O que ele diz não está escrito em palavras.
Por mais que busquem motivos, nenhuma explicação se mostra verdadeira.
Embora pareça aprisionada, ela é livre.
Seu corpo é um cárcere, mas sua alma não é prisioneira.
Singra os mares, navega ao sabor das ondas.
Mesmo as mais fortes tempestades não alteram sua direção.
Não tem morada fixa — flutua sobre as águas.
Tem sua identidade ancorada na liberdade singela de um coração.
Seu tempo não é linear — vem e vai em ondas.
A liberdade se recusa a impor limites ao seu ser.
Não há pressa… a vida tem andamento controlado.
As alterações são fruto de uma mente ativa em seu viver.
Sofre, mas não se entrega à própria dor.
Seu corpo pode ser contido, o tempo roubado.
O ambiente é incapaz de mudar seu juízo,
mas sua essência se mantém para desespero dos agregados.
Questão: até onde o ambiente limita, até onde o indivíduo resiste?
Ele pode muito, mas raramente determina o que é a verdade.
Reduz experiências, empobrece pensamentos.
Reprograma a vida quando o vivente se rende à fútil realidade.
Em uma vida sem propósitos, estrada sem destino,
os valores do ambiente tendem a vencer.
Pergunta que se faz a toda hora:
quanto tempo se consegue sustentar a própria consciência antes de ela ceder?
Somos produtos do meio ou agentes de transformação?
Embora o ambiente limite, distorça a mente, desgaste a verdade,
ele não define quem você é nem a ânsia de ser verdadeiramente livre.
Resista… um navio submerge quando as “águas” o invadem e não saem de você.
Manoel Cláudio Vieira – 15/04/26 – 01:52
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