sábado, 20 de dezembro de 2025

Quando o amor não basta


 


Um dia nos disseram que o amor era livre

Que foi a necessidade latente em  todas as gerações

Mas nunca disseram que também poderia ser uma visão dolorosa delineada pela ausência

Bem mais marcada pelo medo do que pela falta de compreensão



São tantos os sentimentos marcados durante uma vida

Quando não encontramos empatia, o amor torna-se uma experiencia solitária

Quem ama quer se mostrar por inteiro, sem medo de se entregar

Mas nem sempre consegue a plenitude merecida de um amor verdadeiro



Em sua essência, o amor não cura tudo

Amar também não garante ser um sentimento de compreensão e alivio da dor

Mostra também a fragilidade entre o desejo de amar e o medo de ferir

Aqueles que tão somente enxergam a superfície e não o interior.



Bem diz o ditado: “O medo de perder tira a vontade de ganhar’

O “abrir” assusta pois pode ferir bem como ser ferido

A bagagem cultural, emocional e afetiva muito conta

É o que pode tornar a relação um misto de sentimentos contidos e reprimidos



Queria ter duas vidas – uma para treinar, outra para viver

Na primeira, escrever historias, na outra ser interprete de mim mesmo

Dialogando com vivencias, ser o dono de meu próprio nariz

Vivendo em paz, sem comparações, porém como eterno aprendiz



 

Manoel Cláudio Vieira - 20/12/25 - 02;04h





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