Já nos despedimos algumas vezes
Trocamos abraços bem antes de ir embora
Alguns sentimentos não escolhemos
Quem um dia foi abrigo, jamais irá embora
Por mais que digamos adeus
O coração insiste em ficar
Ele espera um vislumbre, uma palavra amiga
Um sinal qualquer que nos faça voltar
Uns fingem seguir, outros, esquecer
Não foi o que fizemos que inquietam o bem-querer
O que um dia marcou e foi deixado para trás, não esquecemos
São como códigos, lembranças e promessas que teimam na mente em permanecer
Não pense tão somente em términos ou conclusões
Busque explorar a dualidade entre o racional e a sua resistência
De bom grado, aceite as intercorrências do destino; porém,
não negue nem reprima o que de mais belo marcou sua essência
Talvez meus versos funcionem como um manual de maturidade e aceitação
Neles, procurei sintetizar a tensão entre razão e sensibilidade com muito tino
Diante das reviravoltas da vida, uma proposta de equilíbrio
A força não está em endurecer o coração, mas em aceitar as ranhuras do destino
Manoel Claudio Vieira 29/10/26 05:05
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