domingo, 28 de dezembro de 2025

Arlete


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Quanto vale o seu tempo

Já pensou o quanto pesa o fardo que se carrega quando sozinhos?

A presença de um ombro amigo clareia as veredas do insuportável 

A sensação de dor muda o foco - meigas palavras iluminaram seu caminho

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Quando as palavras falham

Quando a quebra de rotina fere de morte a própria identidade

O espelho que se tinha naquela relação se parte, perde essência

Muitas vezes o silencio é o melhor remédio para tamanha adversidade


Como é bom chorar, externar a dor latente

Sentir que alguém está nos ouvindo

Seja através da fé, amigos ou de terapias cognitivas

Sem medos nem culpas voltamos a viver, mas desta vez, sorrindo

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Quando o sol volta a brilhar, 

Quando a aceitação do que se foi em parte se dilui e a vida volta a acontecer

Embora frágil, o início da reorganização pessoal marca nossas vidas

As lagrimas outrora de dor hoje são de alegria pela nova forma de viver

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Faça um balanço existencial, 

Quando possível, improvise uma breve revisão em sua vida

Muitas são as vezes onde fomos forçados a olhar para trás

Não como arrependimento, mas como um novo ponto de partida

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Enfim, foque seu horizonte em ações cotidianas

Mais que palavras, a essência de sua história voltara a brilhar

Transformar a “vítima das circunstancias” que um dia foi refém

Em autor de uma nova fase onde ganhamos luz própria dando a vida novo olhar



Manoel Claudio Vieira – 28/12/25 - 23:29h




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Travessia.


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Perdas transformadas em luto,

palavras convertidas em arte e valor.

Quando solitários, a mente navega por histórias antigas,

onde permanecer de pé era um desafio à própria dor.


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Quando o amor não se rompe pela ausência,

quando todas as conquistas não parecem nada,

quando o essencial ainda falta,

todo dia é um novo dia, uma nova jornada.


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Todo ser humano busca na vida um significado,

porém o desejo de acreditar se contradiz com verdades absolutas.

É aí que reside uma das maiores dificuldades presentes:

essa busca jamais se encerra, é uma eterna labuta.


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Pensamentos nos conduzem a novas reflexões;

estas não podem ser negadas nem reprimidas.

São frutos criados e desenvolvidos por mentes pensantes, onde

a dor, mesmo presente, não se transforma em raiva, pois há uma aceitação progressiva.


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A vida, nossa história, nela encontramos o sentido da transcendência.

Dor e prazer, cada qual vai muito além de um sentimento imediato.

Certas escolhas nos deram a ilusão de um pseudo-controle,

eterna luta entre o que se quer no momento e o amadurecimento como um fato.


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Vivemos numa eterna busca interior.

Quando inquietos, nem sempre a realidade convence.

A ternura, como continuidade emocional, é um bálsamo que sacia.

Viva sua história coexistindo com o que encontrar pela frente.



 Manoel Claudio Vieira - 28/12/25 - 00:58h

domingo, 21 de dezembro de 2025

Escolhas



As escolhas parecem simples

Mas o amor tem linguagem própria e diz que não é

O passado nos deixa marcas indeléveis

A cautela fala mais alto que o desejo ao se relacionar


O medo é uma sentimento múltiplo

Não vem do nada -  reflexo de experiencias anteriores que nos fizeram sofrer

Quem evita se envolver para manter o controle

Paga o preço por estar só do que novamente sofrer


O que nos protege também nos bloqueia

Aquele que diz não amar bloqueou seu próprio sentimento

Quando  pensa que assim é melhor

Seu emocional não o convence do domínio do próprio sofrimento


Onde foi parar o afeto que nos unia?

Esse elo não veio do nada e se estende por gerações

Aceitar a vulnerabilidade como parte da vida

É o que mais nos aproxima enquanto humanos vivendo em comunhão


Quem busca a solidão como defesa

Corre enorme risco de se machucar

Feridas não tratadas são as que mais sangram

Isola-las dão ao destino enorme pesar


Portanto, fale de seus sentimentos mais profundos

Não se cale frente as adversidades

Jamais desacredite no amor, invista em si mesmo

A ironia disso tudo é que essa distancia se disfarça em equidade



Manoel Cláudio Vieira - 21/12/25 - 04:25h




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sábado, 20 de dezembro de 2025

Quando o amor não basta


 


Um dia nos disseram que o amor era livre

Que foi a necessidade latente em  todas as gerações

Mas nunca disseram que também poderia ser uma visão dolorosa delineada pela ausência

Bem mais marcada pelo medo do que pela falta de compreensão



São tantos os sentimentos marcados durante uma vida

Quando não encontramos empatia, o amor torna-se uma experiencia solitária

Quem ama quer se mostrar por inteiro, sem medo de se entregar

Mas nem sempre consegue a plenitude merecida de um amor verdadeiro



Em sua essência, o amor não cura tudo

Amar também não garante ser um sentimento de compreensão e alivio da dor

Mostra também a fragilidade entre o desejo de amar e o medo de ferir

Aqueles que tão somente enxergam a superfície e não o interior.



Bem diz o ditado: “O medo de perder tira a vontade de ganhar’

O “abrir” assusta pois pode ferir bem como ser ferido

A bagagem cultural, emocional e afetiva muito conta

É o que pode tornar a relação um misto de sentimentos contidos e reprimidos



Queria ter duas vidas – uma para treinar, outra para viver

Na primeira, escrever historias, na outra ser interprete de mim mesmo

Dialogando com vivencias, ser o dono de meu próprio nariz

Vivendo em paz, sem comparações, porém como eterno aprendiz



 

Manoel Cláudio Vieira - 20/12/25 - 02;04h





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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Deixa acontecer.

  



  A vida é uma eterna escalada.
  Viver tem um preço e, tal qual uma estrada, também forjamos um destino.
  Nem sempre planícies encontramos pela frente;
  montanhas e precipícios é o que encontramos.

 

  Muitas são as fases em que a dor se faz presente.
  Quando não destrói, ao menos transforma.
  Faz parte do caminho e termina nos moldando.
  Embora não exista aceitação completa, nos torna mais humanos.

 

  Como sobreviventes, carregamos fartas cicatrizes.
  Mesmo que a vida pese, são elas que nos fazem continuar.
  Apesar de cansados, seguimos em frente, cada um no seu ritmo.
  A toada humana é dinâmica e farta de exemplos que nos fazem perseverar.

 

  Às vezes, partir se torna uma decisão difícil,
  quando se percebe que, mesmo com amor, nada se constrói — apenas se prende.
  Pouco ou quase nada resta fazer.
  A razão venceu o impulso, e a tendência de ficar deixa de ser.

 

  Em nossa história, duas coisas são bem distintas:
  ir embora e desligar o coração.
  Sem brigas nem escândalos, apenas a dor contida, o choro solitário.
  A dor da ausência torna-se maior que a presente numa débil união.

 

  É fato que o amor não acaba — com respeito, ele se transforma.
  De presença, passa a ser memória.
  Como diria Paulo Vanzolini: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
  Pode não doer como antes, mas para sempre ficarão marcas em sua história.



  Manoel Claudio Vieira  19/12/25 02:25h

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Onde foi que erramos ?


 

Onde foi que erramos,

Quando vai parar essa busca  pelo sentido que demos ao amor

Apos passarmos por momentos tão difíceis e com tantas frustrações

Gostaríamos de deixar bem mais que alicerces a um mundo sem muito valor

 


Nem simples e muito menos automático

Aprendemos que nesta vida tudo exige reflexão e coragem

Embora cansados, o tempo de repensar a historia passou

Mas ainda temos esperança que o amor ainda possa aquecer o frio desta passagem

 


A esperança resiste a quase tudo

Entre nos o amor é o sentimento de maior valor agregado

Muito embora não elimine as magoas pelo que se foi

Ele dá sentido para continuar o que para trás foi deixado

 


A vulnerabilidade humana requer ajuda diária

Embora muito se saiba, mais ainda admitimos não saber

A realização maior do ser humano não é conhecer o amor

De uma forma bem sucinta, seria vivê-lo de forma maior a cada amanhecer

 


O comportamento presente é o retrato da fragilidade social

Pessoas que muito sofreram mais ainda acreditam que o amor pode curar seus tormentos

São tantas as experiencias de solidão e dependência afetiva

Em resumo, é a solidão de quem amou porem dele não sentiu acolhimento

 


Não é apenas mais um sentimento, ele pode te mudar

Se assim você se sente, creia, você não esta sozinho

Uma vida incompleta ganha direção, proposito,

Entregue-se... Num mundo tão desigual jamais seremos um estranho no ninho.

 


Manoel Cláudio Vieira - 18/12/25 - 01:01h






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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A vida é um show



Ontem éramos jovens, muitos ansiavam que o tempo passasse mais rápido

Queríamos ser adultos vivendo o agora sem limites nem fins

À medida que envelhecemos a vida tomou novas formas, ganhou conteúdo

Hoje, somos velhos resinificando momentos que antes não pareciam ter significado nem fim


Um dia ouvi do poeta algo marcante, verdadeiro, porém cruel

“Não importa sua idade, para sua mente, você permanecera jovem para sempre”

Que descansem em paz aqueles que nos lapidaram nos tornando sensatos

Um dia partirão, porem os teremos para sempre em nossos corações como eternos viventes

Longe de ser apenas mais um gesto de desespero ou vaidade,

Hoje sinto nas pessoas a vontade de parar o tempo

Afinal, qual o sentido de uma vida longa sem propósitos

Se não temos expectativas futuras e muito menos presentes?


Bem mais importante que a beleza, que tenhamos a juventude como um estado mental

Para sempre, mantenha em sua alma a capacidade de sonhar

A pureza frente a um mundo que envelhece e se torna cínico

Nos torna sábios frente aqueles que nos veem como estranho no ninho em seu olhar


Enfim, entre qualidade e quantidade – eterno dilema filosófico

Questione o que foi um dia, o que se tonou e o que ainda almeja ser

Entre a permanência e mudança

A transitoriedade da vida dá o tempero que a ocasião oferece a seu viver



Manoel Claudio Vieira -17/12/25 – 03:03h





terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Fragmentos de um vazio



Experiencias da solidão emocional

Dores advindas pela ausência de um amor importante

Sofrimento silencioso e contido

Dependência afetiva revelada a cada instante



Quando quem se ama não esta presente

Embora neutra, essa ausência doí

Sentimentos não são de raiva, nem acusação, mas saudade

A dor vem da falta e não da perda que o tempo não encobre nem destrói

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Mesmo que digam que esta tudo bem

Aos pedaços é revelada a vulnerabilidade social

A emoção que contradiz a razão é maior

E também a confissão de quem ama mais do que demonstra como um ser desigual



Mesmo sem promessas explicitas,

Ha evidencias que esse amor, embora pálido, ainda existe

A solidão passa ser o preço de continuar sentindo

E a historia num complexo entroncado demonstrando acima de tudo a vida persiste 



Quando o medo de perder é enorme

O desejo de interação, embora intenso, mostra-se relativo

As repetições sugerem um padrão mental

Uma especie de proteção ao colapso emocional pelo que um dia for perdido.



Quando o amor declarado não se resume ao afeto

Quando é a parte que da a sua estrutura sentido

O vazio é compensado pela esperança

E assim a dor se liquefaz num rito matutino



Manoel Claudio Vieira - 16/12/25 - 02:49h




sábado, 13 de dezembro de 2025

Tempo



Inúmeras as vezes onde sentimos vontade de desistir

Abrimos os olhos quando o trem da vida passou pela nossa estação

Esperamos tanto que esquecemos nossos próprios momentos

Deixamos de viver nosso destino pensando no quanto perdíamos vivendo em vão


Nunca foi novidade para ninguém ouvir o quanto estávamos cansados

Afinal de contas, a vida foi sempre um eterno dilema

O que de novo acontecia raramente era visto como bom

Decifrar o presente era visto como afronta ao sistema


“Preciso ir embora, tenho que seguir em frente”

Quando se perde o compasso do tempo, a vida também vai embora

O medo de encarar o novo assusta quem acordou sem entender onde esteve

Ou se vive com o que se tem ou perde sua vida deixando para trás o que ficou na memória.


Quando se perde seus bens em função de algo novo

Normal sentir saudades do que foi deixado para trás

O problema é quando se troca o certo pelo duvidoso

Entrando na conversa de quem o iludiu procurando tirar nossa paz


Inúmeras foram as vezes onde dissemos adeus

Em todas procuramos sorrir para não chorar

Conhecemos bem o quanto o sentimento do esquecimento e abandono proporciona

Por um tempo paramos... começar de novo pois o tempo não volta atrás


E' aí que a roda pega... Esse tempo já não existe

O tempo para trás é infinitamente maior que teremos para frente

O erro deve ser o mínimo possível, as estratégias melhor elaboradas

Apegue-se firmemente ao que tem... juntos somos mais fortes, menos tementes


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Manoel Cláudio Vieira - 13/12/25 - 01:44h





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