sábado, 31 de janeiro de 2026

O rei nu


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Não importa a época, tempo não conta

Todo homem vive momentos de solidão e embaraço

Necessária a busca por um porto seguro, refúgio supremo

Reflexo do cansaço e perda de fé entre os presentes em nossos contatos


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Vivemos em busca de um acontecimento como realização suprema

Mesmo aqueles que chegaram lá por vezes demonstram estar à deriva

Como princípio, toda história tem início num tom contido, confessional

Desaguando no conforto de um mar- a consciência coletiva 


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O que dizer quando não concordamos com o que se passa

Quando o que ocorre com nosso vizinho não nos faz bem

Mesmo que nessa viagem percamos um ou outro amigo

Esses são os momentos onde realmente sabemos quem é quem


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São tantos os momentos de exposição a riscos, danos e ameaças

A principal seria a perda da própria identidade

De uma forma geral, é a exposição pública do rei nu, destronado

E o reconhecimento brutal de sua vulnerabilidade


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Muitos confundem poder com riqueza, amor com dedicação

Em sua essência, amor lida bem com o estado afetivo

E a beleza da flor, o encanto de semear sabendo o que vai colher

Dedicação é o ato de regar para que nada seja perdido


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Diferente de quase tudo que se possa esperar

A paz muitas vezes não é encontrada num lugar físico

Isolamento como refúgio, entrega como balsamo e o principal:

O amor espelhado de si refletindo no ombro do outro 


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Manoel Claudio Vieira – 31/01/26 – 03:51h





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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Vivendo em paz



Não sei se foi sonho ou fez parte de algum momento

Sei que para mim tudo pareceu muito real

Num mundo tão sem graça, pessoas a beira do delírio

Só mesmo através de sonho para sentir algo mais natural



Difícil ver o tempo passar quando se permanece estático

Se a vida fosse um filme em alguns capítulos eu me colocaria no papel de figurante

O peso de ser o protagonista de sua historia chega ser hilario

E ser pressionado em tudo que faz o tempo inteiro como ser pensante



Em momentos de reflexão, muitos buscam paz

São os instantes de refugio fugindo da monotonia

Fechar os olhos imaginando um mundo perfeito é uma das armas

E por instantes, mascarar o mundo com a face do amor e da alegria



Um segundo grupo não pensa assim

Crê que esses momentos são da mais pura alienação

Ao colocar de lado os problemas humanos, sofismam a realidade

Pensam :"perderam pé da realidade vivendo apenas os momentos de ostentação"



Há muito não vejo em bens materiais a derradeira conquista

Estou em paz com minha suficiência existencial

Nenhum excesso, apenas o equilíbrio físico e mental

Vivo serenamente, com dignidade e um bom suprimento espiritual 



Resumindo: o sofrimento é inerente ao ser humano

Deus não nos conduz pelo medo e sim, segurança

“A tua vara e o teu cajado me consolam.”

A vara como defesa e o cajado como limite, correção e terna aliança.



Manoel Cláudio Vieira - 30/01/26 - 04:38h






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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Por trás das mascaras


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Quem nos informa ter as chaves do universo?

Dizem que nesse mundo tudo é belo e com sentido, 

Mas como acreditar, se o que proferem por décadas não se comprova? 

Por mais que repitam, jamais serão verdades — apenas um elo perdido.



Um dia nos disseram que a mente desta juventude foi lavada,

Que seus ideais foram forjados em meio a mentiras.

Mas como ousam falar a respeito do que não conhecem? 

Feito a lira dos afogados, sua realidade não passa de trevas em meio a fantasias.



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Como mensurar o que se sente pela régua dos outros? 

Quando se fala em liberdade, é frequente ouvir que vivemos presos. 

Se o amor implícito nessas mensagens é o que perturba, 

Sinto informar: ele é apenas reflexo de sua vingança; pois nunca foi livre, é eterno peso.



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Num mundo tão vazio de ideias,não nos abala a solidão.

Em meus dias, aprendi a dissociar a aparência da essência. 

Ao mergulhar no que é mais humano e doloroso nas experiências, vê-se claramente: 

Atrás da máscara que todos veem e aplaudem, não captam o que há por trás de tamanha dormência.



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Verdadeiro é aquele que escolhe seu caminho, 

Vive a história cunhando sua estrada, e não a de outros. 

É quem se permite errar, rir de si, agradecer quando perde; 

É o sábio que reconhece a existência do amor, lutando por si e pelo outro.



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Manoel Cláudio Vieira - 29/01/26 - 02:20h





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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Colóquio do amor

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As portas se abriram...um túnel iluminado despontou no horizonte

Um azul claro com pequenos círculos amarelo fogo reluzem nas paredes

Misticismo e espiritualidade em doses beligerantes se fazem presentes

Uma atmosfera de paz reina entre os súditos: o colóquio do amor está em rede


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O eu lírico reina em paz e como protagonista, descreve sua historia

Tudo nela se amolda sem pressa ajustando-se as intercorrências

Num misto de paz e luz, as forças calibram sentimentos com naturalidade

Tudo na medida exata do amor em busca da própria essência


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Num mundo frio e confuso, 

a luta e diuturna entre o desejo de acreditar e a decepção

As fantasias refletem a quietude com placidez de um cemitério

Onde os anseios já não fazem parte de um sistema em constante mutação


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Não busque na sociedade padrões que o represente

O ato de amar e contemplar os céus há milênios tem por trás algo maior

E a prova que a vida não é uma sucessão de eventos

Força: sofrimento e solidão são o teste resistência para um mundo melhor


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Manoel Claudio Vieira 27/01/26 -01:47h

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Um caminho, um meio, uma mensagem




Num mundo tão grande, pleno de caminhos

Muitas são as vezes onde buscamos uma palavra de alívio 

Quando o ambiente onde estamos esta em silencio

Melhor lidamos com o caos de uma vida sem convívio




Muitos são os que desistem partilhar seu amor

Congelam suas emoções demonstrando um comportamento instável

Deixando de viver a liberdade que um dia vislumbraram

Minimizam a própria dor para não parecer vulneráveis




Entre quem realmente são e a imagem que projetam 

Um abismo se abre entre essas pessoas

Uma demonstra fala doce, andar faceiro,porém

A real sente o vazio de alguém vivendo à toa




Mesmo em meu desconhecido, busco o melhor de mim,

Se um dia errar, não necessito de ninguém que venha me julgar

Antes de provar o doce, vivi o amargo em todas suas nuances

Do trauma a dor, da esperança ao sucesso,  transcendi o sentido do verbo amar 




Um sonho, uma promoção, uma conquista pessoal

São esses os combustíveis que nos motivam viver novas realizações

E o que da sentido à vida diária num sistema imprevisível

E o sacrifício diário que da o tempero a novas questões.




Num sistema desigual, onde quase tudo é padronizado, seja você mesmo

Tens em si um filtro natural que o afasta de quem não se alinha a seus valores

Mais que uma escolha estética ou filosófica, é também questão de sobrevivência

Ter um grupo de amigos reais é o maior antidoto para seus dissabores




Manoel Cláudio Vieira -26/01/26 - 02:34h

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Alquimia agridoce



Sentir a brisa das manhas soprar naturalmente no rosto, 

Ter a liberdade de indagar o que não entendeu

Nos pensamentos, ser livre para transgredir as barreiras do tempo 

Deixar de ser estranho a si e em especial, seu coração



Abandonar o papel de um ser infiel em busca de perdão 

Desertar o aquário no qual viveu como um dos escravos de Netuno

Despovoar o mundo de barreiras e de um cinismo castrador

Recobrar a individualidade, abandonar o comportamento taciturno 



O que foi considerado proteção, isolava

Imperioso reconstruir a identidade destruída a partir do meio

Podar os galhos sem função, cortar excessos

Entalhar num corpo vazio uma soma de inteiro



Num processo de catarse brutal

Trazer à consciência as liberdades recalcadas

Expurgar de sua natureza o que um dia foi estranho

Expulsar os demônios que em si fizeram morada



A vida e tudo nela é como um álbum cíclico

Certos eventos não se sabe ao certo onde começam e terminam

A reconstrução é um trabalho diário, as vezes penoso

Isolamento é uma prisão - a vida acontece quando os olhares iluminam



Nem tanto ao mar, nem tanto a terra

Equilíbrio entre os elementos é primordial

Entre o prazer e amargura, um meio agridoce:

Uma memoria nostálgica e uma vitoria com grandes sacrifícios no final



Manoel Cláudio Vieira - 23/01/26 - 03:38h





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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A escola da vida

 


Embora a vida seja curta e o envelhecimento natural

Encare os desafios como oportunidades de aprendizagem

Administre suas emoções ao invés de reprimi-las

Momentos difíceis virão e certamente serão uma constante em sua viagem



Não desista de seus sonhos, 

Suporte a realidade com amor, sutileza e arte

Não sonhe sua vida, apenas viva seu sonho

São eles que nos mantêm íntegros nos grandes embates



Não se deixe levar pelo que falam

Concentre-se naquilo que sabe controlar

Nas discussões, apenas ouça - pense, pondere

Tolice lutar por aquilo que não  pode mudar



Se um dia cair, levante

Longânime, aceite o ciclo da existência humana

A trajetória de vida não é uma linha reta

Demonstre fé e complacência as atitudes mundanas



Seja o arquiteto de sua própria existência

Suas escolhas demonstram qual o sentido ao seu maior bem

Num mundo onde por si a ignorância é a que mais se mantêm

Que sua presença seja uma escola aos que vivem no aquém.



Apesar de todas as limitações e adversidades

A esperança continua como a chama interna iluminando nossos caminhos

Nao brigue com o tempo - aceite a vida como um empréstimo do universo

Mesmo que ele tenha passado, coragem: ainda falta desvendar este ciclo em seu caminho



Manoel Cláudio vieira 21/01/26 - 22:08




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sábado, 17 de janeiro de 2026

Cale-se



Preso no transito da cidade

De um jovem ao telefone um dia ouvi - 

Estava em seus planos viver ao menos um dia seu sonho

Tudo que ele queria era espelhar na vida o que se vê sem ao menos sentir



Não pareceu ser um grande evento, mas foi claro seu desejo

Tocou em mim a partilha feita à ocasião

Relembrei fatos passados, senti vontade de proferia algumas palavras, porém

Os sonhos eram dele e não cabia a mais ninguém dar direção

 


Havia uma certa tensão em sua forma de se portar, mas dai pensei

Se impossível o contato físico, as palavras tem sua vez

Quando não satisfazem plenamente o conteúdo da mensagem

Abre-se uma lacuna entre o que se pensa e o que gostaria de dizer



Lembrei que um dia desejei viver num mundo diferente

Eram sonhos de um tempo pueril que um dia  foram tragados

Tiveram sua trajetória interrompida por palpites

Errei ao consentir realizar em meu presente o que no outro foi passado



A falta de uma resposta sugeriu uma saída

Abriu-se um hiato entre o silencio e a dificuldade de expressão

Quem cala, consente, mas o amago da coisa nunca foi esse

A falta de uma atitude bloqueou a ponte entre o amor e a razão



Enfim, saiba que alguns dos sentimentos humanos são universais

Existem em todas as culturas e poucas são as variações

O peso que carregam pode ser o mesmo, mas

Nem por isso diminuem o jugo que carregam quando ditos com segunda intenção




Manoel Cláudio vieira - 17/01/25 - 03:35h






sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

No compasso do tempo




Viver buscando o novo
Interagir com quem nos faça sentir bem
Afastar-se dos que falam predominantemente de seus problemas
Buscar nos encontros sociais saídas que nos levem um passo além



Nada o impede de expor o que te faz mal
Porém, seja pontual em sua fala presente
Ao perpetuar essa conduta as pessoas passarão a te evitar
Não por maldade - a sobrevivência emocional nas pessoas é inerente
 
 
 
Busque sempre uma segunda opinião, uma nova palavra
Se não entender, pergunte sobre o que você desconhece
Ouça com carinho a explicação sobre o que não entender
Sentira prazer em ver que o outro se satisfaz ao explicar o que te compadece
 
 
 
Não busque em seus problemas explicação 
Suas faltas nem sempre justificam seu momento atual
O que ora sente pode ser falta de atenção e
Nostalgia pode ser aceitável, mas também te afasta da vida social



Valorize seu passado sem desvalorizar o presente
Respeite as experiencias alheias assim como você valoriza as suas
Tolerância, empatia e bom senso não faz mal a ninguém
Prudencia: enquanto algumas nos enriquecem pela sabedoria, outra empobrecem pela amargura



Viva sua historia, cultive o presente como um jardim
Nos encontros, fale um pouco de si porem pergunte pela vida do outro
Deixe seus problemas de lado, eles nao são moeda de troca para falar de si
Seja lembrado por criar novas memorias sem fazer de sua historia a vida do outro




Manoel Cláudio Vieira -  16/01/26 - 02:47h



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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O preço



Muitos são os caminhos ao longo de uma vida

Nem sempre a terra prometida é a que tem caminhos verdejantes

Em todas encontraremos verdades e mentiras

Como espinhos, muitos que encontramos são seres naturalmente errantes



Ouça a voz da razão, sorria quando sentir vontade de chorar

Não se apavore com o futuro nem se deixe levar por medos

Acredite em si, aprume as velas conforme os ventos

Navegue pelo estreito das estrelas - a vida é uma passagem de ida e não sofrimento



Nos momentos difíceis, não busque heróis perdidos

Seja o herói de si mesmo,o caminho das pedras nunca sera fácil trilhar

Ao abrir a porta para a terra prometida, em paz, agradeça

Mais uma etapa vencida, sua estrela tem luz própria e esta a brilhar



Não pense em idade, certas coisas tempo não conta

Atenção: pensamentos soltos por vezes parecem flash de sonhos sorrateiros

Devaneios de algum lugar perdido num espaço desconhecido

Quem sabe, partes perdidas de um inteiro



Quando desejar algo ou alguma coisa, faça acontecer

Em sonhos era frequente caminhar pelos corredores de um hospital

Nas conversas com pessoas tristes,desesperançosos, aflitas, ouvia:

"Não sei quem você é, porem sua mensagem abranda meu mal"



Pois é... quebre regras mas não por rebeldia

Mais que um ato de amor, que suas palavras soem como gritos em meio a tantos nãos

Entre o que esperam e o que se sente ha um abismo, mas saiba:

Quem quebra regras paga o preço da exclusão



Manoel Cláudio Vieira  14/01/26 - 03:33h




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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O caminhar dos ponteiros




Horas, minutos, segundos - ha milênios o tempo voa

A vida é um empréstimo de tempo onde ao nascer o relógio dispara

Não procure acumular o tempo que recebemos - ele não volta

Implacável, vai embora tão logo os anos de vida comecemos contar


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Nossa vida, nossa historia - ela não é um ensaio

Bem vivida já é a performance final

Espalhe o bem por onde ande e com quem divide

Não adie sonhos nem palavras de amor-o amanha pode não ser igual


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Conflitos e divisões - desperdício de tempo que não volta 

Como é curto, priorize a forma humana enquanto estiver por aqui

O tempo cura, mas também consome, viva em paz com si mesmo

Perdoe seus erros sem ser o carrasco e  refém de si  


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O tempo é como um lembrete diário

Construa enquanto puder, procure novas formas de viver

Rotina e tédio consomem as horas tornando o dia monótono

Coisas de gente que parou ao longo da vida esperando o tempo acontecer


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Dentro de uma aura de propósitos, cultive o amor e os sentimentos

Viva buscando no amanha novas oportunidades ao longo do dia

Somos uma mescla de amor e paz em eterna reconstrução

Intensamente, viva como se fosse o ultima de sua vida 


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Manoel Cláudio Vieira - 12/01/26 - 22:




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Ancoras da maturidade

 


Mais que um sentimento, o amor cobre uma mescla de definições

E o desejo de viver sentindo no outro a doçura do olhar

E a luz refletida num dialogo sem palavras

Olhos nos olhos...é o abrigo silencioso onde corações em acordo principiam caminhar

 


E a força que transforma o cotidiano

Não é  perfeita mas em uníssono, doce união

E o porto seguro onde as almas se entregam no final de um dia

Onde imperfeiçoes se reconhecem em terna conjugação

 


Como ponto de partida, é o reconhecimento da entrega

É sentir no outro um universo semelhante ao seu

Bem mais que palavras, ações ditas olhos nos olhos:

"Sei que és minha assim como eu sou teu"

 


Não busque rigidez nessa jornada

Mantenha-se integro aos princípios concatenados com sua parceira

Não ignore os sinais de um corpo ou mente cansados

Reconstrua o que fez de errado, não o carregue vida inteira

 


Não ignore as feridas

Se um dia você fez sofrer e ela ignorou, peça perdão

De graças a Deus...embora a relação não seja perfeita

A sobrevivência de uma historia é amor e não paixão

 


Sinta-se a vontade para dizer "eu te amo"

Mesmo que a vida tenha se tornado uma tempestade,  encontre sentido no caos

Não busque hora ou momento para brindá-la com um beijo

Somos imperfeitos, magoamos nosso amor, mas nosso compromisso e o selo de um amor total

 


Manoel Cláudio Vieira - 12/01/26 - 04;33h

domingo, 11 de janeiro de 2026

Entre o chão e o divino

 


Seja com o divino, seja com sua própria essência

Na história o homem continuamente busca uma razão

Ao reconhecer sua vulnerabilidade frente ao mundo onde vive

Submerso em culpas, busca refúgio em Deus ao ouvir tantos nãos



Reflexão profunda sobre sua condição 

Explora a dualidade entre a fragilidade e a própria transcendência

Num emaranhado de palavras, com pés no chão finca sua história, porém

Quando percebe sua total incapacidade, ao divino entrega sua existência



Carrega o peso das escolhas e não das culpas

Frustrado pelas pessoas que confiou, porém se mostraram laço

Nenhuma conclusão fechada, mas um ponto de partida

Destino: abandonado à própria sorte ao dirigir seus próprios passos.



Condenados a ser livres,

Essa liberdade ganhou ares de infortúnio

Quem não foi criado com proposito especifico

Ao escolher um caminho, em sua vida foi feito esbulho



O mundo vive um completo absurdo

Ao se tornar regra, a perda do controle transformou pessoas em objetos

Sartre um dia proferiu “O que importa não é o que fizeram de nós, mas o que nós fazemos com o que fizeram de nós".

Deixamos de ser nos mesmos para ser o que o outro vê, massa de dejetos



Manoel Claudio Vieira – 111/01/26 – 05:02h





sábado, 10 de janeiro de 2026

A era do vazio



Ele diz ter centenas de amigos

Cada flash mostra uma de suas faces num imaginário diferente

O que antes se conseguia por mérito

Hoje se compra com títulos pomposos porém indecentes


Tudo muito artificial, de real mesmo, a certeza de muita introspecção e melancolia

Nem sempre o brilho consegue mascarar o vazio interior

O clímax acontece quando por efeito dos expansores de consciência

O palco da vida, artificialmente transforma a catarse coletiva em algo de valor



Vive-se hoje a morte da distancia

O mistério que envolvia a aura do desconhecido, caiu por terra

Num pequeno toque, toda dúvida é esclarecida em segundos

Ganha-se tempo porém a doçura do olho no olho não mais impera



A princípio essa situação assemelhar-se a uma benção

O que não explicaram é que somos humanos com necessidades compassivas

Tornou-se extremamente simples interagir com mais pessoas, porém

A falta de contato evidencia o vazio que tanto discorre a dita sociedade interativa



Muito se fala em autonomia, quebra de tabus

O que antes era guardado em segredo, hoje é visto como resquício de um mundo cão

De uma sociedade padronizada à atual diversidade ideológica

Um desafio é esclarecer a diferença entre o que pensam para aquilo que realmente são



Manoel Claudio Vieira – 10/01/26 – 01:55






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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Dando ao tempo um sentido

 


Sei que meu dicionário de sinônimos não é muito bom

Talvez não consiga explicar por inteiro o desenrolar de uma ação

Quando falamos de amor é fácil se perder, o tema é muito rico, porém

a interdependência emocional e madura da rédeas a uma vida em união

 


De um encontro casual a uma vida em comunhão

Experiencias passadas determinam uma serie de limites

São tantas as vulnerabilidades expostas no campo social

A trajetória de uma historia perde um pouco seu chiste

 


longe disso, o problema maior não esta nesse ínterim

Ao explorar e reconhecer nossas fragilidades, a vida cresce

A capacidade de reconstruir o futuro da ao vinculo uma base segura

Relações de troca embasadas no amor, até o lúdico floresce

 


A historia humana é marcada pelo intercambio de experiencias

Esse troca troca da a união um diário e genuíno valor

Pela palavra, o processo de cura funciona como  espelho

Detectado, o problema tem inicio, cresce, cura e tudo mais ganha cor

 


Sinceramente, não estava disposto a redigir este pequeno texto

Entre fazer nada e dar em pensamentos soltos um sentido

lembrei que uma historia contada com verdades, carinho e sobretudo respeito

Pode ter incrementado algo em sua jornada para algo que eu via como tempo perdido

 


Manoel Cláudio Vieira - 06/01/26 - 04:23


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Pausa para o café


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Depois de tudo que passou,

Depois que tudo que um dia vivi

Olhando para os seis horizontes, com certo orgulho, digo

Valeu a pena viver, pois apesar dos percalços, sobrevivi

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Se fosse pensar na fragilidade humana, 

Seria uma confissão tardia do que sempre encontramos ao nos depararmos com a dor

Um testamento emocional da primeira infância a velhice

Reconhecendo erros, perdas, reencontros e amores 

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Se fosse possível dar um alerta

As novas gerações eu me expressaria por memes

Parece tolice, mas enquanto elas buscam em expressões de época uma razão

Os adultos voltariam para trás buscando o ápice de suas vidas nos momentos mais perenes

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Pense comigo: o destino não nos oferece uma redenção fácil

O que sobra é pouco e quando tudo passa, muito que se tem perde o brilho

As verdades, apesar de dolorosas, são profundamente humanas

Dar roupa nova ao presente revigora nossa alma nos tornando eternos andarilhos

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Quando interna, a dor é intensa, silenciosa e naturalmente individual

Em geral, estão ligadas a culpas, medos e autodestruição

imperioso reconhecer que em algum momento de nossa historia

Todos um dia sofreram, porém poucos tem a magnitude de dar a si o perdão


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Se assim for, peço que de a si uma pausa para o café

Não como descanso e sim como um intervalo de consciência

Não para esquecer a dor e sim,conversar com ela

Muito menos como fuga e sim, prudencia


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Manoel Claudio Vieira 09/01/25 - 00:00h




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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Amanhecer

 

 

Após um longo período de amizade

Mesmo sem te conhecer, senti você de uma forma diferente

Em seu viver, pela forma ao se expressar, meus olhos brilharam

Era a transição entre amizade para algo mais quente

 

A princípio senti uma coisa semelhante ao medo

Sei que pode parecer tolice, mas isso me deixou atordoado

O verniz que cobria o contato que mantínhamos, partiu

Algo mais que um simples desejo por vezes parecia invadir o limite do pecado

 

Ingenuamente procurei palavras, mas não encontrei

Tive receio que ao me declarar, pudesse te perder

Por bem, sofria em silencio, pois, nossa amizade era segura ou

Arriscaria tudo pela possibilidade de tê-la em minha vida a cada novo amanhecer?

 

A época eu me sentia desamparado, solitário

Mesmo no controle de minha trajetória, havia um vazio

Se mais uma vez perdesse minha autonomia em prol de algo ou alguém

A vida seria uma tosca consequência e sem ideais a vencer sem nenhum brio

 

Um dia decidi parar de fugir

Fiz de minha vulnerabilidade, coragem

Sincronizei minha vontade a esperança ainda com alguns medos

Virtudes e defeitos são essenciais para toda viagem

 

Além de um romance, a vida nos apresenta mecanismos de defesa

Toda entrega, por mais que perfeita, implica também em exposição

Deixar de lutar pelo que se quer seria abrir mão dessas defesas

Vem... o meu é teu e o teu é também meu coração.

  

Manoel Claudio Vieira - 08/01/26 - 02:42




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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Cartas a Theo


Ter uma visão particular da vida

Observar com aflição a incapacidade social ao não compreendê-la

A arte surge como necessidade vital, um sopro de dignidade num mar incerto

Em meio a solidão, pobreza de sentimentos e a derrocada social ao vive-la.


Imersão poética entrecortada por abismos

Como num ato de fé e resistência, na pintura aplacou a dor latente

Frente ao nada, fogem as palavras, imersão no vazio

Feito um looping, a vida inexistia enquanto ausente


Por trás das barreiras impostas pelo isolamento

É clara a ruptura entre o que foi e o que pensavam que poderia ser

Não se encontrava equivalente no convívio numa sociedade puritana

Nem se traduz o que sentia com o que outros não conseguem compreender


Em cada palavra, um sentido

Em cada sentido, uma gama de habilidades

Transcender o presente tendo os dons como agentes

Num mundo que não vê nas pessoas amor e sim  utilidade


Por alguns, o enviado dos deuses

Outros, a presença física dos demônios a incorporar

A tragedia pessoal foi maior a rejeição a si mesmo

Restou a pintura como arte similar a de rezar


"Trabalhamos juntos mas nem sempre pensamos juntos"

“Frequentemente me sinto um estrangeiro, mesmo onde moro.”

Nas cartas a Theo, Vincent não se encontrava nem sentia acolhida

Estar a frente de seu tempo, porém isolado foi o preço pago em sua lida


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Manoel Claudio Vieira - 07/01/26 - 00:37h



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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dando ao tempo um sentido



Sei que meu dicionario de sinônimos não é muito bom

Talvez não consiga explicar por inteiro o desenrolar de uma ação

Quando falamos de amor é fácil se perder, o tema é muito rico, porém

A interdependência emocional e madura da rédeas a uma vida em união



De um encontro casual a uma vida em comunhão

Experiencias passadas determinam uma serie de limites

São tantas as vulnerabilidades expostas no campo social

A trajetória de uma historia perde um pouco seu chiste



longe disso, o problema maior não esta nesse ínterim

Ao explorar e reconhecer nossas fragilidades, a vida cresce

A capacidade de reconstruir o futuro da ao vinculo uma base segura

Relações de troca embasadas no amor, até o lúdico floresce



A historia humana é marcada pelo intercambio de experiencias

Esse troca troca da a união um diário e genuíno valor

Pela palavra, o processo de cura funciona como  espelho

Detectado, o problema tem inicio, cresce, cura e tudo mais ganha cor



Sinceramente, não estava disposto a redigir este pequeno texto

Entre fazer nada e dar em pensamentos soltos um sentido

lembrei que uma historia contada com verdades, carinho e sobretudo respeito

Pode ter incrementado algo em sua jornada para algo que eu via como tempo perdido



Manoel Cláudio Vieira - 06/01/26 - 04:23

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

E o amor permanece



A estrada é longa, 

Algumas paisagens se repetem ao longo do caminho

Muitas nos fazem lembrar momentos de vida

Onde saudade e temperança eram parte das entranhas de nosso ninho



Se pudéssemos escolher, seria bom evitar esses lugares

Apesar de belos, vastos e silenciosos, apenas mais um deserto

ainda bem foram locais de passagem e não permanência

hoje sustentado pela memoria, imaginação e sensação de frio incerto



Há sempre um preço a ser pago pela independência

Sem acusações, rupturas declaradas ou a impossibilidade de presença

Apenas a constatação silenciosa da ausência humana e

A ideia de que o amor existe mais como recordação do que como experiência



Em meio a uma multidão reina o medo de perder pela falta de empatia

A liberdade passa ser a presença reforçando a ideia que o carinho, amor e afeição ainda existem

Não mais como recordação, mas como experiencia atual

O passado ganha força e esses sentimentos cada vez mais raros, persistem



A estrada que trilhamos em nossa historia marca nosso destino

O amor existe, porém é uma escolha difícil que não exige posse, mas verdade

Se um dia nos sentirmos sós, que a ausência se transforme em reflexão

Quase num tom filosófico, nossa casa é mais que um espaço físico - é identidade



Apesar de grande e belo, o mundo pode ser um tanto solitário

A tão falada soberania também cobra um considerável preço emocional

Apesar de cansativo, sempre encontramos um refugio

Faça do deserto sua casa e o aplique em sua vida o amor como sentimento final



Manoel Cláudio Vieira - 05/01/26 - 05:35h

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O sistema (02/01/26)


 

Educar para obedecer

Ter o controle da mente para não pensar no bem ou no mal

O protesto como forma  de rebelião vazia

A rebeldia nascendo dos desajustes de uma injustiça estrutural

 


Usar os desajustes como bandeira de guerra

Obediência cega, o medo da pena como punição

Uma fabrica de mentes vazias repetindo vez apos vez as mesmas coisas

Povoar o ilusório com o nada como saída para toda e qualquer situação

 


Mentes plenas de fragmentos desconexos

Um estado de coisas que controla ao invés de acolher

Humanos funcionais desconectados de si mesmos

Vivendo a vida alheia sem nada criar ou fazer acontecer

 


Ter uma visão única da historia

Passar por cima do quanto se lutou para ser livre

Um complexo mecanismo de moldagem ideológica

Arte, cultura e ciência manipuladas em nome do que ora se vive

 


Pessoas transformadas em instrumento

Indivíduos moldados, reféns do silencio e do medos

Educação e autoridade como formas de controle

Barreiras construídas de dentro para fora com todo tipo de degredo

 


O sistema cria regras que não se sustentam

Silenciar diferenças gera colapso e a estagnação social cresce

Transformar o outro em ameaça negando a subjetividade humana

Quando o medo se globaliza, a esperança reaparece

 


Manoel Cláudio Vieira - 02/01/26 - 02:07h.




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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Manual da sobrevivência.



A vida cobra um preço muito alto

nessa lida, muitos já se perderam - outros mais irão

Quando  escolhas são tomadas num campo do improviso

Quem paga a conta é justamente quem não foi preparado para a missão



Muito além de nosso jardim

Reina a consciência clara de que tudo não passa de um jogo

As experiencias forjadas ao longo da vida nos deram treino possível

Porem, somos reduzidos a nada diante das perdas de valores



De um lado temos casa, a família e um pais...

Outro, a lealdade, a honra e o poder

Fronteiras humanas e nacionais compartilham os mesmos medos

Nelas, somos igualados pela fragilidade e não pelo desejo de vencer



Famílias desestruturadas, banalização da violência como coisa comum

Crianças crescendo sem referencias parentais

O valor da vida humana quando enfraquecido abre brechas intransponíveis

Utópico: a capacidade da indignação se perde entre humanos, mas não entre animais



Fincar os pés no chão, sentir-se seguro ao dar novos passos

Reorganizar-se estruturalmente colocando em pratica seus antigos valores

Mostrar pelo que se faz e não pelo que se fala, pratica invejável

Ser o artesão de si mesmo ao superar seus próprios temores



Não peça a um povo em frangalhos que lute pela vida

Primeiro, incute nessas pessoas razoes para voltar a viver

Comece pelo nos - nem você e nem ninguém vive sozinho

Quando a vida deixar de ser sobrevivência, relações humanas voltarão acontecer




Manoel Cláudio Vieira - 01/01/26 - 01:30h