domingo, 6 de setembro de 2026

A verdadeira prisão


Um mundo gerado pela ambição,

Impérios de mentira que pairam no ar.

Castelos de areia desfazendo-se ao chão,

E os seres humanos buscando o direito de em paz habitar.


O amor não necessita de acontecimentos extraordinários.

A maneira como alguém nos encanta já diz muito de seu ser.

Ver a luz em cada um de seus gestos são diretrizes de profundidade absoluta.

O alívio acontece quando encontramos quem transforme a dor presente em vontade de viver.


Sinto a luz em quem labora com a paciência de um mestre.

Mais que palavras que nos ensinam, seu coração demonstra o quanto amou.

Seus gestos transformam a percepção que se tem da realidade oculta.

Quem os conhece carrega para sempre aquilo que um dia experimentou.


Eles nos ensinam a pensar e a enxergar com profundidade.

Afirmam que, além da gaiola, encontraremos a liberdade à frente.

Há o pássaro que voou, mas continua preso; e aquele

Que partiu, construiu a armadilha dentro de si e a habita no presente.


Conhecemos melhor aquilo que um dia perdemos.

Através deles temos noção clara do quanto conseguimos amar.

A questão é: o que permanece de algo ou alguém que nunca tivemos?

Voltamos ao pássaro que saiu da gaiola, mas continua prisioneiro no mesmo lugar.


Quando alguém representa durante anos um personagem,

questiona-se onde termina a representação e começa sua pessoa.

Se as qualidades de um filho determinam quem é seu pai...

Se faz uso de máscaras, por que esconde de si mesmo a própria pessoa?



Manoel Claudio Vieira - 06/09/26 - 01:23h




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