sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O camaleão Social




Retrato profundo da solidão

Dissociação completa entre aparência e essência 

Passageiros da ignorância vivendo as margens da vida

Passam pelo mundo sem dar conta que viveram de aparências 



Problemas e decepções levam a nos fechar

Em cada esquina, um dilema a vencer

Vivendo numa linha tênue entre o bem e o mal

Um sopro para um lado ou outro os fazem sobreviver



Estes porém sabem como os outros o veem mas de fato ninguém os conhece

Seu mundo orbita entre o nada e o desconhecido

A irrelevância o faz natural, comum a tantos naquele sistema

E assim é aceito como tal, pois sua moeda é bancar o estropício



Cria uma fachada para interagir com o mundo

Seu verdadeiro eu, mais que escondido, permanece isolado

Seus desejos, necessidades foram aos poucos pulverizados

Não vive, apenas representa - passado, presente e futuro foram blindados



Por trás de aparências, construiu toda uma semântica

O que ha de real, pouco importa - um total desnudo

Dependendo do momento, seu significado muda

Sua indolência é parte de seu conteúdo



Fuja do camaleão emocional, ele é o espelho do ambiente

Entrega as pessoas o que elas esperam ver

Esta no estagio onde a mentira foi repetida tantas vezes

Tornou verdade a alienação completa do próprio ser.



Manoel Claudio Vieira - 04:08h - 13/02/26








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