domingo, 17 de maio de 2026

Tocando em verdades



Não se vive por viver; a vida tem sempre um significado.

Quem sabe nas entrelinhas dessa história eu encontre um sentido entre ideias mortas.

Talvez seja melhor dar um tempo e acolher, com um segundo olhar, o que um dia encontrei.

É quase impossível viver uma vida assertiva sem compreender o que importa.



Em tudo há uma busca, viver mecanicamente não basta.

Mesmo simbólica, a experiência humana nos dá quase sempre uma nova dimensão.

Sabemos que ela existe, porém precisa ser encontrada.

Quando desnuda, faz-se necessário o confronto de velhas crenças com a nova opinião.



Nem todos os nossos projetos perderam vitalidade.

O que de verdade existe entre o que se fala e o que se tem é muito pouco.

Muito do que se vê é camuflado por ideais envoltos em belíssimas narrativas.

Entre as ruínas do que se foi, negar a precariedade do que se tem é somente para os loucos.



Reinterpretar experiências, rever julgamentos.

Olhar o passado sem a impulsividade outrora perdida.

Certas verdades só podem ser compreendidas depois do tempo;

O sentido não surge da pressa, e sim da releitura da vida.



Nessas horas, o tempo não é mais um marcador de anos.

Como maturador de consciência, em vida ele nos faz voar.

Viver rápido jamais será a meta de uma historia com significado;

O sentido não está na linha de chegada, e sim no passado folhear.



Olhe bem, preste atenção nos seus passos — passado e presente.

A clareza que encontramos é um direito que o tempo nos dá.

Não basta olhar para fora esquecendo o que se foi, as dores que um dia tivemos.

Olhar para dentro dói, mas traz a liberdade que se encontra na paz.




Manoel Cláudio Vieira – 17/05/26 – 02:26h




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