domingo, 11 de janeiro de 2026

Entre o chão e o divino

 


Seja com o divino, seja com sua própria essência

Na história o homem continuamente busca uma razão

Ao reconhecer sua vulnerabilidade frente ao mundo onde vive

Submerso em culpas, busca refúgio em Deus ao ouvir tantos nãos



Reflexão profunda sobre sua condição 

Explora a dualidade entre a fragilidade e a própria transcendência

Num emaranhado de palavras, com pés no chão finca sua história, porém

Quando percebe sua total incapacidade, ao divino entrega sua existência



Carrega o peso das escolhas e não das culpas

Frustrado pelas pessoas que confiou, porém se mostraram laço

Nenhuma conclusão fechada, mas um ponto de partida

Destino: abandonado à própria sorte ao dirigir seus próprios passos.



Condenados a ser livres,

Essa liberdade ganhou ares de infortúnio

Quem não foi criado com proposito especifico

Ao escolher um caminho, em sua vida foi feito esbulho



O mundo vive um completo absurdo

Ao se tornar regra, a perda do controle transformou pessoas em objetos

Sartre um dia proferiu “O que importa não é o que fizeram de nós, mas o que nós fazemos com o que fizeram de nós".

Deixamos de ser nos mesmos para ser o que o outro vê, massa de dejetos



Manoel Claudio Vieira – 111/01/26 – 05:02h





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