quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Manual da maturidade.



Já nos despedimos algumas vezes

Trocamos abraços bem antes de ir embora

Alguns sentimentos não escolhemos

Quem um dia foi abrigo, jamais irá embora


Por mais que digamos adeus

O coração insiste em ficar

Ele espera um vislumbre, uma palavra amiga

Um sinal qualquer que nos faça voltar


Uns fingem seguir, outros, esquecer

Não foi o que fizemos que inquietam o bem-querer

O que um dia marcou e foi deixado para trás, não esquecemos

São como códigos, lembranças e promessas que teimam na mente em permanecer


Não pense tão somente em términos ou conclusões

Busque explorar a dualidade entre o racional e a sua resistência

De bom grado, aceite as intercorrências do destino; porém,

não negue nem reprima o que de mais belo marcou sua essência


Talvez meus versos funcionem como um manual de maturidade e aceitação

Neles, procurei sintetizar a tensão entre razão e sensibilidade com muito tino

Diante das reviravoltas da vida, uma proposta de equilíbrio

A força não está em endurecer o coração, mas em aceitar as ranhuras do destino



Manoel Claudio Vieira 29/10/26 05:05




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