terça-feira, 25 de novembro de 2025

A verdade por dentro



Sei bem o que pensa a massa disforme

Aprendi cedo a discernir as pessoas por dentro

Não adianta mostrarem o que não são

Mesmo que por um breve período enganem, tudo tem um tempo


De início, sequer conseguia conviver 

Olhos nos olhos, impensável

As lembranças vinham à tona e pela dor

Incrédulo, eu me recolhia me achando mais um néscio descartável


Na época da escola, era o esquisitão da sala

Estudava pouco, vivia por inercia, raramente em busca de alguém

Quando um ou outro se aproximava, com ele vinha o medo

Tantas foram as vezes que fui feito de bobo com enorme desdém


Essa é a sensação de ser excluído, tratado com indiferença

Por décadas você olha para si e pergunta: “foi para isso que nasci? ”

Quantas vezes me deitei no chão abrindo mão de tudo,

No fundo, bem no fundo, queria alguém para conversar sobre o dia que sobrevivi


Pois é... Dizem que o que te faz diferente é o que te faz único

Mas o que dizer se essa condição um dia te fez chorar?

As pessoas nascem, crescem, instruem-se apreendendo com os erros

O estigma sobre o mal das quedas é algo a ser combatido, custe o que custar


Manoel Claudio Vieira – 25/11/2025 – 00:52h

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