sexta-feira, 8 de maio de 2026

Além do espelho




Procurei nas estrelas uma mensagem;

encontrei muita coisa, mas não o que eu queria.

Talvez estivesse pouco inspirado…

Quem sabe hoje não era o meu dia.




Muita coisa que conheço, é melhor não ser contada;

não vale a pena o esforço por algo tão vazio.

O que um dia sugeriu encanto era só beleza roubada:

palavras bonitas na boca de quem não tem brio.




De libertador, o conhecimento passa a ser um peso.

Facetas obscuras trariam mais dor que benefícios se reveladas.

Não vale a pena investir numa busca sem nenhum retorno;

o que um dia pareceu real, na verdade, era tudo emprestado.




A vida se torna árdua para quem exercita o olhar profundo;

é ter a visão que atravessa o espelho, denunciando as engrenagens.

A preservação do silêncio é escolhida diante da mediocridade alheia:

decepção específica de quem prometia, mas era pura falsidade.




Muito dessa historia não é só sobre perda de valores

Quando percebemos que a beleza roubada não era só falha do outro

Um dia acreditamos nessa mentira e com o tempo o gosto piorou

Quando o olhar sai das estrelas e foca no humano e a grande temeridade




É o momento do 'pé no chão', onde o brio é a fronteira final.

A integridade se mede pelo quanto a verdade é, de fato, o princípio.

Tornou-se comum — e não mais vergonhoso — trair valores ou ter caráter duvidoso.

Posso ser néscio, mas permaneço íntegro e não um estropício




Manoel Cláudio Vieira – 08/05/2026 – 04:36h






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