quarta-feira, 15 de abril de 2026

O corpo é um carcere, mas a alma não é prisioneira



O que ele diz não está escrito em palavras.

Por mais que busquem motivos, nenhuma explicação se mostra verdadeira.

Embora pareça aprisionada, ela é livre.

Seu corpo é um cárcere, mas sua alma não é prisioneira.



Singra os mares, navega ao sabor das ondas.

Mesmo as mais fortes tempestades não alteram sua direção.

Não tem morada fixa — flutua sobre as águas.

Tem sua identidade ancorada na liberdade singela de um coração.



Seu tempo não é linear — vem e vai em ondas.

A liberdade se recusa a impor limites ao seu ser.

Não há pressa… a vida tem andamento controlado.

As alterações são fruto de uma mente ativa em seu viver.



Sofre, mas não se entrega à própria dor.

Seu corpo pode ser contido, o tempo roubado.

O ambiente é incapaz de mudar seu juízo,

mas sua essência se mantém para desespero dos agregados.



Questão: até onde o ambiente limita, até onde o indivíduo resiste?

Ele pode muito, mas raramente determina o que é a verdade.

Reduz experiências, empobrece pensamentos.

Reprograma a vida quando o vivente se rende à fútil realidade.



Em uma vida sem propósitos, estrada sem destino,

os valores do ambiente tendem a vencer.

Pergunta que se faz a toda hora:

quanto tempo se consegue sustentar a própria consciência antes de ela ceder?



Somos produtos do meio ou agentes de transformação?

Embora o ambiente limite, distorça a mente, desgaste a verdade,

ele não define quem você é nem a ânsia de ser verdadeiramente livre.

Resista… um navio submerge quando as “águas” o invadem e não saem de você.




Manoel Cláudio Vieira – 15/04/26 – 01:52

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