domingo, 9 de novembro de 2025

Chove lá fora


 

 

Chove lá fora...o vento sopra balançando a folhagem do jardim

As estações se sucedem, somos como o tempo

Penso que a vida nos leva avançar e sermos fortes

As aguas rolando trazem a saudades daqueles ternos momentos

 


Amedrontados, muitos se comportam como um nada procurando alguém

Outros buscando um espelho no amor de um homem por uma mulher

Esquecem que essa procura muitas vezes vai muito mais além e fere...

O medo de sofrer traz de volta o receio de volver amar

 


Apegados a sonhos, lembranças que poderíamos ter esquecido vem à tona

Toque ao toque, o prazer da companhia, a vontade de estar junto e viver

Saudade dos velhos tempos, não do amor que se foi

A forma como éramos livres, leves e soltos em nosso ser

 


Seres humanos são criaturas incríveis

Quando sós, mostram sinceridade na busca de alguém

Os sentimentos fluem forte, intensos, verdadeiros

Porem quando juntos, após um tempo, o amor amorna e se tratam com desdém

 


Sou o vento que sopra, o poeta contando a vida

Aquele que descreve o prazer de amar curtindo a lenta aproximação

O artífice da paz enaltecendo o valor daquele ao nosso lado

As juras de amor esquecidas relembrando que por mais difícil, temos um coração.

 

 

Manoel Claudio Vieira – 09/11/25 – 05:20h




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