terça-feira, 4 de agosto de 2026

O cativeiro da evolução



Há muito isso já não faz mais sentido. 

O tempo passou, novas tecnologias surgiram, 

mas, ao invés do progresso, houve um regresso.

O que parecia ser bom, na realidade, foi um retrocesso.



Acomodado, o homem estagnou.

Deixou de pensar para simplesmente seguir. 

Afinal, quem prometia cumpria suas necessidades. 

Seu futuro foi negociado e sua história foi, aos poucos, consumida.



Sua vida deixou de ser uma jornada de autoconhecimento.

Acreditou na história de que as velhas estruturas precisavam morrer.

Percepção, memória, raciocínio passaram a ser coisa do outro.

Crê que, por causa disso, simplesmente deixou de viver.



A experiência de progresso, aos poucos, foi subvertida. 

A ideia da dependência de estruturas externas atrofiou seu ser. 

A promessa de melhoria trazida pela modernidade falhou. 

A passividade intelectual e a acomodação coletiva o impediram de crescer



Época marcada pela inversão de valores. 

Apesar de todo movimento, houve enorme falta de reflexão. 

Capacidades inatas foram terceirizadas em favor de conveniências externas. 

O que parecia ser libertador foi o cativeiro de sua evolução.



E assim caminha o néscio... 

Fluidez e velocidade sacrificam profundidade, pensamentos e valores em contrapartida.

Aquele que passivamente aceita as soluções geradas por estruturas externas 

diluiu sua autoridade, regredindo à condição de espectador da própria vida.



Manoel Cláudio Vieira - 04/08/26 - 00:51h





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