Entre o passado e o presente,
vêm à mente as memórias;
as lembranças que teimam em vir à mente
são as mesmas que um dia marcaram nossa história.
Passado… dinheiro algum faz o tempo voltar.
O que se foi, por mais terrível que tenha sido, não se apaga totalmente.
O que um dia foi marcado pelo amor ou pela dor,
quando vem à tona, traz à boca o gosto de antigamente.
Breves momentos da mais pura introspecção,
contemplação silenciosa de momentos marcantes de nossa vida.
Fatos cotidianos, em forma de flashes, despontam de maneira natural;
quase sempre são o estopim de memórias um dia vividas.
Autoanálise criteriosa… encontro silencioso entre as próprias lembranças.
Nelas, somos carrascos e reféns de nós mesmos.
O algoz é aquele no espelho com quem diariamente nos deparamos;
julga nossa história, bloqueia sentimentos, asfixia novos modelos.
Quando convertido, ressurge como agente transformador.
Não é um ser fixo, e sim uma das funções mais nobres de nossa mente.
Quando releva o mal, constrói uma nova psique; o homem flutua.
Dos frutos do espírito, é o que mais supera os fatos mais divergentes.
O que outrora apontava erros e, aos berros, esganiçava a alma,
hoje ancora novos horizontes, com consciência e senso crítico das memórias.
As lembranças que antes doíam, hoje constroem.
Sêneca pautava a educação para a vida; Heródoto, o narrador, para a história.
Manoel Cláudio Vieira – 04/04/26 00:45h
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