Sei bem o que pensa a massa disforme
Aprendi cedo a discernir as pessoas por dentro
Não adianta mostrarem o que não são
Mesmo que por um breve período enganem, tudo tem um tempo
De início, sequer conseguia conviver
Olhos nos olhos, impensável
As lembranças vinham à tona e pela dor
Incrédulo, eu me recolhia me achando mais um néscio descartável
Na época da escola, era o esquisitão da sala
Estudava pouco, vivia por inercia, raramente em busca de alguém
Quando um ou outro se aproximava, com ele vinha o medo
Tantas foram as vezes que fui feito de bobo com enorme desdém
Essa é a sensação de ser excluído, tratado com indiferença
Por décadas você olha para si e pergunta: “foi para isso que nasci? ”
Quantas vezes me deitei no chão abrindo mão de tudo,
No fundo, bem no fundo, queria alguém para conversar sobre o dia que sobrevivi
Pois é... Dizem que o que te faz diferente é o que te faz único
Mas o que dizer se essa condição um dia te fez chorar?
As pessoas nascem, crescem, instruem-se apreendendo com os erros
O estigma sobre o mal das quedas é algo a ser combatido, custe o que custar
Manoel Claudio Vieira – 25/11/2025 – 00:52h
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