Plantou a semente...
Por um tempo ele a viu crescer
Não ficou para os primeiros passos
Ausência forçada, presença invisível, futuro incerto
Um espelho sem imagem pela vida começou viver
Deu a vida, mas não a vivência,
um vínculo de intenções não realizado.
Laço cortado antes da materialização:
um não viu a chegada; o outro, a partida.
Luto ancestral de entrada, dívida impagável.
O pai foi a andorinha que voou antes do verão.
O filho, num olhar de saudade do que não viveu,
a construção de uma identidade baseada em ecos e nãos.
Pressão inconsciente para ser a “prova”.
Saudade abstrata, melancolia contemplativa.
Presença que reverbera através do tempo.
Vidas passadas que não se encontram, verdades não vividas.
Visão etérea, silenciosa e invisível.
Descrição da angústia de ser sem ser visto.
A vida pode ser dada e retirada sem aviso.
No rastro das intenções, resta apenas viver
Manoel Claudio Vieira - 20/03/26 - 01:13h
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