quinta-feira, 27 de novembro de 2025

As fundações em tempos de estupidez



Falsos são os deuses cultuados em altares 

De barro seus pés foram feitos

Os horizontes outrora mostrados

São pura publicidade encobrindo seus defeitos


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Filtre muito bem aquilo que ouve e vê

Analise sem se deixar levar pelo coração

Que o apanhado de coisas que mais o entorpece

Não sejam contaminados pelo que você pensa esquecendo a razão


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Não sei qual seu conceito de liberdade

Se é algo bom não sei, mas não se cria uma verdade mentindo

Se isso te faz bem, espero que viva com enorme prazer sua fantasia

Embora continue enganando a si mesmo, viva seus sonhos que eu continuo sorrindo


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Os tempos realmente mudaram

O que antes se buscava com afinco hoje é visto como estupidez

O que outrora era uma meta de vida, um ideal a ser alcançado

Hoje, com o maldito jeitinho, o formado em nada é a bola da vez.


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Muitas são as pessoas que conhecemos em nossa historia

Porém poucas as que marcam seu tempo por serem atemporais

Atravessam gerações transcendo facilmente sua época

São como fundações profundas segurando as colunas dos vendavais


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Viver não é fácil, é uma arte cada vez mais refinada

Nada tão belo e puro como aqueles marcados pela alma e coração

Seu conceito de originalidade atravessa o tempo, não se apaga

E o primeiro a ser iluminado quando dá asas a vida em comunhão.



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Manoel Claudio Vieira – 27/11/25 – 03:22h



terça-feira, 25 de novembro de 2025

A verdade por dentro



Sei bem o que pensa a massa disforme

Aprendi cedo a discernir as pessoas por dentro

Não adianta mostrarem o que não são

Mesmo que por um breve período enganem, tudo tem um tempo


De início, sequer conseguia conviver 

Olhos nos olhos, impensável

As lembranças vinham à tona e pela dor

Incrédulo, eu me recolhia me achando mais um néscio descartável


Na época da escola, era o esquisitão da sala

Estudava pouco, vivia por inercia, raramente em busca de alguém

Quando um ou outro se aproximava, com ele vinha o medo

Tantas foram as vezes que fui feito de bobo com enorme desdém


Essa é a sensação de ser excluído, tratado com indiferença

Por décadas você olha para si e pergunta: “foi para isso que nasci? ”

Quantas vezes me deitei no chão abrindo mão de tudo,

No fundo, bem no fundo, queria alguém para conversar sobre o dia que sobrevivi


Pois é... Dizem que o que te faz diferente é o que te faz único

Mas o que dizer se essa condição um dia te fez chorar?

As pessoas nascem, crescem, instruem-se apreendendo com os erros

O estigma sobre o mal das quedas é algo a ser combatido, custe o que custar


Manoel Claudio Vieira – 25/11/2025 – 00:52h

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Nóis cum nóis

 


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Não sei o que você procura nas noites

Ainda temos algumas horas antes do amanhecer

A solidão que as vezes sufoca, com dialogo, desaparece

E você se torna o primeiro raio de sol em seu viver


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Quando penso em sua historia

As vezes sinto falta dos tempos outrora vividos

Não foram poucas as vezes onde

Por vergonha, falta de coragem, a vida perdeu seu sentido


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Verdade tudo tem um tempo, tudo faz parte

Muito bom quando os equívocos são dissipados

Nossa química nunca foi perfeita, mas assim é melhor

Descobrimos um n’outro parte de nós mesmos vivendo em tempos errados


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Muitas passagens demoro compreender

Não é sempre, mas as vezes necessito um tempo maior para compreender

Sei que nessas andanças perco muita coisa, porem

Quero julgar pelo que conheço e não pelo que ouvi dizer



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Nem sempre sei o que vem por aí, mas

Certamente sou capaz de sentir o que vem vindo

Assim como antenas, meus fundamentos me assentam onde estou,

Para onde vou e quais cuidados devo ter para viver sorrindo


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E triste, mas num mundo idiotizado necessário muita paciência

Nem sempre basta explicar como agir frente a um problema

Maioria das vezes faz-se necessário desenhar a questão

Depois, explicar o desenho pondo fim ao dilema.



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Manoel Claudio Vieira – 18/11/25 – 03:50h 

domingo, 16 de novembro de 2025

O fio da razão.

 


Por onde anda o fio invisível que nos conecta ao belo

Por onde andam aqueles que desvendam os mistérios do infinito

Se mesmo no sussurro dos ventos há lições do eterno

Quem diria o que encontraríamos por trás das canções exaltando a plenitude do bendito


Muitas são as coisas do amor

Infinitas as propostas de paz por ele transmitidas

As gerações que aprenderam a pensar se foram

Poucas restam sobrevivendo nessa desordem ouvindo gritos


Para quem escolheu viver sem medos ou os poucos resolveu encarar

Parabéns pela bussola mostrando um norte

Os passos planejados não só os levaram a horizontes brilhantes como também

Novas gerações escaparam do desastre que o ocaso da razão levaria a morte


Bendito os que param frente as adversidades de uma sociedade enlouquecida

Os que não se deixaram levar pela massa disforme

Tomando para si o certo, descartaram o erro 

O que era bom permaneceu soando como harmonias de novo acorde


Um dia você acordara e como num passe de mágica, tudo acabou

Não haverá um novo amanhã para corrigir o que passou ou que deixou de lado

Percebendo o tempo que perdeu brincado de ser feliz assemelhando-se ao outro

Perdeu seu tempo vivendo por viver sem perceber que fez sempre a coisa errada


A semeadura é livre, escolha bem o que irá plantar

Trate quem ama da mesma forma como deseja ser amado

Nesse dia seu histórico de vida será aberto, porem

Fato que nesse momento você não encontrara ninguém a seu lado



Manoel Claudio Vieira – 16/11/25 – 05:35h





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sábado, 15 de novembro de 2025

Silêncio

 


Paredes guardam silêncios

Segredos de quem diz pouco, mas sabe mais

Amores perdidos se comprazem com o passar dos anos

Desejos ocultos vem à tona assim como anseios que a natureza naturalmente nos trás


.Entre sábios, nem tudo precisa ser dito

O fato de estar presente já é suficiente

Os limites da palavra, a forma de comunicação, o espaço necessário

Tudo se completa quando o amor envolve o que temos em mente

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São muitas as vezes onde o silencio diz muito

Na aparente falta de palavras há uma explosão de sentimentos

A carga emocional envolta num diálogo de olhares

Bem mais que uma enxurrada de palavras, é o cerne vivo de cada momento


A vida nos obriga ser forte sem que ninguém veja nosso choro

Interpretar sentimentos perenes sem que percebam o quanto isso faz sofrer

Calar anseios pode internalizar angustias que nos fazem mal, mas

Quando a boca fala começamos finalmente viver


Traços de personalidade transcendem a matéria

No coração estão parte dos segredos de uma vida

O que se desenvolve no transcorrer de uma historia

Foi o que colocamos em pratica em nosso dia a dia


Sou o vento, sou o nada

O tesouro tão bom que não pode ser achado

A voz outrora calada que se insurgiu no silencio

Que no oculto não pode ser mostrado



Manoel Claudio Vieira – 15/11/25 – 04:05h






segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O carrasco e o protagonista



Aquela mensagem que deixamos de responder

Aquela dúvida intencionalmente deixada no ar

Ocupando a vida com pequenas coisas, o tempo passou

Gostaria de voltar as estações, mas o tempo não volta atrás



Saudade é o preço que se paga

É o custo por viver momentos inesquecíveis

A vida pela qual passamos é a que mais tarde iremos entender

O tempo é hoje, o passado é imutável e o futuro uma vaga projeção do que podemos ter



Carrasco e refém de si mesmo

Somos os protagonistas de nossa própria historia

Deixar de ser a pessoa retraída por seus próprios medos, novos tempos virão

Liberte-se da cela mental para finalmente viver sua história real



Conhecimento é o princípio ativo da sabedoria

É saber ouvir sem grandes julgamentos

Deixar para os tolos a briga entre egos

Libertar-se para a vida abandonando o próprio mundo



O tempo nunca volta - a imortalidade não existe

Insano interpretar as dores de uma sociedade doente

Por instantes, normal abandonar a vida colocando-se de lado

Acorde - o mundo esta aí e a vida nos impele viver o presente



Manoel Claudio Vieira - 10/11/25 - 04:05h




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domingo, 9 de novembro de 2025

Chove lá fora


  

Chove lá fora...o vento sopra balançando a folhagem do jardim

As estações se sucedem, somos como o tempo

Penso que a vida nos leva avançar e sermos fortes

As aguas rolando trazem a saudades daqueles ternos momentos


Amedrontados, muitos se comportam como um nada procurando alguém

Outros buscando um espelho no amor de um homem por uma mulher

Esquecem que essa procura muitas vezes vai muito mais além e fere...

O medo de sofrer traz de volta o receio de volver amar

 

Apegados a sonhos, lembranças que poderíamos ter esquecido vem à tona

Toque ao toque, o prazer da companhia, a vontade de estar junto e viver

Saudade dos velhos tempos, não do amor que se foi

A forma como éramos livres, leves e soltos em nosso ser

 

Seres humanos são criaturas incríveis

Quando sós, mostram sinceridade na busca de alguém

Os sentimentos fluem forte, intensos, verdadeiros

Porem quando juntos, após um tempo, o amor amorna e se tratam com desdém

 

Sou o vento que sopra, o poeta contando a vida

Aquele que descreve o prazer de amar curtindo a lenta aproximação

O artífice da paz enaltecendo o valor daquele ao nosso lado

As juras de amor esquecidas relembrando que por mais difícil, temos um coração.

  

Manoel Claudio Vieira – 09/11/25 – 05:20h




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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Chamas de um amor quotidiano



Se os dias parecerem sombrios

Mergulhe de cabeça no crepúsculo que vira

Noites longas são boas para refletir

Quanto o amor é importante em seu viver e amar


Diga em voz alta o quanto ama sua vida

Seu tesouro merece sempre a caricia de um afago

Sei que no escuro não se vê e pouco pode ser visto

Época ideal para declamar as chamas de um amor por vezes não declarado

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Num mundo vazio é normal se perder

Comum sentir-se desnorteado num mundo insosso de valores

Cuidado com os que se dizem perdidos –Continuamente eles nos ferem  

Nem sempre palavras bonitas tem em seu bojo ternos amores


Se não deseja ver o dia nascer, 

Passionalmente, deleite-se com a beleza da natureza no porvir

Deleite-se ouvindo os pássaros cantando na madrugada

Feito um girassol, enfeitam a noite vendo a lua os engolir

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São tantas as emoções que nos levam ao passado

Por vezes perde-se noção do tempo que se foi

O amor por vezes esquecido ou não declarado

Nessas horas renasce com vivo desvelo a amor

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Esta é a vida... uma passagem pela historia

Estamos numa fila onde ninguém sabe seu dia, hora e vez

Seus passos, amizades, pensamentos presentes e futuros dizem muito

A colheita é certa – o sol nasce para todos e todo dia, faça acontecer,



.Manoel Claudio Vieira – 03/11/25 – 03:47h






domingo, 2 de novembro de 2025

Entre sentidos e essências



 De tudo que se prova, sempre um pouco mais se conhece

Tudo que se toca, outro tanto se sente

Para muitos a vida é uma feira illuminati

Dos sentidos, em qualquer tempo, o amor é o que mais se faz presente

 

A beleza não pode ser roubada

O amor necessariamente tem que ser verdadeiro

Nada se constrói em bases frágeis

Quando se sabe que o mundo em que se vive não é o derradeiro

 

O antes e o depois...

O que foi, o presente e o que vira

Quando se para para pensar o que aconteceu

Como caranguejos no balde, para o fundo você voltara

 

Enquanto uns pensam, outros agem

Raramente os dois operam juntos

Assim como estrelas pertencem aos céus

Aqueles com luz própria não se perdem frente as agruras de momento

 

O que se sabe a respeito do amor...

Veja o que a sociedade tem a  mostrar

Olhe para si e sua volta... Talvez se surpreenda

Pelo que se vê, ha muito mais a esconder do que a declarar

 

Não importa saber o que o néscio mostra ser

Sabemos muito bem o vazio em seu interior

Seus exemplos se resumem a belas palavras

Como massa, seu mundo é pleno de vazios em flor

 

Nesta vida, preze pelo amor, preze pelo conteúdo

Deixe ele crescer dentro de você, não espelhe o mal

Espíritos elevados são como flores expostas no mundo

Nascidos na mente, atravessam tempo, fundem-se no espaço e jamais terão um final

 

Manoel Cláudio Vieira - 02/11/25 - 03:38h