domingo, 3 de maio de 2026

A âncora

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Quando a vida perde o sentido,

a roda da vida permanece girando.

A alma perde o ritmo da engrenagem do mundo;

as rupturas acontecem enquanto o universo segue circulando.

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Tudo o que um dia foi importante perdeu a essência;

a falta de entusiasmo torna a vida desbotada, quase sem cores.

Trabalho, ideais e rotina tornaram-se insossos;

a existência resume-se à sobrevivência mecânica e a poucos valores."

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Quando quem somos se entrega a mesmices,

ir adiante torna-se um fardo em nossa estrada.

Não há mais um horizonte brilhando lá na frente,

não há mais um destino justificando essa caminhada."

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Quando a vida entra nesse vácuo, segurança e pertencimento desaparecem.

O tempo passa, os acontecimentos se sucedem, mas a vida não insurge.

Nessas horas, um ombro apontando um caminho torna-se essencial;

é a âncora da sobrevivência segurando o barco enquanto a tormenta ruge.

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Seu apoio abre novos caminhos, torna-se a nossa bússola;

esse pertencimento interrompe o desejo de deixar de existir.

Restabelece nossa conexão como agentes e parte deste mundo;

não remove a tristeza, mas dá expectativas de a vida voltar a florir.

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Ele é a ponte entre o desespero e a continuidade;

o que antes prendia, hoje é o que nos salva de sermos pelo mar despedaçados.

É a corrente religando os fios que a dor um dia rompeu, permitindo-nos voltar ao presente;

com os pés no chão, dentro de um mecanismo bruto e envoltos à engrenagem, fomos resgatados.

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Manoel Claudio Vieira – 02/05/26 – 23:51h





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