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Quando a vida perde o sentido,
a roda da vida permanece girando.
A alma perde o ritmo da engrenagem do mundo;
as rupturas acontecem enquanto o universo segue circulando.
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Tudo o que um dia foi importante perdeu a essência;
a falta de entusiasmo torna a vida desbotada, quase sem cores.
Trabalho, ideais e rotina tornaram-se insossos;
a existência resume-se à sobrevivência mecânica e a poucos valores."
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Quando quem somos se entrega a mesmices,
ir adiante torna-se um fardo em nossa estrada.
Não há mais um horizonte brilhando lá na frente,
não há mais um destino justificando essa caminhada."
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Quando a vida entra nesse vácuo, segurança e pertencimento desaparecem.
O tempo passa, os acontecimentos se sucedem, mas a vida não insurge.
Nessas horas, um ombro apontando um caminho torna-se essencial;
é a âncora da sobrevivência segurando o barco enquanto a tormenta ruge.
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Seu apoio abre novos caminhos, torna-se a nossa bússola;
esse pertencimento interrompe o desejo de deixar de existir.
Restabelece nossa conexão como agentes e parte deste mundo;
não remove a tristeza, mas dá expectativas de a vida voltar a florir.
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Ele é a ponte entre o desespero e a continuidade;
o que antes prendia, hoje é o que nos salva de sermos pelo mar despedaçados.
É a corrente religando os fios que a dor um dia rompeu, permitindo-nos voltar ao presente;
com os pés no chão, dentro de um mecanismo bruto e envoltos à engrenagem, fomos resgatados.
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Manoel Claudio Vieira – 02/05/26 – 23:51h
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