quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Sementes do amanha.



Esperei que com o tempo o mundo fosse mudar,

Que o amadurecer fosse suficiente para alterar algumas coisas.

Certos comportamentos de criança com o tempo passam; porém,

Não imaginava que precisaria explicar duas ou mais vezes a mesma coisa



Tive a ilusão de que o tempo agiria como cura.

Bem sabemos que as mudanças acontecem sem que ninguém peça;

Não são automáticas: há sempre um período de aprendizado.

O que mais frustrou foi manter a infantilização pregressa



Tomada como marca de resistência, a imaturidade ganhou asas,

Atravessou continentes desgastando boa parte de nossos valores.

Já não é mais desatenção por não compreender o óbvio:

É a dinâmica da falta de empatia em reciprocidade ao outro



Tamanho esgotamento já não é mais algo pontual;

Há muito essa frustração ganhou cenário coletivo.

Transformou-se num comportamento institucionalizado:

Globalmente, o destino da nau dos insensatos parece perdido



Não há do que rir ao errarmos com algo ou alguém;

Atitudes impulsivas traziam arrependimento pela ação à toa.

Ocorre que o que antes era uma falha corrigida com certa vergonha,

Hoje é a escolha consciente marcando de vez o degredo da pessoa




O resgate é possível, mas demorado... é preciso investir pesado na nova geração,

Para que, em qualquer época ou idade, faça parte do currículo a responsabilização.

Mostrar aos pequenos que errar exige pedido de desculpas e

Demonstrar, na prática, que a reciprocidade é uma das mais belas formas de humanização.



Manoel Cláudio Vieira - 05/08/26 - 04:32h




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