Ter uma visão particular da vida
Observar com aflição a incapacidade social ao não compreendê-la
A arte surge como necessidade vital, um sopro de dignidade num mar incerto
Em meio a solidão, pobreza de sentimentos e a derrocada social ao vive-la.
Imersão poética entrecortada por abismos
Como num ato de fé e resistência, na pintura aplacou a dor latente
Frente ao nada, fogem as palavras, imersão no vazio
Feito um looping, a vida inexistia enquanto ausente
Por trás das barreiras impostas pelo isolamento
É clara a ruptura entre o que foi e o que pensavam que poderia ser
Não se encontrava equivalente no convívio numa sociedade puritana
Nem se traduz o que sentia com o que outros não conseguem compreender
Em cada palavra, um sentido
Em cada sentido, uma gama de habilidades
Transcender o presente tendo os dons como agentes
Num mundo que não vê nas pessoas amor e sim utilidade
Por alguns, o enviado dos deuses
Outros, a presença física dos demônios a incorporar
A tragedia pessoal foi maior a rejeição a si mesmo
Restou a pintura como arte similar a de rezar
"Trabalhamos juntos mas nem sempre pensamos juntos"
“Frequentemente me sinto um estrangeiro, mesmo onde moro.”
Nas cartas a Theo, Vincent não se encontrava nem sentia acolhida
Estar a frente de seu tempo, porém isolado foi o preço pago em sua lida
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Manoel Claudio Vieira - 07/01/26 - 00:37h
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