quinta-feira, 18 de junho de 2026

O exercício da presença

 



Da cor ao calor, toda história busca um sentido.

A vida se amolda às experiências terrenas;

As emoções têm foco no amor, a consciência dá base aos sentidos.

Entre o paraíso e o inferno, a distância é pequena.



Bem sabemos o quão arrebatador é o amor.

Aquele que se entrega também não deveria se anular;

sem uma visão consciente do real, perde-se a coluna de apoio

e, dentro de seu próprio mundo, começamos vagar.



Muito do que se fala é fácil ser dito;

quando a pele é do outro, a régua tem valores diferentes.

Seus passos pela vida têm um peso que é todo seu;

tudo muda quando a decisão é consciente.



A união de corpos, o calor do momento, a vontade de o tempo parar;

tudo isso sugere um lugar, como um paraíso a se habitar.

Num encontro de forças que se completam, porém numa métrica volátil,

sem maturidade e um exercício de presença, tudo pode desandar



Mais que um sentimento, o amor consciente é uma labuta ativa;

um trabalho diário, um exercício de lucidez.

Da entrega cega à manutenção consciente e ao livre-arbítrio:

o exercício da presença é a atitude ativa que mantém sua altivez.



Manoel Cláudio Vieira - 18/06/26 - 01:28






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