sábado, 31 de janeiro de 2026

O rei nu


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Não importa a época, tempo não conta

Todo homem vive momentos de solidão e embaraço

Necessária a busca por um porto seguro, refúgio supremo

Reflexo do cansaço e perda de fé entre os presentes em nossos contatos


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Vivemos em busca de um acontecimento como realização suprema

Mesmo aqueles que chegaram lá por vezes demonstram estar à deriva

Como princípio, toda história tem início num tom contido, confessional

Desaguando no conforto de um mar- a consciência coletiva 


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O que dizer quando não concordamos com o que se passa

Quando o que ocorre com nosso vizinho não nos faz bem

Mesmo que nessa viagem percamos um ou outro amigo

Esses são os momentos onde realmente sabemos quem é quem


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São tantos os momentos de exposição a riscos, danos e ameaças

A principal seria a perda da própria identidade

De uma forma geral, é a exposição pública do rei nu, destronado

E o reconhecimento brutal de sua vulnerabilidade


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Muitos confundem poder com riqueza, amor com dedicação

Em sua essência, amor lida bem com o estado afetivo

E a beleza da flor, o encanto de semear sabendo o que vai colher

Dedicação é o ato de regar para que nada seja perdido


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Diferente de quase tudo que se possa esperar

A paz muitas vezes não é encontrada num lugar físico

Isolamento como refúgio, entrega como balsamo e o principal:

O amor espelhado de si refletindo no ombro do outro 


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Manoel Claudio Vieira – 31/01/26 – 03:51h





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