Não se vive por viver; a vida tem sempre um significado.
Quem sabe nas entrelinhas dessa história eu encontre um sentido entre ideias mortas.
Talvez seja melhor dar um tempo e acolher, com um segundo olhar, o que um dia encontrei.
É quase impossível viver uma vida assertiva sem compreender o que importa.
Em tudo há uma busca, viver mecanicamente não basta.
Mesmo simbólica, a experiência humana nos dá quase sempre uma nova dimensão.
Sabemos que ela existe, porém precisa ser encontrada.
Quando desnuda, faz-se necessário o confronto de velhas crenças com a nova opinião.
Nem todos os nossos projetos perderam vitalidade.
O que de verdade existe entre o que se fala e o que se tem é muito pouco.
Muito do que se vê é camuflado por ideais envoltos em belíssimas narrativas.
Entre as ruínas do que se foi, negar a precariedade do que se tem é somente para os loucos.
Reinterpretar experiências, rever julgamentos.
Olhar o passado sem a impulsividade outrora perdida.
Certas verdades só podem ser compreendidas depois do tempo;
O sentido não surge da pressa, e sim da releitura da vida.
Nessas horas, o tempo não é mais um marcador de anos.
Como maturador de consciência, em vida ele nos faz voar.
Viver rápido jamais será a meta de uma historia com significado;
O sentido não está na linha de chegada, e sim no passado folhear.
Olhe bem, preste atenção nos seus passos — passado e presente.
A clareza que encontramos é um direito que o tempo nos dá.
Não basta olhar para fora esquecendo o que se foi, as dores que um dia tivemos.
Olhar para dentro dói, mas traz a liberdade que se encontra na paz.
Manoel Cláudio Vieira – 17/05/26 – 02:26h
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esteja a vontade para escrever seu comentário