quarta-feira, 4 de março de 2026

In -memoriam


 


Apenas mais um olhar perdido

Entre o passado e o presente, um vazio

A dor pelo tempo transformada em arte

As linhas de expressão fluíram como águas no curso de um rio

 


Uma trajetória de vida sendo moldada

Um diamante bruto que nasceu para brilhar opacou

Diante das telas de vivencia somos transformados

Não era dele o erro, mas sim de quem o lapidou


 

No mundo de sombras e escuridão

Pensar no presente é o que menos importa

A vida é consumida numa especie de fast-food

O peso dos erros flamba a  existência a própria sorte

 


A dualidade da vida beira limites

Uma linha tênue divisa genialidade e loucura

A dor mental passa ser o preço do talento

Desconectar-se do mundo faz n’alma uma sutura

 


Quem diria que a loucura pode ser levada como defeito

Imagine ser uma resposta explosiva a pressão externa

No fogo cruzado entre as estações da vida

Não moldam caráter e sim destroem as esperanças internas

 


A estrutura de um diamante é cristalina, transparente e isolante

Do carbono, opaca e boa condutora

Ambos feitos do mesmo elemento, mas tão diferentes

Calor e pressão transformam, mas internamente destoam .

 


Manoel Cláudio Vieira - 04/03/26 - 05:04h