Fluxo continuo e vazio,
Lembranças do que um dia foi, do que era para ser
No silêncio das noites, ela vem em ondas
Sonhos que um dia vivemos sem ao menos perceber
Nosso passado assemelha-se a velas que, com o tempo, se extinguem
A chama que ilumina é a mesma que nos faz lembrar
Momentos de intensa alegria estampada no rosto
Amei, fui amado, sofri, fiz sofrer; mas nunca deixei de amar
O que e quem foram essas pessoas?
Gente de carne e osso muitas vezes vivendo na beira da vida
Como aguas purgando o chão por onde passaram
Deram de si o máximo e só percebemos sua grandeza após sua
partida
Longe da tristeza, agarrado a lembranças
Minha colheita hoje foi feita dos breves momentos que um dia
tivemos
Passageiro das lembranças onde o tempo já não conta
Incluso em mim você continua eterno
Nossa história assemelha-se a um rio caudaloso
Amigo, vivemos num mundo em constante mutação
As águas que banham as margens raramente são as mesmas
Desejo que a paz seja o combustível aquecendo seu coração.
Manoel Claudio Vieira – 07/12/25 - 00:13h
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Esteja a vontade para escrever seu comentário