Da cor ao calor, toda história busca um sentido.
A vida se amolda às experiências terrenas;
As emoções têm foco no amor, a consciência dá base aos sentidos.
Entre o paraíso e o inferno, a distância é pequena.
Bem sabemos o quão arrebatador é o amor.
Aquele que se entrega também não deveria se anular;
sem uma visão consciente do real, perde-se a coluna de apoio
e, dentro de seu próprio mundo, começamos vagar.
Muito do que se fala é fácil ser dito;
quando a pele é do outro, a régua tem valores diferentes.
Seus passos pela vida têm um peso que é todo seu;
tudo muda quando a decisão é consciente.
A união de corpos, o calor do momento, a vontade de o tempo parar;
tudo isso sugere um lugar, como um paraíso a se habitar.
Num encontro de forças que se completam, porém numa métrica volátil,
sem maturidade e um exercício de presença, tudo pode desandar
Mais que um sentimento, o amor consciente é uma labuta ativa;
um trabalho diário, um exercício de lucidez.
Da entrega cega à manutenção consciente e ao livre-arbítrio:
o exercício da presença é a atitude ativa que mantém sua altivez.
Manoel Cláudio Vieira - 18/06/26 - 01:28
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