quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Manifesto a vulnerabilidade



Precisamos dar um tempo

Nem tudo que se vê de fato é

Conseguimos muito bem enganar quem nos vê

Porém, o pior acontece quando nós mesmos da vida perdemos o pé


O hoje parece infinito quando o dia não passa

Contamos minutos esperando algo acontecer

Fazendo o possível para preservar os bons momentos

Às vezes, não encontramos forças para viver



Após algum tempo percebe-se com clareza o contraste outrora vivido

A maturidade vem em ondas e por vezes demora a acontecer

Quem vive numa bolha não percebe que entre independência e necessidade

há uma enorme distância e é ela que dá o tino à existência que nos faz viver



Voltar aos eventos de quem um dia nos foi importante

Quando o que sentimos é verdadeiro, a autossuficiência se dilui

A tentativa de prolongar a presença do outro é clara:

As máscaras outrora usadas são a evidência do espaço vazio



Em síntese, este é um ensaio sobre a vida e suas nuances

Fingir que estamos bem só escancara o buraco da ausência

Não se nega a dor e sua aceitação torna o mundo melhor

O amor verdadeiro é o que dá vida à existência



A força que move uma vida não está em fingir

São muitos os eventos que nos atingem, não há como negar

O amor, os sonhos e a coragem de encarar o que temos pela frente

São o manifesto da vulnerabilidade que transforma a ópera da vida num ato de amar




Manoel Claudio Vieira - 03/09/26 - 00:09h




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