quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Quando o rio encontra o mar

 


Parecida com um rio, 

A vida corre dentro de uma sucessão de margens. 

Em algumas, nossos sentimentos fluem mais rápido; 

Em outras, tudo passa muito devagar.



Assim como um jogo, a vida tem um destino certo. 

Caudalosos ou não, os rios têm seu final ao encontrar as águas do mar. 

Assim como os sentimentos, o tempo não tem volta. 

Por maiores que sejam os subterfúgios e as tentativas, ninguém consegue suborná-lo.



Tudo o que um dia fizemos será levado pela corrente. 

É verdade: muitos foram os frutos deixados em nossa vida diária. 

Tudo o que descobrimos e desvendamos tem seu valor, 

Embora o tempo passe para todos, a experiência de viver seja solitária.



Saiba lidar com o tempo — seus sentimentos são únicos. 

Espero que reconheça as margens como balizas, jamais fronteiras. 

Elas não nos ofertam soluções ou conforto de forma imediata; 

Jamais se entregue: viva sua história como herói de si mesmo, e não mero passageiro.



É grande a tensão da experiência humana: 

O instinto de sobrevivência e a consciência da finitude são o maior dos embates. 

Enquanto um grita "viva!", o outro sussurra "uma hora isso vai acabar". 

A resignação é passiva e triste; a aceitação é libertadora: você muda o foco e, no tempo, dá um xeque-mate.




Reconheça em sua jornada o valor da escassez. 

Pense: se fôssemos eternos, brigar pela vida perderia o sentido. 

A finitude pode nos dar o preço do momento, o "aqui e agora". 

A aceitação é o que dá vontade de viver cada instante sem se sentir perdido.



Manoel Claudio Vieira — 05/02/26 — 03:45h

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