segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Chamas de um amor quotidiano



Se os dias parecerem sombrios

Mergulhe de cabeça no crepúsculo que vira

Noites longas são boas para refletir

Quanto o amor é importante em seu viver e amar


Diga em voz alta o quanto ama sua vida

Seu tesouro merece sempre a caricia de um afago

Sei que no escuro não se vê e pouco pode ser visto

Época ideal para declamar as chamas de um amor por vezes não declarado

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Num mundo vazio é normal se perder

Comum sentir-se desnorteado num mundo insosso de valores

Cuidado com os que se dizem perdidos –Continuamente eles nos ferem  

Nem sempre palavras bonitas tem em seu bojo ternos amores


Se não deseja ver o dia nascer, 

Passionalmente, deleite-se com a beleza da natureza no porvir

Deleite-se ouvindo os pássaros cantando na madrugada

Feito um girassol, enfeitam a noite vendo a lua os engolir

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São tantas as emoções que nos levam ao passado

Por vezes perde-se noção do tempo que se foi

O amor por vezes esquecido ou não declarado

Nessas horas renasce com vivo desvelo a amor

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Esta é a vida... uma passagem pela historia

Estamos numa fila onde ninguém sabe seu dia, hora e vez

Seus passos, amizades, pensamentos presentes e futuros dizem muito

A colheita é certa – o sol nasce para todos e todo dia, faça acontecer,



.Manoel Claudio Vieira – 03/11/25 – 03:47h






domingo, 2 de novembro de 2025

Entre sentidos e essências



 De tudo que se prova, sempre um pouco mais se conhece

Tudo que se toca, outro tanto se sente

Para muitos a vida é uma feira illuminati

Dos sentidos, em qualquer tempo, o amor é o que mais se faz presente

 

A beleza não pode ser roubada

O amor necessariamente tem que ser verdadeiro

Nada se constrói em bases frágeis

Quando se sabe que o mundo em que se vive não é o derradeiro

 

O antes e o depois...

O que foi, o presente e o que vira

Quando se para para pensar o que aconteceu

Como caranguejos no balde, para o fundo você voltara

 

Enquanto uns pensam, outros agem

Raramente os dois operam juntos

Assim como estrelas pertencem aos céus

Aqueles com luz própria não se perdem frente as agruras de momento

 

O que se sabe a respeito do amor...

Veja o que a sociedade tem a  mostrar

Olhe para si e sua volta... Talvez se surpreenda

Pelo que se vê, ha muito mais a esconder do que a declarar

 

Não importa saber o que o néscio mostra ser

Sabemos muito bem o vazio em seu interior

Seus exemplos se resumem a belas palavras

Como massa, seu mundo é pleno de vazios em flor

 

Nesta vida, preze pelo amor, preze pelo conteúdo

Deixe ele crescer dentro de você, não espelhe o mal

Espíritos elevados são como flores expostas no mundo

Nascidos na mente, atravessam tempo, fundem-se no espaço e jamais terão um final

 

Manoel Cláudio Vieira - 02/11/25 - 03:38h






quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Marcas do tempo



Sei que o tempo passou

Sob a ponte, muita aguas passaram nas noites de luar

O que deveria ter ficado para trás, nas entranhas das margens do rio ficou

Como nas antigas canções, há sempre algo a se lembrar

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Duvido que alguém sinta por você o que um dia senti

Que dedicou tanto de seu tempo fazendo suas manhãs florescer

Mesmo que não seja possível viver tudo novamente, eu te amo

Sempre existe alguém a nos salvar quando nada temos a oferecer

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Sei que o arco íris que um dia você planejava ficou pelo caminho

Não foi culpa de ninguém perdermos contato com o balde de ouro

A mudança de ofício que prometia ser o início de um novo tempo ficou para trás

A morte pôs fim ao seu maior tesouro.


Uma cama, uma mala e um pequeno baú... tudo que sobrou

Lançados ao mundo, buscando na natureza um sinal

O retorno ao lar de mãos vazias parecia um desastre

A alma de criança que descrevera aquele momento não seria capaz de conceber tanto mal


A sobrevivência foi difícil

Com o tempo as arestas foram se ajeitando

O pouco se transformando em muito

A vida acontecendo, os pesadelos se dissipando


Queria tê-la a meu lado

Entender o porquê de tantas surras

Se os espancamentos foram sua válvula de escape, não sei

Só que compreender o porquê de tanto ódio ao nascituro. 


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Manoel Claudio Vieira – 30/10/25 – 03:37h




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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

As faces do oculto



Entorpecidas pelo silêncio 

Lá vão as marionetes mundanas vagando pela estrada 

Com um buraco no peito sangrando

 Se perderam pela vida e já não conseguem mais viver sem estar anestesiadas.


Falam de eventos terrenos como se especialistas fossem, mas

 O vazio que escondem, nada pode completar. 

Cansaram de viver a vida alheia como fantoches, 

Seres perdidos na própria existência; mesmo por breves momentos não vivem: voltam a interpretar.


Podem conviver com coisas belas, mas jamais aprendem o valor da graça.

 A maioria de seus bens, o dinheiro que têm pode comprar. 

O problema é que desconhecem o que é virtude e optam pelo ambíguo. 

Se pela vida não aprenderam, nem fazem ideia do que seja verdadeiramente um amor conquistar.


Na passagem da infância para a adolescência, 

Quando se viram livres, foram tomadas de pânico e terror. 

Tudo que outrora parecia belo e faceiro pertencia a outros e, como tal,

 A cobiça as invadia e para si almejavam o que outros conquistaram com trabalho e suor.


E assim passaram os anos... um desapontamento atrás de outro

A criança que ao se imaginar adulta tudo fosse mudar, cresceu

A mão que apedrejava continuava a mesma, mas dessa vez tinha companhia

De carrasco e refém de si mesmo sua história pela linha do algoz, sucedeu.


E assim passaram os anos... um desapontamento atrás do outro.

A criança que, ao se imaginar adulta, achava que tudo fosse mudar, cresceu. 

A mão que apedrejava continuava a mesma, mas dessa vez tinha companhia.

De carrasco e refém de si mesmo, sua história pela linha do algoz sucedeu.


Manoel Claudio Vieira – 29/10/25 – 01:52h




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sábado, 25 de outubro de 2025

Resposta aos sonhos

 

 

Bêbado de sono, ainda envolto em questionamentos

No meio da noite o homem despertou atordoado.

Sentiu que deveria externar o que sentira

O sonho que tivera o havia arrebatado do passado

 

O que há por trás de um sonho tão expressivo

Certamente bem mais que lições em forma de palavras, devaneios e ações

Feito viajante do tempo, cabia a ele descrever no papel

O que no mapa da mente em minutos se transformaria em esquecimento e ilusão

 

Nessas horas corpo e mente fluem de forma irregular

Na velocidade da luz, pensamentos rompem barreiras

O que antes semelhava impossível, do nada acontece

O ontem atravessa o tempo e o futuro mostra sua face do amanhã no presente de forma faceira

 

Tudo se mostra completo aos olhos das sementes do amor

Tudo dentro de um programa, feito emoções, acontece

Semeadas em campos férteis, em seu tempo geram frutos

O que antes parecia perdido, de forma nova e magnificente, floresce

 

Entre as imagens dos sonhos por trás das necessidades

Expressões estabelecidas revelam-se como aguas dos rios desaguando nos oceanos

Aos que pensam que essas aguas são novas, engano compreensível e costumeiro

A agua que se vê como límpida, feito o homem, também passou por enormes desenganos

 

Feche os olhos, abra sua mente, de asas a seu coração

A natureza fala pelas obras que você vê, porém, as vezes teima não ouvir

Sonhos não são apenas os motores d’alma

Em cada um há um motivo aparente para em sua existência voltar a sorrir.

 


Manoel Claudio Vieira – 25/10/25 – 23:43h





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