Um tempo feito de silêncio,
Noites frias a decifrar a jornada das estrelas.
A presunção do impossível, explodindo em fonte de inspiração:
Meu refúgio não me leva a lugar algum, mas me faz sonhar com a tua beleza
Jamais será um silêncio vazio;
Quiçá um tempo feito dele, matéria-prima dos amantes,
Parados no tempo, focados na imensidão do éter,
Na tentativa de encontrar sentido ao seguir adiante
De uma observação solitária e introspectiva da vida,
Sorva o prazer de vivê-la, compartilhada e existencial.
Embora distante, ela nunca esteve tão próxima;
A grandiosidade do cosmos não é a barreira final.
Esse amor supera o tempo e o espaço,
O paradoxo do silêncio feito de tempo como matéria-prima.
Diante do eterno, a finitude de uma história perde sentido.
Grão-mestre... bendita seja tua jornada pela vida.
Guardião do saber,fonte de luz,
Toca meus lábios, pois são impuros.
Como ponte entre o homem e o eterno, ressuscita-me.
Sou teu menino clamando por paz no ventre dos nascituros.
Entre as noites frias, o silêncio e a história,
Entre a jornada das estrelas, o éter e o eterno pelo qual clama;
Para sua gloria o homem necessita de dois mundos:
Sem o físico ele não pisa; sem o espiritual, ele não ama
Manoel Cláudio Vieira - 30/-6/26 -03:49h
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