quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Entre o Porto e a tempestade


Nas horas difíceis, ele nos acolhe

E, como um abrigo de descanso nos momentos fugidios,

É o mais próximo do lugar onde nascemos

E a identidade que nos ancora nos momentos vazios



É quem nos coloca de volta ao prumo,

A vivência do amor circundando nossos dias.

Aquele que nos mantém com os pés no chão,

O porto seguro que nos dá guarida



Sem meias-verdades, mostra quem você é,

É a bússola apontando o norte em seu interior,

O vínculo dando a sensação de pertencimento

A quem um dia veio, partiu e saudades deixou.



É o confronto do indivíduo com sua sombra;

Reconhecer suas faces e respeitá-las como únicas e verdadeiras.

O conflito é inevitável, pois o encontro gera o atrito que transforma.

No mapa da vida, destacam-se luz e sombra coabitando a vida inteira



É quem abre os canais da percepção,

E o que te convida a chegar mais perto,

Reaproxima os horizontes, cresce com você

E permite que se veja o mundo e a si dentro de um sistema incerto



Pelas graças da vivência, foi-nos permitido crescer.

A expansão da consciência atravessa conflitos, permeia valores;

Expandir algo além dos horizontes é o êxtase da jornada humana pela terra,

Culminando na escolha existencial definitiva de quem vive e ama as próprias dores.




Manoel Claudio Vieira 12/08/26 - 01:03h




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