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Quem nos informa ter as chaves do universo?
Dizem que nesse mundo tudo é belo e com sentido,
Mas como acreditar, se o que proferem por décadas não se comprova?
Por mais que repitam, jamais serão verdades — apenas um elo perdido.
Um dia nos disseram que a mente desta juventude foi lavada,
Que seus ideais foram forjados em meio a mentiras.
Mas como ousam falar a respeito do que não conhecem?
Feito a lira dos afogados, sua realidade não passa de trevas em meio a fantasias.
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Como mensurar o que se sente pela régua dos outros?
Quando se fala em liberdade, é frequente ouvir que vivemos presos.
Se o amor implícito nessas mensagens é o que perturba,
Sinto informar: ele é apenas reflexo de sua vingança; pois nunca foi livre, é eterno peso.
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Num mundo tão vazio de ideias,não nos abala a solidão.
Em meus dias, aprendi a dissociar a aparência da essência.
Ao mergulhar no que é mais humano e doloroso nas experiências, vê-se claramente:
Atrás da máscara que todos veem e aplaudem, não captam o que há por trás de tamanha dormência.
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Verdadeiro é aquele que escolhe seu caminho,
Vive a história cunhando sua estrada, e não a de outros.
É quem se permite errar, rir de si, agradecer quando perde;
É o sábio que reconhece a existência do amor, lutando por si e pelo outro.
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Manoel Cláudio Vieira - 29/01/26 - 02:20h
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