Apenas mais um olhar perdido
Entre o passado e o presente, um vazio
A dor pelo tempo transformada em arte
As linhas de expressão fluíram como águas no curso de um rio
Uma trajetória de vida sendo moldada
Um diamante bruto que nasceu para brilhar opacou
Diante das telas de vivencia somos transformados
Não era dele o erro, mas sim de quem o lapidou
No mundo de sombras e escuridão
Pensar no presente é o que menos importa
A vida é consumida numa especie de fast-food
O peso dos erros flamba a existência a própria sorte
A dualidade da vida beira limites
Uma linha tênue divisa genialidade e loucura
A dor mental passa ser o preço do talento
Desconectar-se do mundo faz n’alma uma sutura
Quem diria que a loucura pode ser levada como defeito
Imagine ser uma resposta explosiva a pressão externa
No fogo cruzado entre as estações da vida
Não moldam caráter e sim destroem as esperanças internas
A estrutura de um diamante é cristalina, transparente e isolante
Do carbono, opaca e boa condutora
Ambos feitos do mesmo elemento, mas tão diferentes
Calor e pressão transformam, mas internamente destoam .
Manoel Cláudio Vieira - 04/03/26 - 05:04h