quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O pássaro


Quando era menino
Teve um tio que criava passarinhos
Alguns cantavam, pareciam felizes
Mas jamais saíram da gaiola e muito menos, seu ninho


O tempo passou... foi crescendo, 
A loucura das jaulas continuou até pouco antes dele morrer
Vendo gerações indo e vindo, uma após a outra, ele sorria sofrendo
Sem ao menos experimentar o que era viver


Ele se identificava com tudo
Pela morte de prematura do pai, a mãe vivia o fim a todo o momento
Feito carrasco e refém de si mesmo
Insano... deixava de viver para curtir tais pensamentos


Sem perceber ela criara um pássaro
Feito aqueles criados em cativeiro que sequer sabem o que é sofrer
Jamais terá vida pelo trauma de outrora
“Pássaro criado foi feito para cantar e não para viver”


Pássaros sem asas, seres pensantes
Cruzam fronteiras nas rédeas do pensamento
Velozes como a luz, jamais se abatem
Fênix de si mesmos morrem e renascem a todo o momento.


Manoel Cláudio Vieira – 28/08/2013 – 01:52h
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HP médica-neurologia

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Portas do Olimpo



Portas de um paraíso
Cá tudo é feito para não durar
Passagem por entre mundos
No além a eternidade pode esperar

Cá o tempo não dura muito
Tão logo você de conta percebe que seus ideais estiveram aquém
O encontro dos sonhos com a realidade 
Dão a idéia do que será o além

Mesmo sem vida, posso viver 
No inferno, mesmo sem nexo sou capaz de ponderar
O impossível posso abordar com mascaras de fantasias
Mas bem sei que é impossível viver sem amar

Não tenho medo de ficar louco
Boa parte de mim foi uma historia de horror
Senti na pele o inicio e o fim da história
Os tormentos passaram deixando nas entrelinhas uma historia de amor

Não importa o que pensem de mim
Quem guia os meus passos no coração é fonte de amor
Por mais que os homens me ponham a deriva
Sou o herói de mim mesmo, nasci vencedor

Deixo o meu recado
Escrito na linha do tempo
O Olimpo é meu aliado
Vive em mim a cada momento.


Manoel Cláudio Vieira – 05:26h – 23/08/2013
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Razões de um amor


O amor tem um q de loucura
Tem muito de emoção
Embutidos nas palavras de amor
Ha também um pouco de solidão


Abrir mão de muita coisa
Construir um horizonte a partir do agora
Garimpar no outro o imbróglio de sentimentos
Ate transforma-lo em pedra preciosa


Dar luz às sombras
Sentir o calor brotar de seu coração
Dia a dia cultivar as raízes
Às vezes calar a dor em face de emoção


Próximo do coração, longe da vida
Posso construir sólidas pontes
O momento só eu sei, o instante é secreto
Romper a razão e consolidar dia a dia horizontes.


Por vezes sentir-se amarrado
Por não querer magoar o outro
Sentir os olhos marear, sofrer por dentro
Abreviar o que deveria ser perene por pouco


Assim é a vida
Sem querer, magoar, mas no dia seguinte rogar perdão
Crescer face os problemas de nossa existência
Parelha da historia, eterna construção


Manoel Cláudio Vieira – 08/08/2013 – 05:03h


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HP médica-neurologia.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Assim como o tempo


Assim como o tempo 
O amor não declarado é aquele que fica
Amores não correspondidos, desejos ardentes
Quem não os entende, critica


Abandone o modo antigo de viver
Renove os desejos em seu coração
Muitas águas passaram por debaixo da ponte
Muita sede foi saciada pela voz da razão


O amor é o maior de todos os dons
Nos ensina viver de acordo com leis do Todo Poderoso
Se os amores não foram retribuídos, paciência
A vida continua e sua alma certamente é seu bem mais precioso


O mundo é mesmo assim
A fé que um dia nasceu perde-se se não recebe direção
Na vida tudo não passa de ajuste atrás de ajuste
Tudo se acerta quando a alma faz as pazes com o coração.


Nos buracos negros da memória
Ha historias que nos remetem ao passado
O que se foi não volta mais, mas é doce recordar
O que um dia foi feito com carinho e para trás foi deixado



Manoel Claudio Vieira - 29/07/2013 - 04:03h
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sábado, 20 de julho de 2013

Aprender tarde.


  
Aprender tarde, vencer os vícios
Ter o rosto iluminado e a alma quente
Tocar a vida dentro do possível
Acreditar em si, sentir-se gente


Nem sempre a vida sorri cedo
Na infância aprendemos lidar com questões e problemas
Quando isso não acontece, sofremos por acreditar no outro
Não há muito tempo para errar e o tempo parece ser o maior dos dilemas


Nunca é tarde demais
A realidade fere os corações que não aprenderam se entregar
O medo de sentir a vida, viver sua historia foi maior, mas...
Difícil mesmo é encarar o quanto sofremos por amar


Vida.... palco iluminado
Vencer os problemas, contornar aflições podem causar dor
Há sempre uma segunda chance quando se persiste
Afinal, podar uma arvore, ceifar um prazer faz a vida retornar com maior vigor


Tudo não passa de aprendizado
Mesmo na perda você sente o que seria a vitória
Verdade quando ela vem tarde e você sente que finalmente aconteceu
Você lembra, retorna no tempo e a resgata da memória


Se foi assim, sorte sua
Você foi brindado e poucas vezes sentiu-se triste
Mas se fez dos outro gato e sapato no papel de abusador
Queira desculpar... sua vida foi um chiste.


Manoel Cláudio Vieira – 20/07/2013 – 07:21h