segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Lapidando a alma.



Cruzei montanhas, atravessei continentes

Naveguei de norte a sul por todo este mar

Buscando o afeto verdadeiro, encontrei grandes mestres

Com eles aprendi as veredas por onde o amor pode nos levar



Ao lapidarmos o coração, encontramos algumas surpresas

As coisas mais valiosas de uma vida não são fáceis de conseguir

Mexer nas verdades de um coração exige um esforço supremo

Nele há histórias onde o que pensamos deve nos restringir



A jornada da maturidade é profunda porém profícua

Ela não está em qualquer lugar e por vezes exige longas travessias

O processo do amadurecimento faz parte do conhecimento

Não basta encontrar tesouros, mas impor limites a nós mesmos no dia a dia



Muitas vezes cicatrizes ou verdades incômodas são encontradas

Mexer em nossas próprias verdades, por vezes dói no outro

Aquele que realmente somos e escondemos passa a ser a incógnita

Aquilo que sabemos de nós mesmos pode ser o filtro para o outro



Não se trata mais de uma mudança superficial

As alterações envolvem a estrutura de um ser e isso afeta outros

Cavar fundo e olhar para nossas próprias cicatrizes não acontece no vácuo

Não só o ato de se encontrar, mas a responsabilidade de interagir como poucos



Nossa história deveria ser uma escolha consciente

É isso que nos diferencia do simples fato de existir para o ato genuíno de viver

Adversidades deixam de ser um peso e se tornam matéria de aprendizado

Viva sua vida, lapide sua história – seja seu próprio bem-querer



Manoel Claudio Vieira - 24/08/26 - 03:20h




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