quinta-feira, 11 de junho de 2026

A pastora do consultório



Era a mais nobre das pastoras,

Seu olhar cintilava afeição verdadeira;

Nas terras onde os dramas eram história,

Trazia nos lábios uma mensagem faceira.



Figura magistral, irradiando afeição,

Não era, mas tinha por missão levar luz às pessoas.

Fama ou sucesso pouco importavam;

O que realmente chamava atenção era o amor que sentia pelas outras pessoas.



Tinha uma forma especial de se expressar;

Sua fala ia além do instante vivido.

A beleza do improviso transbordava amor,

Muito além do universo e do desconhecido.



Por tolos era abominada, vista com desdém;

Gentalha infiltrada, desprezando o saber e a cura.

Deturpando seus significados, enalteciam a própria incapacidade;

A realidade que entregavam era a mais bela escória, porém impura.



Três coisas nesta vida são determinantes:

O amor como verdade, a arte e seus limites, e a aceitação dos próprios sentimentos.

Embora seja difícil aceitar a corrupção corrompendo a verdade,

Ela continua presente, mas já não ocupa nossos pensamentos.



Embora não a aceitemos, a vida continua;

Talvez um dia esse processo seja plenamente compreendido.

Quem sabe a verdade interceda, reconciliando a história,

E o fim seja a conclusão desse sinistro desconhecido.



Manoel Cláudio Vieira – 11/06/26 – 04:04h





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