Retrato profundo da solidão
Dissociação completa entre aparência e essência
Passageiros da ignorância vivendo as margens da vida
Passam pelo mundo sem dar conta que viveram de aparências
Problemas e decepções levam a nos fechar
Em cada esquina, um dilema a vencer
Vivendo numa linha tênue entre o bem e o mal
Um sopro para um lado ou outro os fazem sobreviver
Estes porém sabem como os outros o veem mas de fato ninguém os conhece
Seu mundo orbita entre o nada e o desconhecido
A irrelevância o faz natural, comum a tantos naquele sistema
E assim é aceito como tal, pois sua moeda é bancar o estropício
Cria uma fachada para interagir com o mundo
Seu verdadeiro eu, mais que escondido, permanece isolado
Seus desejos, necessidades foram aos poucos pulverizados
Não vive, apenas representa - passado, presente e futuro foram blindados
Por trás de aparências, construiu toda uma semântica
O que ha de real, pouco importa - um total desnudo
Dependendo do momento, seu significado muda
Sua indolência é parte de seu conteúdo
Fuja do camaleão emocional, ele é o espelho do ambiente
Entrega as pessoas o que elas esperam ver
Esta no estagio onde a mentira foi repetida tantas vezes
Tornou verdade a alienação completa do próprio ser.
Manoel Claudio Vieira - 04:08h - 13/02/26
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