sábado, 4 de abril de 2026

A voz que condena, a que constrói.



Entre o passado e o presente,

vêm à mente as memórias;

as lembranças que teimam em vir à mente

são as mesmas que um dia marcaram nossa história.



Passado… dinheiro algum faz o tempo voltar.

O que se foi, por mais terrível que tenha sido, não se apaga totalmente.

O que um dia foi marcado pelo amor ou pela dor,

quando vem à tona, traz à boca o gosto de antigamente.



Breves momentos da mais pura introspecção,

contemplação silenciosa de momentos marcantes de nossa vida.

Fatos cotidianos, em forma de flashes, despontam de maneira natural;

quase sempre são o estopim de memórias um dia vividas.



Autoanálise criteriosa… encontro silencioso entre as próprias lembranças.

Nelas, somos carrascos e reféns de nós mesmos.

O algoz é aquele no espelho com quem diariamente nos deparamos;

julga nossa história, bloqueia sentimentos, asfixia novos modelos.



Quando convertido, ressurge como agente transformador.

Não é um ser fixo, e sim uma das funções mais nobres de nossa mente.

Quando releva o mal, constrói uma nova psique; o homem flutua.

Dos frutos do espírito, é o que mais supera os fatos mais divergentes.



O que outrora apontava erros e, aos berros, esganiçava a alma,

hoje ancora novos horizontes, com consciência e senso crítico das memórias.

As lembranças que antes doíam, hoje constroem.

Sêneca pautava a educação para a vida; Heródoto, o narrador, para a história.



Manoel Cláudio Vieira – 04/04/26 00:45h





.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esteja a vontade para escrever seu comentário