sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Velhos erros.



Muito se fala de um tempo que há muito se foi,

Das agruras vividas no cotidiano pelos nossos pais.

O futuro que prometia uma vida livre veio,

Mas o reflexo no espelho permanece como nos tempos abismais.



Toda transição histórica tem um preço impagável.

O presente traz as amarras do passado como num eterno flerte.

O que um dia parecia superado, voltou à tona:

Sob uma nova face, os vícios continuam, a história se repete.



Por maior que seja o sofrimento, nada acontece por acaso;

a necessidade de se reinventar mostra números cruéis.

O avanço do tempo guarda singularidades passadas:

quem hoje oprime, guarda em suas veias o mais puro fel.



As ferramentas mudaram, mas o vicio perpetua velhos erros

O núcleo da fornalha permanece idêntico ao trabalhar

Na impressão de novo, bandeiras ganharam novas matizes

O diabo ensina a fazer a sopa, mas não da a tampa para o caldeirão tampar



Nada nesse sistema garante a mínima evolução.

O presente persiste em aprimorar as fórmulas do passado.

A história humana jamais será uma linha reta:

sorria — será sempre uma espiral com degraus previamente marcados.



Manoel Claudio Vieira - 11/09/26 05:31h




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esteja a vontade para escrever seu comentário