sábado, 16 de maio de 2026

O tamanho da paz



Jamais um dia questionamos ser tão difícil

Manter a palavra no meio de uma multidão.

A solidão, outrora distante, era vista como superficial;

A sensação de autossuficiência era o fruto da imaturidade de um coração.



O homem sempre teve a vida marcada por etapas;

O aprendizado que ganha vem aos poucos.

Quando não se aprende no tempo certo,

O erro tem diligência maior na vida do douto.



Quando falávamos em amor, nele não havia profundidade;

Era mais prazer que uma relação verdadeira.

O tempo foi passando, o adolescente amadureceu, tomou pé…

Ganhou o tamanho da paz, largando aos poucos a vida seresteira.



E assim acontece: o tempo passa e, mesmo acompanhados, muitos continuam sós.

Não é mais uma solidão física, e sim emocional.

Porém, as relações presentes já não suportam esse tipo de ajuste;

A superficialidade das relações não se sustenta de um modo plural.




Embora as conexões aconteçam no dia a dia,

o prazer de falar e ouvir se torna algo imperioso.

Percebe-se, contudo, a falta de uma intimidade mais longânime e verdadeira, pois

a profundidade afetiva e o olho no olho tornam tudo bem mais dadivoso.



É fato que a companhia não elimina completamente essa solidão.

A profundidade emocional tornou-se rara num mundo superficial.

Sera mesmo vantagem viver muito sem qualidade de vida?

É difícil quando as relações de troca se tornam cada vez mais raras num sistema tão desigual.



Manoel Cláudio Vieira – 16/05/26 – 01:37h




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