A vida é uma eterna escalada.
Viver tem um preço e, tal qual uma estrada, também forjamos um destino.
Nem sempre planícies encontramos pela frente;
montanhas e precipícios é o que encontramos.
Muitas são as fases em que a dor se faz presente.
Quando não destrói, ao menos transforma.
Faz parte do caminho e termina nos moldando.
Embora não exista aceitação completa, nos torna mais humanos.
Como sobreviventes, carregamos fartas cicatrizes.
Mesmo que a vida pese, são elas que nos fazem continuar.
Apesar de cansados, seguimos em frente, cada um no seu ritmo.
A toada humana é dinâmica e farta de exemplos que nos fazem perseverar.
Às vezes, partir se torna uma decisão difícil,
quando se percebe que, mesmo com amor, nada se constrói — apenas se prende.
Pouco ou quase nada resta fazer.
A razão venceu o impulso, e a tendência de ficar deixa de ser.
Em nossa história, duas coisas são bem distintas:
ir embora e desligar o coração.
Sem brigas nem escândalos, apenas a dor contida, o choro solitário.
A dor da ausência torna-se maior que a presente numa débil união.
É fato que o amor não acaba — com respeito, ele se transforma.
De presença, passa a ser memória.
Como diria Paulo Vanzolini: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
Pode não doer como antes, mas para sempre ficarão marcas em sua história.
Manoel Claudio Vieira 19/12/25 02:25h
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