Ter a liberdade de ir e vir,
pelas frestas da ocasião, voar.
Quando as estações se tornam rudes,
melhor navegar pelos vãos das massas de ar.
A vida é um mistério em mutação;
a sós, concatenamos melhor o pensamento.
O isolamento em meio à multidão
assemelha-se à própria voz do vento.
Assim como sentimos a brisa sem a tocar,
o mesmo ocorre ao homem em busca do divino.
Se um é o mensageiro sem forma nem lugar,
o outro, por sua obra, faz da história um hino.
Apesar da evolução, o início é um pequeno passo;
mesmo sem forma, o vento carrega a semente.
Se a brisa refresca o cansaço e o espaço,
o exemplo marca o coração, perenemente.
Nesta vida, as forças da natureza se dividem:
invisível e onipresente, o alento transforma a sina.
Razão e clareza na alma residem;
faça da vida a luz que, no amor, ilumina.
Manoel Claudio Vieira – 17/03/26 – 01:08h.
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