sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Pausa para o café


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Depois de tudo que passou,

Depois que tudo que um dia vivi

Olhando para os seis horizontes, com certo orgulho, digo

Valeu a pena viver, pois apesar dos percalços, sobrevivi

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Se fosse pensar na fragilidade humana, 

Seria uma confissão tardia do que sempre encontramos ao nos depararmos com a dor

Um testamento emocional da primeira infância a velhice

Reconhecendo erros, perdas, reencontros e amores 

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Se fosse possível dar um alerta

As novas gerações eu me expressaria por memes

Parece tolice, mas enquanto elas buscam em expressões de época uma razão

Os adultos voltariam para trás buscando o ápice de suas vidas nos momentos mais perenes

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Pense comigo: o destino não nos oferece uma redenção fácil

O que sobra é pouco e quando tudo passa, muito que se tem perde o brilho

As verdades, apesar de dolorosas, são profundamente humanas

Dar roupa nova ao presente revigora nossa alma nos tornando eternos andarilhos

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Quando interna, a dor é intensa, silenciosa e naturalmente individual

Em geral, estão ligadas a culpas, medos e autodestruição

imperioso reconhecer que em algum momento de nossa historia

Todos um dia sofreram, porém poucos tem a magnitude de dar a si o perdão


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Se assim for, peço que de a si uma pausa para o café

Não como descanso e sim como um intervalo de consciência

Não para esquecer a dor e sim,conversar com ela

Muito menos como fuga e sim, prudencia


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Manoel Claudio Vieira 09/01/25 - 00:00h




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