Ele diz ter centenas de amigos
Cada flash mostra uma de suas faces num imaginário diferente
O que antes se conseguia por mérito
Hoje se compra com títulos pomposos porém indecentes
Tudo muito artificial, de real mesmo, a certeza de muita introspecção e melancolia
Nem sempre o brilho consegue mascarar o vazio interior
O clímax acontece quando por efeito dos expansores de consciência
O palco da vida, artificialmente transforma a catarse coletiva em algo de valor
Vive-se hoje a morte da distancia
O mistério que envolvia a aura do desconhecido, caiu por terra
Num pequeno toque, toda dúvida é esclarecida em segundos
Ganha-se tempo porém a doçura do olho no olho não mais impera
A princípio essa situação assemelhar-se a uma benção
O que não explicaram é que somos humanos com necessidades compassivas
Tornou-se extremamente simples interagir com mais pessoas, porém
A falta de contato evidencia o vazio que tanto discorre a dita sociedade interativa
Muito se fala em autonomia, quebra de tabus
O que antes era guardado em segredo, hoje é visto como resquício de um mundo cão
De uma sociedade padronizada à atual diversidade ideológica
Um desafio é esclarecer a diferença entre o que pensam para aquilo que realmente são
Manoel Claudio Vieira – 10/01/26 – 01:55
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