segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Contra o amor, contra o tempo



Saudades de um tempo distante

Estação dos sonhos, dos amigos de verdade

Época onde os homens valorizavam a companheira

Como constelação de estrelas onde juntos davam forma ao destino em total equidade

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Palavras de amor eram trocas normais

Tudo acontecia a seu tempo, costume e idade

Abertamente um se declarava ao outro sem ser o segredo de alguém

Tempo onde brilhávamos pelo respeito e não pela vulgaridade

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Nobre porção de amor diluída em pensamentos

Palavras eram seguidas por atitudes, carinho e alegria

Retratando o quão fugaz e volátil é esse sentimento universal

Éramos como pássaros voando livres para longe onde presos morreríamos

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Aos homens, fiquem com alguém que publicamente mostre ser sua fã

Trate-a com muito amor a fêmea que tem por menina

Esqueça o tempo que se foi e não volta – o coração usa outra linguagem

Sua nobre porção diuturnamente o aguarda com todo amor e alegria

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Por fim, não busque entender a extensão de um amor

Suas chamas encantam nos vários momentos do dia

O coração que verdadeiramente acolhe a dimensão da alma

Contra a vida, contra o tempo, desabrocha feito flor dia a dia


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Manoel Claudio Vieira – 20/10/25 – 03:55h








sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Terras do amanha.


Dias e noites procurando uma saída

Preocupado com o que pode acontecer

Fazendo do tempo um aliado

Buscando no horizonte uma nova maneira de viver


Independente de tudo, a roda da vida acontece

Nada que se faça faz o mundo deixar de girar

São tantos os que buscam se amoldar a sociedade e seus costumes

Sem que o homem pense no que essa dependência pode nos levar


Muitos falam que seu tempo foi melhor

Mas, certas mensagens atuais surpreendem, pois discorrem sobre carinho e afeição

Numa época tão conturbada isso é algo cada vez mais raro de se ver ou ouvir

Lembram condutas simples, porém recheados de carinho, amor e gratidão


Somos de uma época onde tudo era meio precário, mas esse pouco tinha qualidade

Hoje não vivemos presos ao passado, porem repudiamos o presente

Quando falávamos de amor o conteúdo era verdadeiro e não para impressionar

Onde o homem se tornou objeto num mundo de seres cada vez mais ausentes


Sei que faço parte de um mundo risível

Muitos dirão que isso é coisa antiga, o que não deixa de ser verdade

Peço que não esqueçam que essa terra envolta num mundo de sonhos

Amanhã poderá ser também a sua terra dependendo ou não de sua idade.



Manoel Claudio Vieira – 17/10/25 – 03;53h





sábado, 11 de outubro de 2025

O silêncio dos vazios


  

Sei que nas entrelinhas você pode me ouvir

Sei também o quanto dói o convívio sem verdadeiramente se entregar

Como deve ser difícil encontrar a palavra certa para balizar o contorno de um amor

Quando se vive preso a compêndios que um dia nos fizeram regurgitar

 

Somos de uma geração onde a realidade era permeada por sonhos

Na mais tenra idade, muitos ousaram viver um pouco além da imaginação

Verdade muitos feriram ao delimitar aqueles que um dia sofismaram amor

Ferindo de morte as entranhas na mente demarcadas pela razão

 

Quando alguém entra em nossas vidas,

Ser algum é solitário o suficiente para não se render

Porém quando se brinca com o amor de alguém

Difícil escapar sem deixar marcas nem consequências em seu viver

 

Podemos nos sentir solitários,

Esperar o tempo passar quando poderíamos nele viver

Arquitetos d’alma desenganadas em busca de conteúdo

Olhando para o vazio esperando que do nada algo possa acontecer

 

Necessário alisar as arestas, desbastar um pouco do verniz

Rigidez é coisa de pedra e inconscientemente cometemos grandes lambanças

Externar o que por anos foi reprimido e nos fez calar, dói

Maquiar a dor é mais dolorido que conviver com lembranças

 

 

Manoel Claudio Vieira – 11/10/25 – 04:27h

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Diálogos Cabulosos



Um dia ela disse que ele não seria nada...ele ouviu. Tempos depois, após um breve entrevero, arguiu que ele não passava de um filho da puta, desgraçado, maldito...e ele, aos 5/6 anos sem saber ao certo quem era ou o que fazia neste mundo, acreditou.


O tempo foi passando e anos mais tarde ele deixou transparecer que gostaria de seguir carreira na área de exatas (engenharia) ao que ela questionou afirmando que isso não era coisa para ele – “filho mais velho estuda e o resto vai trabalhar” ao que ele calou, porém ousou perguntar quem ela era para dizer essas coisas ouvindo: sua mãe, ao que ele consentiu


Sem eira nem beira aqueles dois iam vivendo. Ela, viúva ainda jovem carregando uma carga emocional altíssima confundindo submissão alheia com autoridade, contava os dias como “menos um” e tudo que fazia tinha por fim oprimir antes para não ser questionada depois, pois não tinha certeza do que fazia -seu calendário trocava as folhinhas (dias/meses /anos) sem que ela e especialmente tudo em seu redor ganhasse vida. Expressões de prazer era abruptamente abolidas, pois segundo seus ditames eram suprassumo da perversidade que ninguém mais a não ser ela em seu mundo era permitida ter.


 “Vai para o teu quarto, ajoelha, reza, pede perdão e se arrepende pelos pecados cometidos” – essa era a expressão mais usada quando queria se ver livre de perguntas um pouco mais complicadas. Deus era a válvula de escape pois sabia que além Dele nada poderia ser questionado. Em sua infância aprendeu usar o Senhor como escudo, em especial, para o que não entendia. Em outras ocasiões, quando questionada e sem resposta, entregava ao além sua dúvida ou se valia do “você só sabe fazer pergunta difícil”. 


Se você chegou até esta parte do texto sem perguntar o porquê ter se deixado levar tão longe pelo déspota desta história, saiba que quando a manipulação acontece quando você é muito novo e pelas circunstancias é dependente financeiro, afetivo e vive sob os auspícios do medo de crises convulsivas recorrentes  não controladas e, em especial é levado a viver as culpas como depositário fiel das frustrações alheias, tenha ciência que você ultrapassou o papel de humano tornando-se sobrevivente dentro de um sistema onde pouco ou quase nada se conhece quando o aprendizado social das primeiras etapas da vida são suprimidos e as consequências vem com o tempo.



Manoel Claudio Vieira – 15/09/25 – 00:08h 











quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Na toada da vida



Reféns de uma vida sem sentido

Acordando para trabalhar, levantando para viver

Tendo uma visão reduzida do que é o mundo

Como elefantes, deixam a morte buscar onde a vida deixou de acontecer


Lembrar dos ensinamentos primários recebidos

Das pessoas que pela simplicidade nos ensinaram a viver entre eles

O interessante foi compreender muito mais tarde

O quanto a vida foi cruel ao não nos ensinar viver sem eles


No silencio das noites eu me pergunto

“Será que somos livres de verdade? ”

Se o desejo manipula os tolos

Por que tantos vivem a mentira ao se esquivar da realidade?


Jamais deixarei de acreditar no amor verdadeiro

Sei que ainda existem pessoas com a capacidade de amar

Ser honesto, compreender, saber ouvir são dádivas divinas

Mas é necessário abrir mão de muitas delas para a convívio social serenar


Quão tolos podemos ser aperfeiçoando uma inclinação

Até quando estamos dispostos a enfrentar o desgosto para saborear algo melhor

Vale mesmo a pena seguir o mundo acreditando em si mesmo

Ou se entregar as massas desdenhando o bem crucificando o melhor


Tenha a idade que for, sinta-se em paz com sua essência

Não se deixe levar pelo que os outros pensam nem faça força para ser quem você é

Na vala comum da humanidade há um número considerável de submissos

Vivendo a vida alheia sem ao menos saber quem é.



Manoel Claudio Vieira – 04/09/25 – 04:45h 




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