domingo, 7 de dezembro de 2025

A colheita

 


Fluxo continuo e vazio,

Lembranças do que um dia foi, do que era para ser

No silêncio das noites, ela vem em ondas

Sonhos que um dia vivemos sem ao menos perceber

 

Nosso passado assemelha-se a velas que, com o tempo, se extinguem

A chama que ilumina é a mesma que nos faz lembrar

Momentos de intensa alegria estampada no rosto

Amei, fui amado, sofri, fiz sofrer; mas nunca deixei de amar

 

O que e quem foram essas pessoas?

Gente de carne e osso muitas vezes vivendo na beira da vida

Como aguas purgando o chão por onde passaram

Deram de si o máximo e só percebemos sua grandeza após sua partida

 

Longe da tristeza, agarrado a lembranças

Minha colheita hoje foi feita dos breves momentos que um dia tivemos

Passageiro das lembranças onde o tempo já não conta

Incluso em mim você continua eterno

 

Nossa história assemelha-se a um rio caudaloso

Amigo, vivemos num mundo em constante mutação

As águas que banham as margens raramente são as mesmas

Desejo que a paz seja o combustível aquecendo seu coração.

 

Manoel Claudio Vieira – 07/12/25 - 00:13h

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Esteja a vontade para escrever seu comentário