terça-feira, 30 de junho de 2026

O ponto de encontro



Um tempo feito de silêncio,

Noites frias a decifrar a jornada das estrelas.

A presunção do impossível, explodindo em fonte de inspiração:

Meu refúgio não me leva a lugar algum, mas me faz sonhar com a tua beleza


Jamais será um silêncio vazio;

Quiçá um tempo feito dele, matéria-prima dos amantes,

Parados no tempo, focados na imensidão do éter,

Na tentativa de encontrar sentido ao seguir adiante


De uma observação solitária e introspectiva da vida,

Sorva o prazer de vivê-la, compartilhada e existencial.

Embora distante, ela nunca esteve tão próxima;

A grandiosidade do cosmos não é a barreira final.


Esse amor supera o tempo e o espaço,

O paradoxo do silêncio feito de tempo como matéria-prima.

Diante do eterno, a finitude de uma história perde sentido.

Grão-mestre... bendita seja tua jornada pela vida.


Guardião do saber,fonte de luz,

Toca meus lábios, pois são impuros.

Como ponte entre o homem e o eterno, ressuscita-me.

Sou teu menino clamando por paz no ventre dos nascituros.


Entre as noites frias, o silêncio e a história,

Entre a jornada das estrelas, o éter e o eterno pelo qual clama;

Para sua gloria o homem necessita de dois mundos:

Sem o físico ele não pisa; sem o espiritual, ele não ama




Manoel Cláudio Vieira - 30/-6/26 -03:49h



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