efêmera é a vida
O ocaso manifesta sinais diluindo sua beleza
Quem é forte, tem fé e garimpa com a alma.
Tem nela esculpida o real significado da natureza




Viva intensamente... suporte sua existência com um sorriso no rosto.
Saia de si sem perder sua essência
Quando necessário, use mascaras sem problemas, porem...
Jamais se entregue as aparências.




Manoel Claudio Vieira – 05:45h – São Paulo/SP

http://www.angelfire.com/oz/foradassombras/
HP médica-neurologia

Além do Arco-iris

Tudo começava com um 'era uma vez'
Historias infantis, contos de fadas.
Não se escolhia o que ouvir
Prazeroso decifrar enredos que vinham do nada

Os heróis externavam vida
Em comum ofereciam ternura as nossas fantasias.
Éramos eternos enquanto conquistadores
Homens narrando historias, meninas se emocionando com poesias.

Como pedras de um rio
A vida traçava em cada um a sua historia
Lapidando registros de amor
Espelhos de ontem no hoje perpetrando instantes de gloria

Um anjo aguardava o anoitecer
Nossas noites eram movidas à poesia
Navegávamos em sonhos por mundos serenos
Seu encanto secreto era dar vida as minhas fantasias

Um dia meu anjo foi embora devaneio
Deixou de povoar meu consciente
As noites tornaram-se vazias, mas...
Quando penso nela ainda a sinto presente

Contemplo um arco-íris, num extremo observo o Criador.
Noutro, tesouros d’alma que garimpei em vida.
Entre eles encontro devaneios, historias de apego.
Ao final o registro do que é minha lida.


Manoel – 28/11/10 – 20:28h.
http://www.angelfire.com/oz/foradassombras/
HP medica-neurologia