Ouvi a mesma história algumas vezes.
Não lembro quantas, mas ela ainda me comove.
A vida pode ser muito difícil, mas devemos encarar.
Ao esquecermos, um pouco de nós sempre se resolve.
Sei o quanto fizeram sofrer.
Loucura? Não sei, mas não foram as surras as de maior pesar.
As palavras que entravam na mente eram as mais difíceis;
foram elas que fizeram da vida desacreditar.
Anos marcados pelo desgaste
Um processo de anulação, perda da celeridade
exaustão severa, repetição continua
Dessensibilização brutal da individualidade
Pelo tempo, um pouco de cada um sempre se dilui.
Limpar resquícios de torturas sempre foi a mais degradante.
Os anos passaram, por entre pedras a felicidade cresceu, mas...
continuamos mancomunados com o destino errante...
Quer ver essa ferida cicatrizada?
Reduza a distância de tudo que o faz sofrer.
A carga para reprocessar a dor pode ser brutal,
mas, por favor, pare de pensar e volte a viver.
E o que era dor, hoje é paz.
O destino errante encontrou sua vez.
Na verdade, nem tudo foi resolvido,
mas o silêncio, enfim, me fez livre outra vez.
Manoel Claudio Vieira - 28/09/26 - 03:47h
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